O uniforme caiu muito bem...cap ..7

547 Words
VICTOR ALENCAR  Chego à empresa ao lado do Scott. Minha nova secretária já está sentada na recepção, pontual como um relógio suíço. Pelo menos isso. Antes de entrar na minha sala, a chamo com um aceno de cabeça. Ela levanta imediatamente e me segue. — Essa é a sua nova presa... quer dizer, secretária? — Scott provoca, com aquele sorrisinho sacana. — Sim. — respondo seco. — Muito bonita. Pena que não vai durar, né? — Verdade. — concordo, com um sorriso torto. Scott segue para sua sala e eu entro na minha. Ligo o notebook e me afundo na cadeira de couro. Ela entra logo em seguida. E eu olho. Caralho. O uniforme tá justo o suficiente pra me deixar em pecado só de respirar no mesmo ambiente. A curva da cintura. O decote discreto — mas provocante. A saia subindo cada vez que ela anda. A b***a dela. Meus pensamentos descem direto pro inferno. Já tô imaginando aquele corpo todo nu, gemendo por mim. Nessa semana ela cai. Nem que eu tenha que ferrar minha própria agenda pra isso. Estou tão focado no que quero fazer com ela, que quase esqueço que estou no meio do expediente. — Com licença, Sr. Alencar… deseja algo? Estou aqui faz tempo e o senhor não disse nada. Ah, ela é ousada. Gosto disso. Mas não posso deixar barato. Atrevimento se paga com... ordens impossíveis. — Quero cópias desse contrato e quero que organize todos aqueles documentos... por ordem alfabética e ano. Aponto para a montanha de papéis empilhada na mesa lateral. — Quero tudo pronto até amanhã. Ela me encara por dois segundos. Sei que está se segurando pra não explodir. Pega os documentos, respira fundo e sai da sala. Vamos ver se tem fibra ou se vai chorar no banheiro. Tento voltar ao trabalho. Mas a imagem dela naquele uniforme maldito me distrai. A forma como o tecido marca a cintura. As pernas torneadas. Aquela boca... Sou arrancado do devaneio pelo toque do celular. Aline. Porra. O que será agora? Atendo com a paciência de um monge zen. 📱 Ligação ON — Oi, querido! — vem a voz doce forçada do outro lado. — Oi, Aline. O que você quer? — Nossa, baby, nem um bom dia pra sua noivinha? Reviro os olhos. — Bom dia, Aline. Fala logo. Estou atolado de trabalho e cheio de reuniões. — Baby... que tal jantarmos juntos hoje? Só nós dois… — Não sei, Aline. Melhor deixar pra outro dia. — Mas baby, meu pai quer conversar sobre o nosso casamento! Suspiro. Passo a mão no cabelo, tentando conter a irritação. Esse teatro me cansa. Mas se não cedo logo, não terei paz. — Victor? Tá me ouvindo? — Sim, Aline. — Eles voltam pra França em dois dias. Vamos jantar com eles hoje? — Sim. Vamos. — Oba, oba! Às oito, então! — Certo. Agora me deixa trabalhar. — Tá bom, amor. Beijos! — Tchau. 📱 Ligação OFF Desligo e jogo o celular na mesa com força contida. Noiva imposta, casamento de fachada, uma vida inteira planejada por outros. Respiro fundo e tento me concentrar no planejamento da nova linha de carros. Mas a verdade? Eu só consigo pensar na Ferrari. E, dessa vez, não é um carro.
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