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977 Words
— Cauã Nicolas Bittencourt. — ela disse séria e todos em volta começaram a rir discretamente. — você acha mesmo que pode me iludir e depois me chutar? — ele parecia perdido. — principalmente agora que você terminou com a aguada da Milena? — Eu não te conheço, p***a! — Cauã estava perdendo a paciência. — Como não? E nossos planos de eu ir com você para Toronto? Eu te dei tanta força para você fazer aceitar esse estágio e agora você simplesmente ignora isso tudo. — Sabrina fez cara de choro, nessa altura os amigos dele já estavam cochichando. — ISSO É MENTIRA, EU NÃO CONHEÇO ESSA ABERRAÇAO. — Agora você diz que não conhece, mas na hora do rale-rola não tem esse papo. — essa foi a gota d'guia, todo mundo caiu na risada, nem eu me aguentei, Cauã por sua vez parecia um vulcão prestes a explodir. — você adora e adora ainda mais que eu te chame de meu rei. — Sabrina sensualizou no final. — Seu... sua...— ele deu um passo furioso em direção a Sabrina, mas um dos amigos dela interviu. — Faz isso não cara. — o rapaz disse. — não mate na sua mina não. — depois dessa o pessoal faltou pouco rolar no chão de rir, cauã começou a olhar em volta, ainda vermelho feito um pimentão. — VÃO SE FERRAR TODOS VOCÊS! — gritou e saiu dali como um tiro. — Faz isso não Cauã. — um outro amigo dele gritou. — ESPERA EU MOZÃO! — Sabrina ainda gritou para completar, em seguida ela também saiu. — Missão cumprida. — me virei para a sara e o Claudio, os dois estavam quase chorando de rir. — SOLTA A MUSICA AI DJEI! — alguém gritou e a música recomeçou, minutos depois Alinne reapareceu onde estávamos. — Você arrasou. — disse animada para mim. — Devo admitir, foi demais ver a cara do Cauã. — Sara concordou. Voltamos a curtir a festa, a mesma estava bem mais animada agora e as pessoas ainda zoavam o Cauã, aquilo sim era vitória. Já passava das duas horas quando percebi que uma garota me secava, minha ficha demorou a cair pois até onde eu sei ainda estava no corpo da Milena, quando resolvi tomar iniciativa de ir puxar assunto com a tal garota Alinne me segurou. — Nem ousa. — Mas eu só... — Não no corpo da minha amiga. — falou seria. — vamos embora pessoal, antes que a animadinha aqui resolva fazer m***a. — falou para a Sara e o Claudio. — Podem ir na frente, vou ficar um pouco mais com o Claudio. — Alinne logo riu de um jeito sugestivo deixando Sara com vergonha. — Aproveitem por mim. — Alinne falou, nos duas pegamos um taxo e voltamos para casa, a noite não terminou como eu gostaria mas até que foi proveitosa. No domingo acordei com a disposição a mil, era engraçado, a uns dias atrás eu acordava feito um zumbi por conta da menstruaçao e agora estava super enérgico. Antes mesmo de levantar da cama eu peguei o celular para ver as horas e também para ver se havia alguma mensagem, havia algumas no w******p que eu ignorei e também havia mensagens no grupo das meninas, abri para ler: Hoje: 10:10 — Alinne: almoço hoje? 10:10 — Alinne: naquele restaurante que adoro. 10:15 — Sara: por mim tudo bem. 10:16 — Sara: posso convidar o Claudio? 10:17 — Alinne: sinto cheiro de amor no ar! 10:17 — Alinne: é claro quer pode né amiga. 10:19 — Sara: para de ser chata. 10:35 — Sara: falei com o Claudio, ele vai mas quer saber se tem importância levar um amigo. 10:38 — Alinne: desde que seja gatinho. 10:39 — Sara: é casado e vai com a esposa. 10:40 — Alinne: que sem graça. 10:40 — Alinne: não vejo problema nenhum em irmos todos. 10:42 — Sara: beleza então. 10:42 — Sara: cadê o Davi? 10:43 — Alinne: deve estar dormindo ainda kkkk. 10:44 — Sara: kkkk. 10:50 — Eu: falando em mim? 10: 52 — Alinne: topa almoço? 10:52 — Eu: desde quando eu n**o comida? 10:53 — Alinne: beleza, passo ai para te pegar onze e meia. 10:53 — Eu: onde vamos? 10:54 — Alinne: num clube que eu adoro. 10:54 — Eu: to esperando então. Desliguei o celular e me levantei, fui até o banheiro dar uma mijada e depois me troquei já ficando pronto para o almoço, quando sai do quarto para tomar um copo de café eu ouvi vozes alteradas vindo do quarto dos pais de Milena, aquilo era estranho, em uma semana aqui eu nunca tinha visto aqueles dois brigarem, mesmo que eu detestasse bancar a Maria fofoqueira, eu me aproximei com cuidado para ouvir o que eles estavam falando. — Não acredito que você vai me deixar sozinha de novo para ir jogar com seus amigos. — Elsa falou irritada. — você não para mais em casa Afonso. — E como você quer que eu fico em casa ouvindo essa sua encheçao de saco? — Quer dizer que eu sou chata agora? — Está cada dia mais difícil de conviver com você. — É claro que está. — senti ironia na voz da mulher. — você anda deixando bem claro isso. — Sabe de uma coisa. — Afonso deu uma pausa. — eu estou indo, quando você estiver mais calma conversamos. — ao ouvi-lo dei meia volta e voltei correndo para o quarto, por sorte não fui vista, parei um segundo pensando na discussão, será que está acontecendo alguma coisa séria entre os dois? E será que a Milena sabe disso? Eu deveria perguntar a ela? Comecei a me sentir perdido, talvez ela não soubesse e se eu falasse só pioraria a situação, é melhor deixar quieto, pelo menos por enquanto.
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