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1335 Words
Dia 8 — por Davi. Já passava das dez horas e estávamos descendo do taxi em frente à boate onde seria a tal social. — Não acredito que vocês me obrigaram a usar isso. — reclamei enquanto puxava meu vestido para baixo. — Para de reclamar e você está linda! — Alinne falou com uma certa ironia. — Linda é meu ovo. — rebati e as meninas riram. — Então Sara, cadê o tal garoto misterioso? — Alinne perguntou. — Acabei de mandar mensagem para ele, o mesmo disse que está perto da entrada. — continuamos caminhando na direção onde imaginávamos estar o tal rapaz. — olha ele ali. — Sara apontou e eu olhei procurando ver quem era, ela apressou o passo e se aproximou do cara, eles se cumprimentaram com um abraço, só quando se afastaram eu consegui ver exatamente quem era. — Claudio?!— eu definitivamente estava muito surpreso. — A gente se conhece? — ele perguntou confuso enquanto ria meio sem jeito. — Sim... não. — me enrolei um pouco. — não pessoalmente, quero dizer, sou amiga do Davi. — Você é amiga do Davi? O que trabalha comigo? — Ele mesmo. — Engraçado, ele nunca me falou sobre você. — Sabe como o Davi é, são tantas garotas que ele sempre esquece de algumas. — Pior que é verdade. — ele riu. — então vocês dois já tiveram um lance? — Lance? Não, claro que não. — respondi e imediato. — somos só amigos mesmo. — Então deve ser por isso que ele nunca falou de você, na maioria das vezes ele só fala das garotas que pega. — É deve ser por isso. — concordei, ainda não estava acreditando que o cara que a Sara estava saindo era meu parceiro de serviço, definitivamente esse mundo é minúsculo. — Que tal entrarmos? — Sara mudou de assunto ao nos convidar. — Acho ótimo. — Alinne concordou. — estou louca para achar umas bocas para beijar. — Sara revirou os olhos no mesmo instante. — Você não se controla não é mesmo? — Não to fazendo m*l a ninguém. — Alinne falou de jeito inocente. — Milena! — foi entao que ouvi alguém chamar atrás de mim, pela voz masculina eu já imaginava que não gostaria nada de saber quem era. — Não olha agora mas o Cauã está vindo para cá. — Alinne avisou, me virei lentamente e dei de cara com o rapaz se aproximando com um sorriso no rosto. — Oi! — ele disse parando a alguns centímetros de mim. — Oi! — falei de volta secamente. — Não imaginei que você fosse estar aqui hoje. — Então continua imaginando que eu não estou aqui. — Milena para agir assim, você sabe que precisamos conversar. — A única coisa que eu sei é que você precisa sair da minha frente ou eu vou ser obrigado a enfiar sua cabeça na boca de um bueiro. — falei com a voz transbordada de raiva. — Porque você está dizendo essas coisas? Nem parece a Milena que eu conheço. — Cara, você não conhece a Milena, não conhece mesmo, ela não é só um rostinho bonito, ela é muito mais que isso. — quando vi eu já tinha dito aquilo, cauã me olhou sem entender, mas eu também não estava pouco me fudendo para o que ele pensaria. — É melhor entrarmos. — Alinne disse e me empurrou para longe dali. — Espera... — Deixa ela em paz Cauã. — Alinne mandou. — o que foi aquilo? — em seguida sussurrou perto do meu ouvido. — Eu estava com raiva, só isso. — A questão não é só o jeito que você falou, mas também como você defendeu a Milena. — por um instante parei para pensar no que Alinne disse, eu estava com tanta raiva que nem tinha notado o que tinha dito, eu tinha defendido a Milena, como nunca defendi nenhuma garota antes, definitivamente estar no corpo dela estava mexendo com minha cabeça. — Isso é tão r**m assim? — perguntei de forma apreensiva. — Não é.— Alinne respondeu. — mostra que você está amadurecendo. — e sorriu por fim. — Esse garoto realmente ta merecendo uma lição. — só então Sara nos apanhou. — como ele tem a cara de p*u de vir falar com você como se nada tivesse acontecido? — Alguém pode explicar o que aconteceu? — Claudio estava completamente perdido no assunto. — Ele traiu a Milena e vem puxar assunto como se a traição não significasse nada. — Sara resumiu. — Podem ficar tranquilos, depois dessa noite duvido ele ter coragem de se quer pontar a cabeça do lado de fora de casa. — falei e sorri de canto. Do lado de dentro da boate à música eletrônica tocava em um som ensurdecedor, olhei em volta, tinha muitas pessoas, gente demais para ser uma simples social, isso era bom, muito bom para meu plano, corri os olhos em volta, assim que avistei o bar minha boca já encheu de agua, tomei a frente das meninas e segui para lá. — Me vê um whisky. — pedi ao garçom. — É uma bebida muito forte para uma mulher graciosa feito você. — alguém falou ao meu lado, virei o rosto e dei de cara com um rapaz me olhando intensamente. — Eu te perguntei alguma coisa? — falei sério e logo voltei a atenção para o garçom, só me faltava essa um b****a engraçadinho achando que vai se dar bem, assim que minha bebida chegou tomei tudo em um gole só e me afastei do bar. — A Milena não vai gostar nadinha disso. — Sara me repreendeu sem deixar o Claudio ouvir. — Quem disse que ela precisa saber? — Vamos dançar? — Alinne perguntou e antes que eu pudesse dizer não ela já foi logo me arrastando para o meio da pista. Como eu não sabia dançar nada eu apenas fiquei enrolando, tentando disfarçar enquanto a hora passava, depois de um tempo chamei as meninas para o segundo andar, eu queria ter uma vista boa do local, pouco antes da meia noite eu recebi a tão esperada mensagem, vasculhei a boate toda em busca do Cauã, o avistei próximo ao bar, respondi a mensagem e em seguida me virei para as meninas. — Está na hora, vamos para um canto e você Alinne. — me virei diretamente para ela. — vai até o djei e dá um jeito dele desligar o som. — É pra já. — Alinne saiu animada. — Tô com medo do que vem por ai. — Sara disse apenas ri e segui para um canto, ela e o Claudio me acompanharam de volta para o primeiro andar, eu queria ver tudo bem de perto. Escolhi um canto ótimo, logo à musica sessou e as pessoas pararam de dançar e começaram a reclamar. — Cauã, meu amor! — nesse instante Sabrina apareceu abrindo passagem pela multidão, seu jeito escandaloso logo chamou atenção de todo mundo. Sabrina era uma travesti de dois metros que eu conhecia já a muito tempo, de onde a conheço é uma longa história e não vou contar, seu nome verdadeiro era Rafael mas ela gostava de ser chamada pelo nome feminino, além de ser travesti ela também vivia tentando se tornar atriz e por me dever um favor, que também não vou me contar o motivo, ela foi obrigada a aceitar fazer essa pequena encenação, eu lhe enviei umas fotos dele e também contei a ela as coisa que perguntei a Milena, tudo para ficar perfeito. — Eu conheço essa figura. — Claudio falou rindo, sim ele também conhecia a Sabrina, principalmente porque eles moravam na mesma rua. — Quem é você? — logo Cauã estranhou. — eu nem te conheço. — Como não meu bem, você prometeu me ligar para sairmos ontem e simplesmente me deixou na mão. — ela falou com voz manhosa. — Isso só pode ser piada. — Cauã riu nervoso.
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