capítulo sete

2044 Words
Segunda-feira fria de manhã, Hermione Granger lutou para poder levantar-se de sua cama, o que ela mais sentia falta de sua casa além dos seus pais, era poder ficar até tarde na cama sem ninguém a incomodar, já que em Hogwarts ela precisava levantar cedo para poder tomar banho e se arrumar, já que dividia o dormitório e banheiro com mais três garotas. A castanha caminhava lentamente pelos longos corredores da escola, estava tão aérea em seus pensamentos que sequer percebeu os olhos azuis que a encaravam bem ao seu lado, mesmo Malfoy tentando não conseguia atrair os olhares da garota. — Ela é incrível, não acha? — Não curto garotas, estava brincando com você na biblioteca. — Tanto faz. — Por que não vai falar com ela? — E dizer o que? Oi, então talvez eu tenha mais nove meses de vida, na melhor das hipóteses tenho dois anos. Para sobreviver preciso ficar com você, porque uma criatura dentro de mim te escolheu e se você dizer que não eu morro também, mas está tudo bem. — Sorriu debochado. — É um ótimo começo, me lembra de nunca te pedir conselhos. — Por que? — Suspirou — Eu só queria alguns segundos de coragem. — Então vai lá. — Maia o empurrou para cima da garota e afastou-se a tempo da grifinória não ver quem o empurrou para cima dela, fazendo com que todos seus livros caíssem ao chão. — Cuidado! Obrigado, agora meus livros estão todos sujos. — A garota abaixou-se para recolher e o rapaz a acompanhou. — Me desculpa. — Olha por onde anda da próxima vez. — O garoto limpou um dos livros e entregou para a menina que estava irritada em sua frente, Draco tocou em sua mão e ela encarou seus olhos, em milésimos de segundos Granger já estava o olhando de maneira boba, assim como todas as garotas nas semanas anteriores. — Me desculpa. — Repetiu levantando-se. — Não tem problema. — Hermione sorriu o encarando, Draco continuou sério, não sabia o motivo de estar sentindo-se tão constrangido — Ah, eu gostei de ter feito a poção com você, na aula do Slughorn. — Obrigado, eu preciso ir. — Hermione estava sentindo-se confusa com a situação, mas Draco passou um conforto para a garota, algo que ela nunca havia sentido antes. Malfoy caminhou depressa para fora do castelo, sentia-se estranho com o que aconteceu há poucos minutos. Ele estava confuso, afinal de contas ele sentia atração pela garota, mas não sentiu nada além de desconforto quando a tocou. — Ei, me espera. — Maia correu atrás do amigo que a ignorou completamente — O que aconteceu? Ela estava falando com você. — Eu sei. — Malfoy sentou-se no gramado e encarou as árvores em sua frente. — E isso é bom! Draco, o que houve? — Não é ela Maia, não é. — O que está dizendo? Tem semanas que está babando em cima dela. — Eu sei, também pensei que fosse a Granger. — Os olhos do garoto estavam cheios de lágrimas, Maia nunca sequer pensou que um dia veria essa cena em sua frente, Draco Malfoy estava chorando — Isso tudo foi perda de tempo, eu preciso encontrar a garota certa ou... — murmurou limpando os olhos. — Cala a boca, eu vou te ajudar. — A garota aproximou-se e abraçou o amigo, nunca havia recebido um abraço tão apertado antes, sentia sua respiração falhar — Ai, pode maneirar um pouco na força? — O loiro riu fraco e a soltou. — Desculpa, ainda estou aprendendo a controlar. — Vamos treinar isso hoje, o que acha? — Secou o rosto do garoto. — Pode ser, que horas? — No horário da monitoria, eu vou para a sua caverna secreta. — De caverna não tem nada. — Seu nome é Draco, igual ao Drácula que era vampiro, que não pegava sol igual aos morcegos que vivem em uma caverna. — Você lê muitas histórias do mundo trouxa, sabia? — Lendo ou não, nós temos aula, vamos. — Senhorita Fitzgerald levantou-se e voltou para o castelo, além de salvar uma vida ela ainda precisava terminar os seus estudos. Durante as aulas, Granger ficou procurando Malfoy por onde passava, sequer prestou atenção quando Slughorn perguntou para quais poções poderiam usar raízes de mandrágoras. — Terra chamando Hermione. — Gina balançou a amiga. — Oi? — A castanha suspirou e voltou a atenção para a amiga que reclamava porque Harry não mandava cartas durante todo o verão. — O que está acontecendo? Eu estou tentando conversar com você. — Nada, o Harry não é? — Argh! Hermione. — Gina abaixou a cabeça na mesa onde estava fazendo sua refeição e olhou a amiga que estava encarando alguém — O que está olhando? — Nada. — Sorriu timidamente. A ruiva levantou a cabeça e olhou na mesma direção, Granger estava encarando os alunos da sonserina e não disfarçava nenhum pouco sequer. — Esse nada tem nome? — A amiga parecia estar hipnotizada, m*l conseguia manter atenção nas próprias ações. — Reparou que o Draco mudou nesse verão? — Mudou como? — Gina estava curiosa em saber o que se passava na cabeça da amiga, já que ela não era muito de falar em garotos, ainda mais nesse: Draco Malfoy. — Ele está mais alto, parece mais forte. — Quem é você e o que fez com Hermione Granger? — A amiga não respondeu, estava ocupada demais tentando alcançar o loiro com os olhos enquanto ele saia do salão principal. Gina Weasley olhou em volta e praticamente todas as outras meninas estavam fazendo o mesmo que a amiga, isso era estranho. Não porquê o garoto não chamava atenção, mas quais eram as chances de todas as garotas da escola estarem encantadas por ele? Alguma coisa estava acontecendo ali e ela iria descobrir. — Vamos logo, cara! Precisamos treinar os novos jogadores. — Draco reclamava enquanto Zabini escolhia sua vassoura, Luna iria assistir ao treino, ele queria impressionar a garota. — Só um minuto, eu estou decidindo. — Me diz que você ao menos beijou ela naquela maldita casa. — Nós não chegamos a ir para a casa, encontramos uma loja que vendia doces e compramos alguns. — Me fez levantar cedo para nada? — Eu não disse que não nos beijamos. — Fala sério. — Eu juro, estávamos perto das árvores e ela ainda estava explicando sobre aquelas malditas fadas, estou traumatizado! E então beijei ela para não ouvir mais quais eram as madeiras usadas nas varinhas. — Draco gargalhou alto da situação. — Isso é demais, a garota que você gosta adora falar das fadinhas dela. — Palhaço! Pelo menos não estou na seca. — E quem foi que te disse que estou na seca? — Sim, ele estava, não por falta de opção. Mas o extinto veela falava mais alto, ele não o deixaria ficar com nenhuma garota que não fosse a “escolhida". — Ah! -- Zabini comemorou — Eu sabia que estava ficando com a Maia. — O que? — Zombou do amigo — Nós somos apenas amigos, nada mais do que isso. — Fala sério Malfoy, quando foi a última vez que passou o maior tempo com uma garota sem cair matando em cima dela? — Ela é como uma irmã para mim. — Então estão cometendo um grande i*****o, eu já reparei como vocês se olham. (...) Os sonserinos treinaram durante todo o final da tarde, até quase o horário do jantar, mas Draco comeu rapidamente e foi para seu dormitório reservado ou a sua “caverna" como Maia gosta de chamar. Ele estava inquieto esperando a amiga aparecer, eram oito e meia da noite as rondas dos monitores só começavam depois das oito e cinquenta da noite, quando todos já estavam em suas casas. Mas a espera parecia ser maior do que realmente era, mesmo ele tentando se distrair lendo sobre criaturas mágicas, era em vão. Após alguns minutos esperando – o que para ele estava sendo uma eternidade – a porta foi aberta e a garota entrou. — Nossa, aqui está muito quente. — Que demora. — Está ansioso para me ver Draco? — perguntou dando risada da expressão confusa do loiro. — Eu vim o mais rápido que pude, tive que desmarcar compromissos para te ajudar. — Quem? O D'ângelo? — Revirou os olhos. — Ele mesmo e para de charme, agora que são nove horas. — Se jogou no sofá — Eu estava pensando enquanto vinha para cá, será que a sua escolhida na verdade não é o escolhido? — Isso de novo? — Estou falando sério, já pensou que o seu veela pode gostar de homens? — Você é maluca. — É uma hipótese. — Vamos logo com isso. — Chato, respira fundo. — O rapaz obedeceu às ordens e fechou os olhos — Quando eu contar até três você tenta crescer as presas. — Isso vai doer? — Com certeza! Um, dois... três. — Em segundos os olhos do garoto escureceram e as presas estavam um pouco maiores — Caramba, isso é incrível. A criatura a encarava com serenidade, parecia gostar de sua companhia, mas a transformação não durou tanto, isso não era nada perto do que veelas experientes podiam fazer. — Como foi? — A respiração do loiro estava ofegante, precisava de muita prática ainda. — Foi bem, mas consegue fazer melhor. Doeu? — Ardeu, não foi dolorido como da primeira vez. — Isso é muito interessante, posso ver seu corpo? — Como? — A encarou espantado. — Meu avô pediu para anotar as mudanças do seu corpo para ele documentar. — O seu avô? Essa foi a pior desculpa que já ouvi, se queria me ver nú era só pedir. — Fala sério, ninguém me paga para ouvir tanta besteira assim, vai logo. — Ta sua chata. — O rapaz tirou a camiseta e continuou sentado. — Nossa... — murmurou encarando suas costas espantada. — O que foi? — Draco. — A preocupação em sua voz era nítida — Tem uma pena crescendo nas suas costas. — Como? — O loiro levantou-se assustado e correu para o espelho — Onde? — Maia gargalhou assistindo ao colega que tentava encontrar uma pena nas próprias costas — O que foi? — O que você acha que é Malfoy? Uma galinha? — Você não fez isso! — Aproximou-se do sofá enquanto a garota ria — Não se brinca com essas coisas, ainda mais com um Malfoy. — E o que vai fazer? Botar um ovo e tacar em mim? — O garoto segurou a risada e pulou em cima da morena fazendo cócegas. — Pede desculpas! — Nunca! — respondeu enquanto se encolhia no sofá por causa das cócegas, mas não conseguia se defender. — Para. — Pede desculpas. — O loiro ria da situação, ele estava em cima das pernas da amiga, ela só sairia se ele deixasse. — Tá bom! Desculpa. — Draco parou e sorriu a olhando — Quer que eu fale na sua língua para ser mais simbólico? ** ** **. — Palhaça. — Deu risada. — Já chega, sai de cima. — E se eu não quiser? — Corto suas coisas. — Eu duvido. — Tenta a sorte. — Maia sorriu tentando decifrar a expressão do amigo — O que foi? — Nada, você fica bonita sorrindo, deveria fazer mais. — Isso foi um elogio? — Talvez tenha sido. — Draco sentia seu corpo aquecer, por algum motivo estava gostando daquela situação. — Obrigado então, talvez, sei lá eu... — Maia foi interrompida por talvez a coisa que mais a surpreendeu durante todo o seu dia. Draco a beijou, sequer pode reagir ou se afastar, ela retribuiu, um beijo calmo e quente. Draco acariciava seu rosto, suas mãos também estavam sob o rosto do amigo, com certeza se arrependerão. Malfoy afastou seu rosto lentamente da garota e a encarou sério, mesmo que conhecesse múltiplas palavras Maia não conseguia pensar em uma sequer. — Isso — respirou fundo. — Foi estranho, não é? — Ah... é, foi estranho. Desculpa. — Draco saiu de cima da garota e sentou-se ao seu lado. Esse beijo não havia sido estranho para nenhum dos dois, mas nunca admitiriam isso.
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