capítulo seis

1771 Words
O sol estava agradável naquela manhã de sábado, Blásio Zabini estava super ansioso para o seu primeiro encontro com Luna Lovegood, essa seria sua grande chance para poder impressionar a garota. Mas o seu amigo não estava nada contente com o horário combinado, já que ele queria poder ficar deitado até tarde em sua cama. — Elas estão demorando muito. — Zabini reclamou. — Você que atrasou, daqui a pouco elas estão aí. — Draco apoiou sua cabeça na escadaria da entrada do castelo e fechou seus olhos. — Não sei se gosto dessa camiseta, eu vou trocar, a preta estava melhor. - Blásio, eu juro por Merlin! Se você sair daqui eu vou te azarar. — Argh! Cadê elas? — Blásio caminhou de um lado para o outro quase causando um buraco no chão do castelo. — Elas quem? — Luna perguntou enquanto descia as escadas com a amiga. — Finalmente — exclamou Draco levantando-se. — Desculpa o atraso, alguém não decidia o que fazer com o cabelo. — Maia sorriu olhando para a amiga. — Podemos ir? — A loira perguntou animada. — Sim, claro. — Zabini sorriu a encarando, com certeza alguém precisaria limpar sua baba no chão, já que ele não fechava a boca. O casal saiu caminhando na frente conversando sobre a escola, mesmo que Luna falasse mais do que poderia pensar por segundo. — Sua animação é contagiante. — Eu estou morrendo de sono Maia. — Podemos fazer igual quando se ensina crianças a andarem de bicicleta, segura e solta quando ela não perceber e bom, eles já estão bem na frente. — Bicicleta? — perguntou confuso. — Eu até toparia, mas eu acordei por uma cerveja amanteigada! Só vou embora depois que tomar. — Maia sorriu fraco e continuou caminhando atrás dos colegas. — Como está a transformação? — Nada demais, só que eu consigo sentir o cheiro das meninas de longe. — Impossível — exclamou. — É sério, é um cheiro mais para um odor, sabe? — Está dizendo que são fedidas? — Não. — Gargalhou — Quando elas me olham por muito tempo, exalam um odor. — Ah! Os hormônios. — Isso. — O que mais está conseguindo fazer? — Todos os meus sentidos estão ficando mais aguçados, é estranho poder ouvir os batimentos cardíacos das pessoas. — Consegue ouvir os meus? — Não Maia, precisa ter coração para isso. — i****a. — O empurrou de leve. Em poucos minutos todos os quatro bruxos estavam sentados esperando as cervejas amanteigadas. Blásio não conseguia terminar uma única frase perto de Luna, o que tirava altas risadas dos amigos. — E seus pais Maia? O que eles fazem? — Mmm... eles são pesquisadores, quase não param em casa, por isso eu moro com meu avô. — Ah que legal — disse Luna animada. — O que seu avô faz? — Ele é medibruxo. — Uau! O Draco também quer ser medibruxo — comentou Blásio. — Poderia apresentar eles dois. — Ah, não... meu avô não exerce mais a profissão. — Ainda mais que o velho Fitzgerald é bem maluquinho. — Draco gargalhou. — Não é não! — A garota protestou. — Vai me dizer que ele não tem a aparência engraçada? — Um pouco, mas isso não te dá o direito de dizer isso. — Você conhece o avô dela? — Blásio os encarou confuso, afinal Draco conheceu Maia no início do semestre. Os dois se entreolharam, não podiam dizer o real motivo pelo qual Malfoy havia conhecido o velho Fitzgerald! Se essa história viesse à tona, Draco estava morto. — Ah...eu... — Eu mostrei uma foto do meu avô para ele. — É! Uma foto. — Vamos fazer uma brincadeira? — Luna propôs ignorando a situação. — Qual? — perguntaram empolgados pelo o que poderia ser. — Verdade ou consequência. — Ah não, é super chato. — Draco reclamou. — Vai ser legal, cara. — Blásio concordou mesmo achando a ideia péssima, mas ele queria agradar a sua futura namorada. – se tudo der certo. — São dois contra um! Ganhamos. — Luna comemorou. — Nada disso! Ainda falta a Maia, o que vai ser? — Draco encarou os olhos da garota que tentava desviar o olhar. — Você quer brincar, Draco? — Não. — Então vamos brincar! — Draco bufou e abaixou a cabeça na mesa. — Eu começo! Draco. — A loira começou analisando o rapaz que ainda estava com a cabeça abaixada — Verdade ou consequência? — Verdade. - Você e a Maia já ficaram? — O que? Claro que não, nós somos amigos. — Somos? — perguntou confusa. — Minha vez! — O loiro suspirou, não queria demonstrar, mas aquela pergunta o deixou completamente desconfortável — Blásio, verdade ou consequência? — Hum... consequência. — Eu te desafio a ir até a casa dos gritos com a Luna. — Como? — O garoto estava assustado, mas tentava manter a aparência para a menina. — Foi o que ouviu. — Sorriu malicioso. — Mas lá é assombrado. — Claro que não, anda! Vamos logo. — A loira se levantou o puxando pela mão. — Eu vou te m***r — Blásio sussurrou enquanto o amigo ria da situação. O casal saiu do estabelecimento, Luna parecia não se assustar nenhum pouco sequer com a proposta feita pelo sonserino, ao contrário de seu pretendente que queria correr o mais rápido possível. — Isso foi maldade. — Maia gargalhou. — Eu sei, anda vamos dar um fora daqui. — Mas e eles? — Acha mesmo que eles vão voltar? — Não, mas viemos com eles. — Eu não sei você, mas não estou nenhum pouco afim de passar a tarde toda fazendo joguinhos bobos. — Me convenceu, vamos. Os colegas saíram em poucos minutos, Draco teve que pagar as bebidas já que seu amigo saiu antes de pedirem a conta. (...) Após horas na companhia da senhorita Fitz como gostava de chamar, ele estava começando a gostar dessa amizade. Estavam na torre de astronomia, conversando sobre como iriam fazer para chamar a atenção de Granger, eles precisavam ficar juntos, mas isso dependia totalmente da grifinória aceitar. — Boa noite, senhor Malfoy. — Uma voz divertida chamou sua atenção. — Boa noite, diretor. — Senhorita. — Boa noite. — Maia sorriu simpática. — Eu estava te procurando. — Como posso ajudar? — Essa é a neta do velho Fitzgerald? — Sim, sou eu. — Menos m*l, me acompanhem, por favor. — Maia encarou o amigo confusa, mas não protestou e seguiu os dois — Então Draco, após a carta de sua mãe, eu estava pensando, é muito arriscado deixar que passe por toda a transformação perto dos outros alunos. — Sim? — Eu conversei com a Minerva e ela me aconselhou a deixá-lo em uma parte mais reservada do castelo. — Como assim? — A garota perguntou curiosa. — Assim, senhorita Fitzgerald. Creme de limão. — Um quadro se abriu e mostrou uma porta, dentro havia uma espécie de sala comunal, só que um pouco menor — Poderá ficar aqui quando sentir que está perdendo o controle, pode entrar, eu preciso ir agora. Draco não conseguiu responder nada, apenas assentiu e entrou, antes que pudesse agradecer o diretor já havia desaparecido entre os corredores. — Ele pode fazer isso? — Maia questionou. — Eu não sei, mas ele fez. O que está esperando? Entra. — Isso é incrível. Havia um brasão da sonserina exposto perto da lareira, um grande sofá preto tomava metade do espaço. Em uma pequena escadaria ao canto da sala, o garoto subiu as escadas, no andar de cima havia uma cama um pouco maior do que a de seu quarto em Hogwarts. — Ah isso é injusto, a minha cama é bem menor do que essa. — Maia pulou em cima da cama e suspirou — E bem menos macia. — Privilégios de ser veela. — E cadê os meus privilégios por estar te ajudando? — Minha companhia é a recompensa. — Se eu soubesse. — Draco deu risada e a encarou. — Não me ajudaria se soubesse que não teria recompensa? — Jamais. — Achei que nossa relação fosse importante para você. — Debochou da garota usando a mesma frase que ela usou dias antes. — Qual parte do castelo será que é esse quarto? — Apoiou-se para olhar através da janela. — Acho que é a ala leste, as árvores estão ali no canto. — Draco jogou-se na cama ao lado de Maia — Realmente é muito mais confortável. — Desgruda Malfoy. — Afastou-se mais para o canto. — Eu não mordo, sabia? — Ainda não. — Como? — Você tem presas, vai ter que usar elas em algum momento — disse como se fosse óbvio. — Palhaça, se eu quisesse fazer algo já teria feito. — Não pense que sou uma daquelas garotas que ficam babando em você como crianças querendo doces. — Crianças, sério? — Quando tiver filhos eu vou poder ser a madrinha? — Do que está falando? — Você e a Granger vão ter filhos um dia, eu quero ser madrinha já que estou ajudando a deixar ela babando por você. — Não é deixar babando, sabe muito bem disso — disse olhando para a colega. — E afinal ela não é imune como a Fitz espertinha. — Vá se ferrar Draco. Eu só sei como evitar você. — Sabe mesmo? — Inclinou-se sorrindo para a garota. — Sei muito bem, não se preocupe. — O quanto sabe? — Draco conseguiu finalmente encontrar os olhos da garota, que parecia se hipnotizar pelos charmes do veela que estava se manifestando ali em sua frente. — Não faz isso. — Maia fechou os olhos tentando ignorar completamente o charme do rapaz. — Por que? — Ela conseguia sentir sua respiração próximo ao seu rosto — Abre os olhos. — Não. — Eu não vou fazer nada, abre. — A garota respirou fundo e abriu os olhos — Precisa aprender a confiar em mim. — Por que? Você deveria estar indo atrás da Hermione. — Draco fechou os olhos e suspirou. — Me desculpa, não consigo controlar. — Sem problemas, só não faça mais isso. — É h******l não poder controlar as próprias ações. — Draco voltou a se deitar. — Ao menos seus olhos ficam bonitos quando mudam de cor. — E não são bonitos na cor natural? — Maia sentiu seu rosto queimar, suas bochechas estavam super vermelhas. — Eu te odeio, sabia? — Obrigada, Fitz. — Gargalhou. — Sai daqui. — É meu quarto — protestou. — Você é insuportável. — Mas você continua aqui. (...)
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