Kayra Arslan Abro os olhos devagar, piscando algumas vezes para afastar o peso do sono. A primeira coisa que percebo é o calor. O corpo dele envolve o meu de um jeito quase sufocante. Estou literalmente presa nos braços do Faruk. O rosto dele está colado a minha cabeça, o meu rosto encaixado contra o peitö dele, e eu sinto cada batida do coração, firme, ritmada, como se fosse um relógio dentro do corpo dele. O perfume dele ainda está impregnado nos lençóis, misturado ao calor que emana da pele. Eu respiro fundo, e por um instante, me deixo ficar aqui, só sentindo. A respiração dele é leve, profunda… ele está num sono pesado. Isso é raro. Tento me mexer devagar, ajeitando a perna que lateja levemente. Não é uma dor forte, é apenas uma fisgada de incômodo por causa dos pontos. O que me su

