Kayra Arslan Eu não consigo respirar sem que a raiva me queime por dentro. A imagem do olhar de Faruk, aquela dúvida estampada no rosto dele, ainda me sufoca. Ele me olhou como se eu fosse uma louca. Como se tivesse inventado tudo. Eu, que senti no fundo do meu peitö que havia algo errado, que segui o instinto, que investiguei, que descobri... E mesmo assim, ele preferiu acreditar em qualquer coisa, menos em mim. Isso me deixa com a boca e a garganta amarga de tanta raiva. E também uma certa decepção. Eu jurava que estava mostrando que podiam confiar em mim. Não importa que agora ele tenha visto os remédios. Não importa que tenha visto a mãe dele apagada na cama, fraca, quase esquelética. Não importa que tenha visto a colher na minha mão e o olhar faminto de Dirya. Ele só começou a a

