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1302 Words

Faruk Arslan Não solto a mão dela. Desde o instante em que a segurei, ainda no início da cerimônia, não consigo, ou não quero abrir os dedos. Kayra está tensa, quase rígida. Sinto na pele dela uma frieza que não condiz com a noite que está quente hoje. É como se o corpo dela tivesse congelado por dentro. Aperto sua mão de novo, tentando transmitir alguma segurança. Não digo nada, porque esse não é o momento para palavras. Mas, se existe um jeito de mostrar que ela não está sozinha aqui, é assim: sustentando o contato. Não sei o que dá em mim, só sei que faço. O velho continua seu discurso. Parece interminável. Palavras sobre união, fidelidade, sobre a grandeza da organização, sobre continuidade e força. Tudo o que já ouvi em dezenas de cerimônias como convidado, agora ecoa em meus o

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