Margareth Tenho certeza de que, quando eu me endireitar e me levantar da cadeira em que estou sentada há horas, o meu corpo inteiro vai doer. Mas não consigo mudar de posição. Sinto-me paralisada, tomada pela angústia mais terrível, incapaz de parar de pensar na imagem horrível da minha filha convulsionando, com uma macha de sangue enorme em volta do seu corpo. Não importa quantos anos eu viva, nunca conseguirei esquecer isso, nem o ódio que sinto por Caio por lhe causar toda essa dor, por torná-la tão dependente dele e depois deixá-la à deriva. — Desculpe, foi tudo culpa minha. Soluça Valeria. — Eu pensei... — Não diga nada. Murmuro, fechando os olhos. — Por favor. No fundo, quero gritar com ela que se alguma coisa acontecer com a minha filha, será culpa dela, mas não posso chegar a e

