O silêncio que se instalou na minha sala após a expulsão truculenta daquele merda do Roberto era absoluto, um vácuo de autoridade que só a p***a do poder verdadeiro consegue criar. O cheiro de suor e pânico do fracassado já estava sendo sugado pelo sistema de ventilação de última geração. Eu não perco o meu tempo escroto com escória; a minha mente já estava quilômetros dali, focada em outro alvo: no meu apartamento, onde o ritual de preparação para a noite de hoje exigia a minha atenção total, milimétrica e obsessiva. Caminhei em direção ao elevador privativo com a postura de quem pisa na garganta do mundo. Marta, minha secretária executiva, já estava de pé, rígida igual a um soldado, antecipando cada movimento meu porque sabe que um milissegundo de atraso resulta em demissão sumária. —

