— Ah, Lorenzo... — exclamei, a voz embargada e carregada de uma dramaticidade tão intensa que seria digna do horário nobre da televisão. — Mas logo agora? Justamente quando estávamos começando a alinhar os pilares da nossa nova vida? Você não tem a menor ideia de como eu vou sentir a sua falta. Vou ficar aqui, trancada neste apartamento vazio, contando os segundos para o seu retorno, me perguntando aflita se você está se alimentando direito em meio a todo esse caos corporativo que consome a sua energia! Eu me aproximei dele engatinhando pela cama. Sentei-me ao seu lado e repousei a mão sobre o seu ombro largo, fazendo uma careta de desolação e sofrimento extremo. Coitadinho dele, tem que ir viajar para destruir a vida de funcionários incompetentes enquanto eu fico aqui, absolutamente livr

