CAPÍTULO 129 VALÉRIA NARRANDO O abraço dele me apertava forte, mas o medo ainda roía por dentro. Eu sentia o coração batendo tão rápido que parecia que ia estourar, e por mais que as palavras dele soassem firmes, dentro de mim a pergunta martelava: até quando ele ia conseguir segurar essa onda? Me afastei devagar, levantando os olhos pra encarar o Morte. O rosto dele tava sério, mais do que de costume, e isso só aumentava a tensão no meu peito. — Tu fala como se pudesse controlar tudo… — murmurei, quase sem voz. — Mas esse tal de Cafu tá aqui por ordem do comando. A gente sabe que eles não brincam. Ele não respondeu na hora, só passou a mão grossa na minha nuca e me puxou de novo pra mais perto. O silêncio dele falava mais do que qualquer frase. E eu sabia: ele também tava preocupado,

