CAPÍTULO 138 VALÉRIA NARRANDO A gente parou o beijo ofegante, o coração ainda batendo descompassado no peito. Encostei a mão no peito do Morte e respirei fundo, tentando recuperar o fôlego e o juízo ao mesmo tempo. — Não faz mais isso… — falei baixinho, mas firme, olhando nos olhos dele. — Vai que o Cafu chega. Morte deu um sorriso de canto, cínico, como se nada fosse capaz de assustar ele. — Relaxa. — disse, ajeitando a corrente no pescoço. — Botei um menor na bota do Cafu. Se ele meter o pé de volta pro morro, eu vou saber antes dele pensar em subir. Meu corpo arrepiou. Não era só sobre o beijo, era sobre tudo. O peso do comando, o risco de cada passo errado. Cruzei os braços, tentando esconder o tremor na mão. — Eu tô com medo, Morte… — confessei, a voz falhando sem querer. Ele

