CAPÍTULO 139 MORTE NARRANDO O gosto dela ainda tava na minha boca, queimando mais que qualquer trago de uísque. Puxei o ar fundo, tentando recuperar a calma, mas a verdade era que aquela mulher me desarmava de um jeito que ninguém nunca fez. Encostei a testa na dela por mais um segundo e depois me afastei devagar, só o suficiente pra respirar sem perder o contato. Olhei nos olhos dela e vi medo, coragem e desejo tudo misturado. Essa porrä me deixava doido, porque eu sabia que a Valéria era o tipo de mulher que merecia paz, mas a paz nunca foi coisa que eu pudesse dar. — Tu não tem noção do risco que tá correndo comigo. — falei baixo, quase num sussurro. — Mas também não tem noção do que eu sou capaz de fazer pra te tirar desse inferno. Ela só respirou fundo, mordendo o lábio, e isso m

