CAPÍTULO 102 RENATA NARRANDO: Saímos de casa, Vulcão dirigindo todo cheio de marra como se não tivesse acabado de sair de uma cirurgia, e eu tentando não pirar com a teimosia dele. Ana Clara no banco de trás parecia a mais feliz do mundo, cantando musiquinhas e batucando no banco. Eu ficava só de canto de olho nele, vendo a forma como ele olhava pelo retrovisor pra ela. Tinha um brilho ali, algo que me deixava sem reação, como se ele fosse muito mais do que só aquele cara perigoso que todos respeitavam no morro. Quando chegamos na frente da creche, Ana Clara se inclinou toda pra frente, querendo um beijo de despedida. — Tchau, tio Vulcão! — ela disse animada, esticando o bracinho. Ele riu, virou-se meio de lado e deixou ela dar um beijo no rosto dele. A cena mexeu comigo. Vi ele fecha

