CECÍLIA GRASSO
Aquilo me apavora, mas não fui morta, então tenho a chance de fugir, mesmo que tenha que fazer o que ele quer por enquanto.
Minha curiosidade faz eu olhar cada canto do quarto, era tudo lindo, tão diferente do que eu tinha, olho a foto na mesa de canto, era os trigêmeos, reconheço Fillipo, eles eram iguais, exceto pelo cabelo, Fillipo, estilo mais rebelde, um deles quase não tinha cabelo, mas era tão musculoso que parecia ser irreal, o outro, tinha cabelos bem penteados, e arde líder.
Eram lindos, mas mesmo pela foto dava medo.
Após meu tour pelo quarto. Encontro o banheiro, eu quase choro de novo, por poder tomar banho.
Acho que fiquei horas tomando banho, isso era tão bom, céus, ninguém deveria ser privado de sua higiene pessoal.
Quando saio, olho aquela obscenidade na cama, respiro fundo e coloco, serviu a calcinha a meia, mas o sutiã, ficou apertado, quase saltando meus s***s para fora, eu puxei minha mãe nisso, ela também era peituda, e me sinto envergonhada por isso. Meu marido não sei se vai gostar dos meus atributos, não sou alta como Eleonora, meus s***s são grandes, sou magra demais, mas também, comer uma vez ao dia não ajuda nisso.
Olho minhas marcas, ele terá nojo disso? A incerteza ma deixa confusa. Ele será bruto? Serei apenas usada?
No meio do meu caos de pensamentos a porta se abre, não é Fillipo que entra, é o que tem cara de líder, junto com o careca.
Eu devia gritar, me cobrir, mas eu congelo, meus olhos se arregalam, fico paralisada.
Os dois que conversavam, param e olham para mim.
— p**a que pariu. Que gostosa. — o careca diz.
— Desta vez capricharam. — o líder diz.
Os dois se aproximam de mim, quando vou para trás, eles me seguram.
— Nova demais, mas vai valer cada centavo, porra... vou te f***r a noite toda, gostosa.
O líder diz me puxando para perto dele, eu preciso reagir, mas não consigo.
— Olha só para esses p****s, nem cabe no sutiã, que delicia, p***a.
O careca me abraça por trás.
— Onde... está... Fillipo?
Minha voz sai quase nula, os dois riem.
— Que gulosa, quer os três Trentino de uma vez, Fillipo vai chegar, bela moça.
O líder se inclina e cheira meu pescoço, aquilo me faz, arrepiar inteira.
— Eu... vocês... os três vão... me tomar?
Eu ouvi as empregadas da casa do Grasso dizendo que os trigêmeos Trentino costumavam dividir mulheres, que eram anormais, mas eu não imaginei ser uma delas, nunca.
— Pensei que já tinham te falado isso, gostosa. — ele diz, levando sua mão na minha b***a.
— Por favor... vão me machucar?
— Parece que já fizeram muito isso, garota, é daquelas que gosta de apanhar.
O careca, se abaixa e encosta seu m****o em mim, aquilo não podia ser real não que eu tenha visto um, nunca, nem sei como é, mas isso que sinto, parece um taco de basebol.
— Ei, já começaram sem mim?
A voz de Fillipo é grave, ele entra e se aproxima, fico vermelha, ele me olha de cima abaixo.
— p***a, que gostosa.
FILLIPO TRENTINO
Eu entro no quarto ainda limpando o sangue seco das mãos na calça, não fazia diferença, eu sempre acabava assim, era minha marca, meu perfume, minha assinatura.
Ettore e Salvatore já estão lá dentro, falando baixo mas param no exato segundo em que a porta bate atrás de mim.
E eu entendo por quê.
Porra.
PORRA.
Quem está no centro do quarto…
…não é uma mulher qualquer.
É a mulher mais linda que já vi na minha vida inteira.
E olha que eu já paguei caro pra ver muita coisa bonita.
Mas isso? Isso não se compra.
Ela está ali, imóvel, com aquela lingerie vermelha transparente que deixa minha visão turva, meia presa nas coxas finas, cabelo ainda úmido do banho caindo pelas costas nuas, a pele clara demais, marcada demais, e ainda assim perfeita.
Os olhos grandes, assustados, brilhando como se fossem iluminar o quarto inteiro.
E os p****s…
Caralho.
Grandes, cheios, apertados num sutiã que claramente não foi feito pra eles, dava vontade de me acabar chupando aqueles p****s, eu os chuparia por uma noite inteira e vou fazer, se vou. Parecia que iam pular pra fora só porque eu respirei mais fundo. Eu quase rosnei.
— p***a — foi a primeira coisa que saiu da minha boca, sem filtro. — Que gostosa.
Salvatore ri, canalha.
Ettore assovia, como se tivesse acabado de encontrar um diamante no chão.
Mas eu? Eu não rio, não assovio, não mexo um músculo.
Eu encaro.
E, o pior, ela percebo, ela sente, o corpo inteiro dela reage, ombros tensos, coxas apertadas, respiração presa. Ela tem medo, muito medo, mas tem outra coisa ali também.
Ela me olha como se eu fosse o d***o.
E talvez eu seja.
Aproximo devagar, os olhos dela grudados nos meus como se não conseguisse se mover.
— Você é a acompanhante? — pergunto, a voz baixa, arranhada. — Foi você que mandaram pra nós? c*****o, que delícia.
Ela engole seco. Os lábios tremem.
— E-eu… eu…
— p***a, não precisa ter medo — Ettore diz por trás, dando um tapa leve na minha nuca. — Ele não vai te matar. Não hoje.
Ela arregala ainda mais os olhos.
Eu vi o momento exato em que ela acreditou.
E isso me irrita.
Muito.
— Olha pra mim — mando. Não peço. Mando.
Ela levanta o rosto devagar, obediente, vulnerável, linda.
— Se eu quisesse te matar, você nem estaria de pé — digo, encostando um dedo no queixo dela. — Relaxa.
Quando eu toco, ela estremece como se tivesse levado um choque.
E eu também.
Droga.
Essa mulher desperta tudo que eu tento matar dentro de mim, desejo, fome, interesse.
Não gosto disso, ou gosto até demais.
— Salvatore, que p***a é essa? — pergunto sem tirar os olhos dela. — Isso não é uma prostituta normal. Você pegou de onde? Concurso de miss?
— Eu só pedi a melhor — Salvatore responde, cruzando os braços. — E acho que entregaram.
Quando ela tenta se afastar de mim, eu seguro sua cintura.
Não com força.
Só o suficiente pra dizer que ela não vai sair correndo.
Ela fica dura. Congelada.
E eu percebo outra coisa.
— Tá tremendo? — pergunto, chegando mais perto. — Tá com medo de mim?
Ela tenta negar, mas o corpo trai.
E eu sorrio.
— Não precisa — digo, tocando devagar a lateral da coxa dela. — Vem cá.
Puxo ela mais perto.