Capítulo 26

1652 Words

O apartamento de Heitor parecia envolto por uma serenidade frágil naquela manhã. A luz atravessava as frestas das cortinas e se espalhava em faixas douradas pelo chão de madeira, revelando partículas de poeira que dançavam no ar como pequenos vestígios do tempo. O silêncio só era interrompido pelo som compassado da respiração de Heitor e pelo clique leve dos aparelhos de fisioterapia que Clara ajustava com cuidado. — Tente mais uma vez — pediu ela, em voz baixa, posicionando-se à frente dele. — Devagar... não force tanto o braço. Heitor obedeceu. O movimento era pequeno, mas cada centímetro parecia uma conquista. Clara observava o esforço dele com ternura e dor misturadas. Nos últimos dias, tornara-se rotina ajudá-lo nas sessões de reabilitação, acompanhar seus passos hesitantes e tran

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