Capítulo 11

1021 Words
Fico de boca aberta, Marcos não pode dizer que fizemos sexo quando a isso nunca aconteceu, mais do que o beijo que ele me deu há pouco horas e aquelas promessas de f********o uma vez por dia, pelo menos. Papai olha para ele chocado, não sei se é porque ele não acredita na mentira que contamos ou pelo que meu noivo afirma de forma tão traiçoeira. Não gosto de mentir para meu pai, ele não me deixa outra solução, quer que eu case, é isso que estou dando a ele, só que é um casamento falso com meu guarda-costas, pior e casar com Theo, o cara que tentou me estuprar, mesmo sabendo que justificou dizendo que não colocou nada na minha bebida, que provavelmente era outra pessoa e que nem era para mim. Não sei o que pensar, Theo não precisa me estuprar, já tivemos nossos encontros, então não tem lógica, é que ao mesmo tempo a palavra do Marcos está envolvida, e para ser sincero, ninguém tem cuidou melhor de mim do que ele. Nos últimos anos, meu pai também não. Quando escolhi Marcos para ser meu guarda-costas, vários fatores me fizeram tomar a decisão. O primeiro foi o seu preparo físico, tendo estado no exército, depois o seu olhar frio e distante, o seu jeito de andar e até de pensar, pude perceber que esse homem deu a vida pelas suas convicções, e por último a sua atratividade, não há como negar que o cara tem a coisa dele, tanto que tive que lidar com meus colegas de trabalho e os comentários deles em relação a ele, sempre querendo ter alguma coisa com o Marcos e eu engolindo a vontade de sufocá-los. — Samantha! —Eu pulo com o grito e meu pai. —Garota, no que você está pensando? —Olho para Marcos que tem um meio sorriso nos lábios, e depois para meu pai. -Estou falando com você. -Repreenda-me. — Fala muito. —Eu refuto. —Além disso, não me importo com a sua opinião. —Levanto uma das sobrancelhas. —Eu me casarei com Marcos, quer você queira ou não. —Abre a boca para dizer alguma coisa e como sei o que será, antecipo-me. —Eu falo com o Theo, ele não significa nada na minha vida, eu já te contei isso... Ele me joga uma revista onde eu e Theo estamos na capa, não estamos juntos, são fotos separadas, o que me deixa atordoado é o título “A Filha do poderoso Samantha Capelle vai se casar com Theo. Um rosnado me faz virar o rosto, os olhos de Marcos brilham de raiva, ele está furioso e conseguiu a desculpa perfeita para quebrar o rosto de Theo. Merda! — Como você explica isso, Samantha. — Está tudo bem e aceito que você não esteja interessado na minha opinião, só quero saber como você vai lidar com essa fofoca. —Não sei, respondo mentalmente. — Por que você quer saber? —Cruzo os braços. —Desde quando devo dizer o que faço ou deixo de fazer? O problema é meu pai, vou saber lidar com a fofoca, você só se encarrega de me deixar mais rica. Eu me levanto. Estou sem fôlego, preciso sair daqui. —Você ainda não se casou, Samantha, se eu quiser te deixo hoje sem um tostão. — Ele rosna. Ele não gosta que eu o desafie. — Casaremos em menos de meia hora se é isso que você quer. —Pisco confusa na direção de Marcos. —Só estou avisando para você parar de ameaçar minha noiva. – Ele e o pai se levantam, ambos irritados. —Sua filha é importante para mim e meu dever é cuidar dela, mesmo que seja do próprio pai. Alberto Capelle olha para ele desafiadoramente, um homem como ele não tem o hábito de ter um funcionário o desobedecendo, ele não faz diferença entre as pessoas, ele é mais humano que eu, porém, ele não permite que as pessoas passem por cima dele, ele é a maior autoridade nesta casa e em todos os lugares que ele vai e aos seus olhos Marcos ainda é seu funcionário. — Lembro que você trabalha para mim? Você assinou um contrato e ainda é um dos meus muitos funcionários. — Ele desabafa com desdém. Então ele se pergunta com quem eu pareço. Hipócrita. —Se eu quiser, vou arruinar a sua vida com um estalar de dedos. – E eu atiro neles. — E nesse dia você fica sem filha e com muito dinheiro. —Aviso, fazendo-o me olhar surpreso. —Ele não e mais seu empregado, ele é meu noivo e você o tratará como igual, ele é como você ou eu, um cavalheiro, goste você ou não. —Aproximo-me de Marcos e pensando nisso algumas vezes antes, atrevo-me a pegar seu braço. Ele vira o rosto em minha direção, seu olhar sombrio não me assusta neste momento, ele se torna meu cúmplice, não sei em que momento Marcos cedeu a mim, porém, posso perceber como ele aceita meu contato físico e apoia minhas palavras, embora não goste delas, ele não quer ser um senhor da sociedade. —Vejo que é verdade. —Eu franzo a testa em perplexidade. Não entendo a suavidade no tom do meu pai, ele se senta novamente com a mesma calma de sempre. —Eles se amam, se defenderam como um casal apaixonado realmente faria. —Fico tenso até os ossos. Eu não amo Marcos, nem ele a mim, na verdade, eu diria que meu guarda-costas me odeia, e acho que ele ama, depois de como ele fala com sua irmã sobre mim. Essa lembrança me atinge com tanta força que o solto, sentindo de estúpida por me abrir com ele e dizer por que quero a herança e até aceitar sua proposta de me ajudar. Suas mãos seguram as minhas, pressionando-as contra seu braço, levanto o olhar em sua direção, já que o abaixo um pouco, me perdendo em meus pensamentos, e lá estão aqueles olhos negros que sempre tive medo, mas que anseio nas minhas noites de solidão.
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