Estou exausta, cansado da vida que levo. Não suporto ninguém, nem eu próprio. Cada aspecto da minha existência é exaustivo, desde o reflexo que o espelho me devolve às responsabilidades que pesam sobre os meus ombros.
A ideia de organizar um casamento que eu não quero me oprime. Ter que lidar com meu pai e suas regras rígidas só causa meu desconforto. Cada detalhe parece ser uma batalha, desde as decisões de vestir até a lista de convidados que meu representante insiste em expandir para seu próprio benefício.
E depois há o Theo. A simples ideia de ter que participar deste evento com ele me causa repulsa. Sei que o Marcos, o meu noivo, está ansioso por arrancar os seus dentes. Apesar dos anos que se passaram desde que ele era meu guarda-costas, ele ainda é uma figura intimidante na minha vida.
Falando de Marcos, seu comportamento é outra fonte de estresse. Suas atitudes variam de bondade a ciúme, embora ele insista em negá-lo. É um turbilhão de emoções que eu não sei como lidar, especialmente quando misturado com preparativos de casamento e pressões externas.
No meio de todo esse caos, eu me vejo ansiando por uma pausa, um momento de paz no qual eu possa me libertar de todas essas preocupações. Mas eu sei que não me posso dar ao luxo de ceder ao desespero. Apesar de tudo, devo seguir em frente, enfrentando cada desafio com coragem e determinação.
À distância, vejo Pamela se aproximando com determinação. Seus olhos castanhos procuram os meus com uma mistura de curiosidade e preocupação. Sei que está ansiosa para obter respostas sobre a minha mudança repentina de noivo, primeiro o Theo e agora o Marcos.
Quando Pamela finalmente chega ao meu lado, seu rosto se ilumina com um sorriso de alegria. Eu me levanto de repente, sentindo o olhar inquisitivo de Marcos em mim. Mas assim que ele percebe a presença da minha amiga, sua expressão relaxa e ele mergulha de volta em seu telefone. Eu aprecio silenciosamente a chegada oportuna de Pamela.
— Preciso de detalhes, tudo, Samantha. — Beija as minhas bochechas. — Olá guarda-costas odioso. — Marcos levanta a cabeça e dá-lhe uma careta. — Há coisas que não mudam. — Murmúrio, diversão. — Como é que acaba noiva do homem que odeia? — Fecho os olhos e n**o a sinceridade da minha amiga.
— O sentimento é partilhado. — Marcar comentários. Olho para ele de lado e ensino-lhe a minha língua num ato muito maduro da minha parte. Vire os olhos e n**o. — Podemos falar sobre isto num lugar mais privado? — Pergunto à Pamela que despiu o meu noivo com os olhos. — Sim, vou casar com ele, ele já não está na tua lista. — Olha para mim e sorri.
— Ok, vou parar de assediar o odioso. — Marcos n**a sem sequer nos ver. — Essa mesa? — aponta para uma que está a uma distância imprudente.
— Se os meus olhos não te virem, não. — Ouço o sussurro irritante do Marcos nas minhas costas.
— É o seu noivo ou o seu guarda-costas? — Faço-me a mesma pergunta que a Pamela
— Ambos, embora eu tenha mais dois. — Aponte para os caras que estão espalhados, andando pelo salão do hotel. — Os truques não são removidos, menos sabendo que tenho que trabalhar com Theo. — Pamela franze a testa com confusão.
— Eu não entendo, e quanto ao Theo? — os olhos abertos como pratos, como se ele tivesse a resposta. — É por ciúme? — Eu fico tenso e o Marco rosna.
— É melhor falar de uma só vez. — A vomitar, em pé. — Estarei no bar, Samantha. Não fuja daqui. — Leva-me pela cintura e descansa os lábios na minha cabeça, beijando-me.
O gesto de carinho do Marcos deixa-me fria, sem palavras. Eu não sei como reagir quando ele se separa de mim e vai embora sem dizer outra palavra. Nós dois estávamos em choque, processando o que acabamos de testemunhar. É evidente que Marcos está levando seu papel de "noivo" muito a sério, mas a intensidade de sua demonstração de afeto me deixa atordoado.
Pamela e eu trocamos olhares, ainda surpresos com o que acabamos de testemunhar. Por um momento, o silêncio reina entre nós enquanto tentamos processar o que aconteceu. É difícil ignorar a intensidade das emoções que foram desencadeadas naquele breve momento, e eu me pergunto o que isso significará para o nosso futuro juntos.
— Preciso de uma explicação. — Assento e nós dois sentamos no sofá.
Eu começo a me abrir com Pamela, compartilhando detalhes que até agora eu tinha mantido em segredo. Explico-vos sobre a cláusula de testamento do meu pai, que estipula que só receberei a minha herança se casar. Você já sabe essa parte, mas agora é hora de revelar o que aconteceu a seguir.
Confesso que, em um ato desesperado e sem encontrar uma saída clara, propus a Theo que ele fosse meu noivo. Ele aceitou sob certas condições, especialmente relacionadas ao dinheiro, já que ele queria uma maior parte do que ele ia herdar. No entanto, tudo o que eu queria era recuperar a casa da minha mãe, por isso não me importava de ceder.
Mas então vem a virada inesperada. Ao saber do meu noivado com Theo, Marcos agiu impulsivamente e me pressionou a quebrar esse noivado e se comprometer com ele. É evidente que Pamela está confusa, sem entender por que Marcos se opôs ao meu compromisso com meu ex.
É quando devo revelar a verdade a ele. Confesso que Theo tentou me drogar e me estuprar, um evento que meu guarda-costas testemunhou e que provocou sua raiva e determinação em me proteger a todo custo. É compreensível que Pamela esteja sem fôlego com essa revelação, assimilando a gravidade do que acabei de compartilhar.
Enquanto Pamela tenta processar toda essa informação, percebo que finalmente me libertei de um peso que carreguei por muito tempo. Embora eu saiba que as consequências dessas revelações podem ser esmagadoras, também sei que é um passo necessário para avançar e construir um futuro mais seguro e feliz para mim.
“Vai denunciar? — Olho para ela, aterrorizada. — Samantha, é o que deve fazer, ele não pode fazer isso e andar como se nada. — Eu evito o seu olhar.
— Pamela, se o fizer, a minha carreira no mundo da moda está enterrada. — Clica na língua com aborrecimento.
— E?, tem dinheiro para uma dúzia de herdeiros, sabe quem é o seu pai? — Eu viro os olhos. O proprietário de todos os bancos na Europa. — Quem tem mais credibilidade, você ou Theo? é claro que você. — Rosna.
— Sim, e é por isso que não vou acreditar, só vão acreditar em mim por carregar o sobrenome Cooper, não porque sou uma verdadeira vítima. — Bufo. — Não quero falar sobre isso, acabei de te dizer porque és minha amiga, e...
— E o meu conselho é o que te dei, não espere que eu seja uma amiga frívolo e te aconselho para a tua doença. — Eu sorrio, satisfeito com a amiga que tenho.
— Agora, vamos mudar de assunto e dizer-me ... — deixe as palavras no ar, levando o olhar para o Mark, não vejo nessa direção, só conheço a Pamela e Marcos tem sido um sonho molhado agradável para ela. — Você já fez sexo? — seus olhos se arregalam.
— Não lhe darei detalhes. — Fez . — Apenas certifique-se de que ele sabe como dar um bom orgasmo como ser um i****a. — Ri em voz alta, atraindo a atenção de todos.