02 MM
O saquinho de pancada pendurado no gancho do teto se movia igual a um João bobo enquanto eu o socava. Estava no tédio, gostava dos dias de trocação de tiro, tá tá, sou um filho da p**a, inocentes morrem em dias assim, escolas fecham, a igreja católica fecha…
Ah…
A igreja católica… Tá aí uma forma de sair do tédio…
Sorrio e seco o suor da testa.
Depois das desconfianças de um maluco aí metendo de infiltrado, estava todos os dias na expectativa de uma trocação, mas diferente do chefe antigo, o Don se segurava pra c*****o. Ele acredita na paz da comunidade, e é mais amado pelos morador, do que pelos caras do movimento… Mas beleza, uma parte gosta dele, outra parte tem medo do pitbull dele, ou seja, eu! Não gosto de ser chamado de Pit, prefiro o MM, um vulgo que tenho mais apego, e foi dado por ele. Meu Don.
Se ele fosse viado seria bem melhor pra mim.
Vou até a geladeira pegando uma garrafa de água bem gelada. Estava decidido a fazer uma visita a igreja, mas uma mensagem do chefe me faz suspirar meio desanimado.
Festinha de universitário, pegar informações, sem violência, sem tiro…
—p***a, chefe, quer me fuder me beija, c*****o.
Foi o que enviei no áudio, e de resposta apenas o silêncio. Só o jeito fofo de deixar claro que vou pagar caro se não fizer o que ele quer.
—Bora p*u mandado.
***
Depois de já ter tomado banho, me vestir e me perfumar, saio de casa. Subo na moto e parto pra festa de branco cheio de grana. Cachaçada de estudantes de medicina e direito… Oh bandinho de filho da p**a… Senti o cheiro da grana quando entrei naquele casarão. Típico de casa de Milionário que foi pra disney e deixou o filho “perfeito” em casa sozinho, até parece aqueles lance de American Pie, aquele filme escroto.
Faço exatamente o que o chefe pediu, converso com uns, com outros, tentando de tudo pra não ter linguajar de cria pra não levantar suspeitas. Aproveito pra beber, sem perder o controle pra não perder a calcinha a toa.
Mullan era outro que estava a espreita, armado… se o Don pegasse, ele levaria umas porradas de certo.
Depois de cumprir tudo bem certinho me pergunto o que teria de bom pra fazer. Talvez beijar uns viados riquinhos? Ah c*****o, não! Tem alguém que não tiro da mente desde que inventei de cobrar proprina ao Padre…
Ah, sim, o padre… Ele em menos de um ano na direção da basílica da Penha, já se envolveu nos esquemas. Coitado, só por medo do crime ali, isso que dá, pegar um de batina lá do Sul… Padrezinho filho da p**a e cheio de não me toque… Quer dizer, não me toque se forem outros, com a excessão de um tal MM aí… Com muita sorte o Don deixou comigo o cargo de cuidar do padre, e vamos dizer que, cuido bem… Cobro a propina muito bem cobrada.
—E aí, gatinho, sozinho?
a pergunta me fez sorrir, passo as mãos em meus cabelos e o olho com um sorrisinho travesso.
—Pra você a resposta é sim.
Até que era bonitinho, loirinho dos olhos azuis… Carinha de passivo… Até que serve.
—Tá cursando o que, gatinho?
—Hoje… p*****a, que tal… Tô quase me formando já —respondo o olhando, estava sem paciência pra muito flerte. —que tal me dar uma atenção na varanda do segundo andar? Tô mesmo afim de botar alguém pra mamar.
O garoto arregala os olhos. Parece pensar na proposta, o que me enche de raiva, pois sabia quem faria sem pensar duas vezes… E só de pensar meu p*u já tava duro, precisava daquele santinho impuro pra ontem!
—Tem camisinha aí?
—Tá insinuando que doente, p***a? —o jeito de cria sempre brota.
—Não não, é que, é só uma preocupação normal… Tenho cuidado com o que entra em mim —ele se achega e mordisca minha orelha.
—Quem disse que vou te comer? Não é assim que funciona, gatinho. E não sou do tipo que goza num plástico.
Escorrego as mãos até a cintura fina do loirinho e a aperto, o presentinho foi uma revirada de olho que me atraiu um pouco.
—Não tenho paciência pra esperar garotinhos decidirem o que quer. —ok ok, é que tenho paciência com um em específico, mas dou uma mordiscada no pescoço dele.
Ponto pra mim, mamada garantida quando ele me puxa pelo braço me levando até o segundo andar.
***
Tinha que estar com muita coragem pra subir a escadaria. Ou com muita vontade de ver alguém. Subo a escadaria me lembrando dos idiotas que fazem isso de joelhos, Deus é uma farça! Não costumo confiar em um ser que virou as costas pra mim quando mais precisei. Mas existe um certo padre que me faz rezar de joelhos. Por ele eu não me importo nem um pouco de recitar o pai nosso mil vezes.
Bato na porta de madeira.
Uma… Duas vezes… ninguém atende… Puxo o celular pra ver a hora, e nesse momento o Padre deveria estar aqui dentro rezando ou sei lá, fazendo as paradas da batina lá olhando pra um santo de Gesso, segundo ele abençoado. Reviro os olhos e puxo o ar, quando vou bater pela terceira vez a porta se abre, só um pouco, o suficiente para ele me ver pela frestinha e abrir me deixando entrar.
O olho de cima a baixo, amava quando estava social, todo de preto, mas sem aquela p***a de batina, dá muito trabalho pra tirar.
—O que quer, Matheus?
—Ai, padre… Tu é o único que me chama pelo nome… Gosto!
Trocamos de lado quando ando pra frente e me viro para o prensar contra a porta de entrada do templo.
—Tu ainda pergunta o que quero? p***a, tentei me aliviar com um loiro riquinho, mas adivinha… Ele não é tu.
Me inclino o suficiente pra sentir o cheiro no pescoço dele, aproveitando pra puxar com o dente aquela parada branca que fica na gola da camisa dele. O ouço arfar, ele sempre arfa, sempre se faz um pouco de tímido…
Eu vou fazer ele pecar…
E ele vai gostar disso…
—Matheus… —me chama em formato de reprovação, mas o tom fraco já era um convite. —Já disse que não podemos continuar com isso.
—E já disse que não sigo ordens, papo reto, padre… Quem dá as regras aqui sou eu… É a p***a da propina, lembra?
Arrasto a ponta do nariz no pomo de Adão, subo até a mandíbula onde dou uma mordidinha. As mãos se emaranham nos cabelos ruivos dele, os cachinhos desmanchando enquanto o puxo pra mim. Sorrio e beijo por cima das pintinhas espalhadas em seu rosto. O Padre parece um anjo. Delicado, paciente… Isso me atraía pra c*****o.
—Suas reclamações acabam rapidinho quando meto o p*u nessa sua b***a gostosa, gosta disso, hã? —puxo os cachinhos com força arrancando dele um som gostoso. —De joelhos, Padre…
Ele se ajoelha, devagar, sem tirar os olhos dos meus. Assisto com o peito queimando.
—Padre… Diz que só se ajoelha pra mim… E se confessa com a boca no meu p*u.
Os olhos verdes miram minha excitação, e as mãos trêmulas abrem o botão da minha calça e puxa meu p*u pra fora, sorrio, mas só até ele me engolir do jeito que só ele sabe. Quem é aquele loiro rico na fila do pão? Deu a vida pra me fazer gemer, sendo que o Padre faz isso tão rápido, e mais… Porque preciso me segurar pra não gozar, não agora… Tinha que aguentar.
Eu gemia.
Ele também, me deixando mais louco e com a mente branca… Era bom, tão bom. Os lábios quente, a lingua esperta. Me chupa do jeito que eu gosto, e nem precisei ensinar.
—Ah~ Padre, c*****o — seguro em seus cachos ruivos o fazendo olhar pra mim — A sua benção, Padre.
Esfrego o dedão nos lábios dele, limpando a baba misturada com meu pré g**o. desço a mão ao pescoço e o puxo pra cima. Com facilidade o pego no colo. Tínhamos quase a mesma altura, mas eu sou mais forte.
Caminho com ele e o deito no altar, bem ali onde Maria parecia chorar.
—Perdão, Padre… Porque pequei.