Inlandris realmente é uma cidade muito bonita, e ao conhecer a cidade natal de sua mãe Catarine demonstra que faz parte daquele mundo que um dia fora de sua mãe.
— Lystat por que saiu deste mundo, que é tão lindo ao andar a seu lado, eu percebo que seus olhos brilham
Catarine realmente nota as minhas mudanças, uma jovem muito observadora, creio eu que ela não me observaria, se não estiver gostando de mim.
— Bom, eu tenho coisas a resolver em Candem tom Catarine, assim que eu resolver tudo o que preciso naquela cidade eu vou voltar para o mundo místico com certeza.
— Eu adoraria viver aqui Lystat.
— Oras bolas, então venha largue aquela casa fétida de mofo e perfume barato.
Ela sorri com o que eu digo:
— Muito bem quem sabe assim que terminar a reforma do orfanato, eu mude drasticamente de vida.
Ela tocou no assunto sobre a reforma do orfanato e eu não pude deixar de expor a ela o que eu penso com relação a ela e a Théo.
— Acho que você não notou senhorita Catarine Corbyn, mas eu notei que aquele jovem, o Théo tem interesse em você.
— Eu sei, senhor Lystat, mas nunca lhe dei esperança nem nesse nem em outro sentindo.
— Talvez você ache que eu esteja com você pelo dinheiro, de fato com duas pessoas em minhas costas como os meus padrastos, eu preciso do dinheiro, para ter a chance de uma vida melhor.
— Sei que doze meses passam rápido Lystat, mas se eu juntar o dinheiro que me dá eu posso até um dia sair de Candem Tom.
Sinto a dor nas palavras de Catarine, mas não compreendo o que a faz permanecer em uma casa onde, a meu ver, só exploram ela.
Paramos, em um lindo, lago cristalino em Inlandris e nos sentamos em uma pedra.
— Como é linda a terra natal de minha mãe, não compreendo porque ela deixou esse lugar lindo para viver em Candem Tom.
Catarine diz essas palavras com a voz e o olhar de uma garota sonhadora, encosta a cabeça em meu ombro e sei que ela espera o meu parecer quanto a sua mãe ter deixado a linda Inlandris para viver naquela fétida cidade inglesa.
— Acredito que por amor a seu pai Catarine, sua mãe escolheu viver em Candem tom, o amor é assim, faz com que as pessoas sigam a quem amam, mesmo que aos olhos dos outros possa parecer uma estúpida decisão.
Eu falei sobre o amor com tanta naturalidade que, até me esqueci o que se passou comigo, por não corresponder o amor de uma feiticeira.
— Lystat esse lugar é lindo, mais precisamos voltar, pelo menos até a reforma do orfanato terminar eu não posso deixar Candem tom, quero acompanhar de perto.
Nos levantamos e eu já não sei ela quer voltar para fiscalizar a reforma mesmo ou se para estar ao lado daquele rapaz de nome Théo.
— Vamos então Catarine, eu te levo para casa.
Fecho a entrada pela qual entramos e do próprio lago eu abro uma saída para Candem tom, mas especificamente para frente da casa de Catarine, saímos e eu fecho, a saída.
Estranhamente a casa está com a luz acesa.
— Meus padrastos voltaram antes do previsto, tenho que entrar, nos vemos amanhã Lystat.
— Pense em minha proposta de conviver comigo em minha casa, você não merece ficar merce desses dois.
— Prometo que penso.
— Nos vemos amanhã mesmo horário.
Ela beija a minha bochecha e entra, por incrível que pareça não escuto, ninguém brigar com ela, ou a agredir com palavras.
Sinto cheiro de encrenca no ar, mas mesmo assim procuro ir embora para minha casa tranquilo.
Não devia ter cometido esse erro, grosseiro.
Os dias foram passando e eu não recebi visita de Catarine, nem para falar do andamento da reforma do orfanato, nem para me fazer feliz e vivo com sua companhia.
Ao terceiro dia fui ao orfanato assim que acordei a noite para saber de Theo se ele tinha alguma notícia dela, se eles estivessem juntos, eu, teria que encontrar outra jovem para propor o acordo de convivência.
Furioso porque a maldição não havia sequer melhorado, vou tirar satisfação com Théo, Catarine nunca falhou em nenhum de nossos encontros e não estou preocupado, estou furioso.
— Lystat como pode ver a reforma está acontecendo.
— Estou vendo mais eu vim falar com a Catarine pode chamá-la por favor?
Théo me dá a notícia que me gela a alma e de furioso eu fico preocupado.
— Ela não está aqui, Lystat para falar a verdade, eu não a vejo desde o dia que você nos deu os milhões para a reforma do orfanato.
— Dinheiro pelo qual eu estou muito agradecido, pois através dele as crianças terão uma qualidade de vida melhor.
Percebo em seu olhar que ele está falando a verdade e pergunto se ele sabe onde eu posso encontrá-la.
— Olha Lystat quem sabe na casa dela, mas eu estranho o fato, pois ela não se dá bem nem com Carl, nem com a Margo.
Agradeço a Théo e vou para a casa de Catarine que está com as luzes apagadas, não, a sinal de viva alma, contorno a casa para ir até a janela do quarto de Catarine que está fechada e ao que parece trancada por dentro, não há como eu entrar.
Continuo a andar pelo terreno e percebo que não há sinal de movimento na casa, me desespero, onde está Catarine?
Quando estou saindo da casa escuto alguém me chamar, um senhor de meia-idade.
— Ei moço, até que em fim apareceu.
— Você me conhece?
— Oh, pessoalmente, agora, mas Catarine falou muito de você para mim.
Estranho por qual motivo Catarine falaria de mim para um homem de meia-idade?
— Deixe eu me apresentar, eu sou Jorge Cavalieri dá frangos na brasa, eu trabalho com frango grelhado na brasa.
— Sou Lystat Limount amigo de Catarine.
— Me acompanhe, Lystat vou levá-lo até a senhorita Catarine.
Acompanho o senhor e sinto em minhas presas que a noticia sobre Catarine não vai me agradar nenhum pouco.