Capítulo 3

849 Words
VITÓRIA ALGUNS dias haviam se passado. Ontem meus tios ligaram convidando-nos para o domingo em família que é tradição desde muitos anos. Todos já tinham ido na frente pra mansão, então eu iria no carro da minha mãe. Separei alguns dos muitos biquínis que ganhei, e escolhi um amarelo, combina perfeitamente com a minha cor. Procurei um vestido qualquer de quando eu tinha quinze anos. Meu Deus que merda! Tinha que sair pra comprar algumas roupas com urgência. Peguei minha bolsa e coloquei protetor, um livro meus fones e só. Desçi as escadas e peguei a chave em cima da mesinha no canto e uma fotografia me chamou atenção, eu não me lembro dela. Estávamos Lin e eu brincando, e mais atrás Joan estava sentado olhando o nada. Me recordo da vez em que tio Alex pediu pra me ajudar com a casinha da minha boneca. - Joan ajude sua prima, não ver que ela está com dificuldade pra levar o brinquedo pra fora? - Eu confesso que tinha um certo medo dele. Sei lá, pra mim ele era um garoto estranho. Me assustei quando ele levantou de súbito e gritou. - Ela não é minha prima! Ela não é nada minha! - E subiu as escadas. Nas época eu tinha seis anos ele de treze... Lembro também que eu não chorei, fiquei parada olhando atentamente a escada até que meu tio me chamou e me ajudou com a casinha. Confesso que até hoje nunca esqueci esse episódio, porém quando fui crescendo sempre surgia rumores na família de que ele não era um garoto normal e já sofrera muito. Isso fez a mágoa amenizar um pouco. Ponho a porta retrato no lugar e caminho até a porta. Assim que parei o carro em frente a mansão me vi sorrindo boba, sai do mesmo e fui em direção ao portão e digitei o código, ainda era o mesmo desde que me lembro. Adentrei o portão e de longe já pude ouvir a gritaria. A área em que ficava a piscina é enorme com espaço até pra uma mini quadra de basquete. - Família! - Fiz uma reverência. Eles riram. Pus minha bolsa em uma das espreguiçadeira e tirei o vestido. Olhei o meu pai e ele estava com uma cara emburrada, tio Alex, Liara e minha mãe riam dele. Nem dei atenção. Mais a frente Tio Oliver e Jasmine estavam sentados conversando, ela alisa a barriga enorme e sorri pra o marido. Corro os olhos pela área e Vejo Lin parada com a mão na cintura. - Sério que você chegou de viagem e não veio me ver? - Perguntou indignada. Pus meus pés pra correr e pulei em cima dela circulando seu pescoço com os meus braços. Rimos. Sempre fomos unidas, porém com a minha ida pra o Brasil não tivemos mais contato como antes. Mas pelo visto não influenciou em nada. Amo ela. - A gente precisa conversar. Tenho tanta coisa pra te falar que meu Deus. - Digo ansiosa. - É tanto gato que Alina do céu. A gente vai pra dentro de casa e eu começo a contar sobre quando perdi a virgindade com um dos modelos de um ensaio que fui fazer. Que dia terrível! - Saímos algumas vezes porém não deu certo. - Conforme eu termino de falar ela vai cessando a gargalhada. - Eu não tenho nada pra falar, afinal até um namorado meu pai me proibiu de ter. - Revirei os olhos. - Novidade... - Bufo. Tio Alex sempre foi assim. Levantei e fui até a geladeira. Estávamos conversando quando o celular dela tocou e ela pegou olhando a tela, percebo que ficou nervosa um instante. - Eu... Vou atender lá em cima. - Apontou sem jeito - Não demoro. Saiu rápido. Qualquer um que visse percebe que está escondendo algo, porém não é da minha conta se ela não falou é porque talvez não seja algo que ela queria contar. Óbvio. Pego uma sobremesa a depositando na ilha, estou quase me sentado pra comer quando a campanhia toca. Merda! Vou até a porta abrindo-a e em seguida sigo para o portão. Vou contando os passos até o portão principal. E assim que abro dou de cara com um homem um tanto familiar, porém nunca o vi em qualquer lugar. - Posso ajudar? - Pergunto o mais solicita possível e ele revira os olhos passando por mim como se eu não estivesse aqui. Mas não mesmo. Que merda é essa? - Ei seu louco. Aqui não é casa pra doentes mentais. - Grito e ele para, Seus músculos ficam tensos, percebo pelo seus ombros. Observando assim, mais detalhadamente, ele tem os braços fortes e uma b***a redondinha que dá vontade de morder. Parou Vitória. - Eu sugiro que não dirija a palavra a mim! E não ouse me chamar dessa maneira... Nunca mais! - Fala rudemente. Reviro os olhos. - Você é um sem educação. Não se entra na casa dos outros assim sabia? - Essa casa é de Alex Radmon? - Balanço a cabeça positivamente - Então estou no lugar certo!
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