Capítulo 11 - Tensão interna

810 Words
Ela manteve o queixo erguido, A coluna reta, o olhar firme. Aprendeu a nunca mostrar medo, especialmente para predadores Mas por dentro? O coração estava uma bateria de guerra TUM TUM TUM. Ela tentava decifrar a casa, Areia n***a lá fora, Mar tão escuro quanto o céu, Nada ao redor é ele… ele ainda estava com a máscara. Máscara preta, Rosto coberto, Apenas a voz grave, quente, possessiva sendo o único rosto que ele oferecia. Ela sorriu, Um sorriso falso, afiado, calculado. — “Bonita a casa… foi difícil me tirar da festa sem que ninguém visse?” A pergunta saiu com ironia Mas era uma armadilha, Ela queria pistas, Qualquer coisa. Damon se aproximou, Imponente, Dois metros de puro músculo e mistério. — “Difícil? Nada que envolva você é difícil pra mim, pequena.” Ela tentou disfarçar o arrepio. — “Você ainda não me disse seu nome…” — “E você ainda não me disse se confia em mim.” — “Não confio.” — “Eu sei.” — ele sorriu, por trás da máscara e Ela percebeu E aquilo a deixava mais nervosa ainda, Porque ele parecia… calmo Como se estivesse no controle de tudo. — “Então por que ainda está aqui?” Ela não tinha resposta, Porque fugir significava correr no escuro, sem celular, sem saber onde estava e porque uma parte muito maldita dela queria saber mais. — “Quer ver o meu rosto, princesa?” — a voz dele caiu como um trovão suave, abafado. Ela hesitou Mas assentiu Com o queixo. Ele ergueu a mão devagar, Como se fosse revelar seu rosto.. parou. — “Quando estiver pronta, eu mostro.” — “Isso é um jogo pra você?” — “Não.” — a voz firme. Quase magoada. — “Isso é a coisa mais real que já senti.” E isso… isso mexeu com ela Porque mesmo com o medo, mesmo com tudo… Aquela voz fazia o peito dela doer. De desejo, De curiosidade, De pavor. Kalie se moveu pela casa com o corpo leve e a mente em alerta, Cada passo era medido, Cada olhar, calculado, Ela fingia segurança, mas seu coração batia como um tambor tribal — barulhento, selvagem, pronto para a guerra. Ela precisava saber onde ele escondeu o celular. Mas como? — “Preciso de um banho.” — ela disse, erguendo o queixo com aquela postura que ela usava quando queria que homens se sentissem pequenos. Damon a olhou como um predador que vê a presa tomar iniciativa… e gosta disso. — “Claro, pequena. O banheiro é no andar de cima.” — disse com a voz grave, os olhos incendiando — “Mas não pense que esse banho vai apagar o cheiro de desejo que você carrega.” Kalie riu, Seco, com charme. — “Desejo e sujeira não são a mesma coisa.” Ele inclinou a cabeça, a máscara ocultando qualquer sorriso, mas o brilho nos olhos… ah, o brilho dizia tudo. — “Toque nas gavetas do meu quarto, e vou saber.” Aquilo a fez travar por um segundo. Mas ela apenas sorriu com ironia. — “Você acha mesmo que vou mexer nas suas coisas?” — “Acho que você já está mexendo em mim, princesa. E isso é muito mais perigoso.” Ela subiu as escadas, sentindo os olhos dele queimando sua nuca. O banheiro era de mármore escuro, e havia uma toalha limpa dobrada com perfeição ao lado de uma escova de dentes nova. Ele tinha preparado aquilo? A água quente caiu sobre o corpo dela E pela primeira vez desde que acordara ali… ela suspirou, a mente não descansava. Celular, Localização, Pontos de fuga. Ela viu uma porta entreaberta no fim do corredor ao sair enrolada na toalha. Entrou como quem não queria nada. Era o quarto dele, Minimalista masculino, Lençóis escuros, móveis de madeira, uma parede cheia de livros. E ali, em cima de uma cômoda, ao lado de um caderno preto… algo brilhou. Um cabo, Um carregador, Seu celular? Ela não teve tempo de verificar A porta rangeu. — “Pequena…” — a voz veio como uma corrente de fumaça quente atrás dela — “Você não disse que ia procurar meu coração logo de cara.” Ela se virou devagar. Damon estava ali apenas com um balaclava que cobria do seu nariz até o pescoço, cobria a maior parte do seu rosto, só os olhos e os cabelos aparecendo, e neles havia fogo e sombra. Ela manteve o controle. — “Só estava procurando uma escova de cabelo.” — “ linda, linda, linda ” — ele se aproximou, sussurrando com a sua presença tão intensa que parecia fazer as paredes estremecerem. — “Você não precisa procurar nada. Tudo que está aqui, é seu.”
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