Ela manteve o queixo erguido, A coluna reta, o olhar firme. Aprendeu a nunca mostrar medo, especialmente para predadores Mas por dentro?
O coração estava uma bateria de guerra
TUM TUM TUM.
Ela tentava decifrar a casa, Areia n***a lá fora, Mar tão escuro quanto o céu, Nada ao redor é ele… ele ainda estava com a máscara.
Máscara preta, Rosto coberto, Apenas a voz grave, quente, possessiva sendo o único rosto que ele oferecia.
Ela sorriu, Um sorriso falso, afiado, calculado.
— “Bonita a casa… foi difícil me tirar da festa sem que ninguém visse?”
A pergunta saiu com ironia Mas era uma armadilha, Ela queria pistas, Qualquer coisa.
Damon se aproximou, Imponente, Dois metros de puro músculo e mistério.
— “Difícil? Nada que envolva você é difícil pra mim, pequena.”
Ela tentou disfarçar o arrepio.
— “Você ainda não me disse seu nome…”
— “E você ainda não me disse se confia em mim.”
— “Não confio.”
— “Eu sei.” — ele sorriu, por trás da máscara e Ela percebeu
E aquilo a deixava mais nervosa ainda, Porque ele parecia… calmo Como se estivesse no controle de tudo.
— “Então por que ainda está aqui?”
Ela não tinha resposta, Porque fugir significava correr no escuro, sem celular, sem saber onde estava e porque uma parte muito maldita dela queria saber mais.
— “Quer ver o meu rosto, princesa?” — a voz dele caiu como um trovão suave, abafado.
Ela hesitou Mas assentiu Com o queixo.
Ele ergueu a mão devagar, Como se fosse revelar seu rosto.. parou.
— “Quando estiver pronta, eu mostro.”
— “Isso é um jogo pra você?”
— “Não.” — a voz firme. Quase magoada.
— “Isso é a coisa mais real que já senti.”
E isso… isso mexeu com ela Porque mesmo com o medo, mesmo com tudo…
Aquela voz fazia o peito dela doer.
De desejo, De curiosidade, De pavor.
Kalie se moveu pela casa com o corpo leve e a mente em alerta, Cada passo era medido, Cada olhar, calculado, Ela fingia segurança, mas seu coração batia como um tambor tribal — barulhento, selvagem, pronto para a guerra.
Ela precisava saber onde ele escondeu o celular. Mas como?
— “Preciso de um banho.” — ela disse, erguendo o queixo com aquela postura que ela usava quando queria que homens se sentissem pequenos.
Damon a olhou como um predador que vê a presa tomar iniciativa… e gosta disso.
— “Claro, pequena. O banheiro é no andar de cima.” — disse com a voz grave, os olhos incendiando — “Mas não pense que esse banho vai apagar o cheiro de desejo que você carrega.”
Kalie riu, Seco, com charme.
— “Desejo e sujeira não são a mesma coisa.”
Ele inclinou a cabeça, a máscara ocultando qualquer sorriso, mas o brilho nos olhos… ah, o brilho dizia tudo.
— “Toque nas gavetas do meu quarto, e vou saber.”
Aquilo a fez travar por um segundo.
Mas ela apenas sorriu com ironia.
— “Você acha mesmo que vou mexer nas suas coisas?”
— “Acho que você já está mexendo em mim, princesa. E isso é muito mais perigoso.”
Ela subiu as escadas, sentindo os olhos dele queimando sua nuca.
O banheiro era de mármore escuro, e havia uma toalha limpa dobrada com perfeição ao lado de uma escova de dentes nova. Ele tinha preparado aquilo?
A água quente caiu sobre o corpo dela E pela primeira vez desde que acordara ali… ela suspirou, a mente não descansava. Celular, Localização, Pontos de fuga.
Ela viu uma porta entreaberta no fim do corredor ao sair enrolada na toalha. Entrou como quem não queria nada.
Era o quarto dele, Minimalista masculino, Lençóis escuros, móveis de madeira, uma parede cheia de livros.
E ali, em cima de uma cômoda, ao lado de um caderno preto… algo brilhou.
Um cabo, Um carregador, Seu celular?
Ela não teve tempo de verificar A porta rangeu.
— “Pequena…” — a voz veio como uma corrente de fumaça quente atrás dela — “Você não disse que ia procurar meu coração logo de cara.”
Ela se virou devagar.
Damon estava ali apenas com um balaclava que cobria do seu nariz até o pescoço, cobria a maior parte do seu rosto, só os olhos e os cabelos aparecendo, e neles havia fogo e sombra.
Ela manteve o controle.
— “Só estava procurando uma escova de cabelo.”
— “ linda, linda, linda ” — ele se aproximou, sussurrando com a sua presença tão intensa que parecia fazer as paredes estremecerem.
— “Você não precisa procurar nada. Tudo que está aqui, é seu.”