Luana Narrando
Acordei, quer dizer, nem dormi direito, Passei a noite inteira acordando, cochilando por poucos minutos e despertando de novo, com a cabeça a mil. O ódio que eu estava sentindo do Jonas queimava no meu peito, quero ver se ele vai ter coragem de vir atrás de mim.
Quem sabe desde quando ele está me enganando? Mas preciso tentar me acalmar para não tirar conclusões precipitadas.
Levantei da cama com um peso no corpo, como se cada passo fosse um esforço, tomei banho, escovei os dentes e me vesti no automático. Arrumei minha mochila com as coisas da faculdade, peguei uma xícara de café, mas só consegui dar um gole, O nó na garganta não deixava descer mais nada.
Saí de casa e caminhei até o ponto de ônibus, o vento frio da manhã me fez encolher os ombros, mas um dia de luta.
O ônibus chegou e subi, sentando perto da janela, O vidro gelado encostado na minha testa ajudava a aliviar um pouco a dor de cabeça.
Trabalhei o dia todo, mas nem consegui almoçar, também não peguei no celular, aproveitei o meu horário de almoço para revisar a matéria da faculdade.
Quando terminei o meu expediente, tomei banho me arrumei e fui direto para faculdade.
A professora entrou na sala e tive que me controlar para focar na aula, mas minha mente insistia em voltar para o Jonas, Como eu pude ser tão cega? Como confiei tanto nele?
Meu celular vibrou. Meu coração deu um salto, mas ao olhar a tela, vi que era só uma notificação qualquer. Bufei e coloquei o aparelho de volta na mochila.
No intervalo, Helena e eu fomos para a lanchonete da faculdade, Peguei um café forte, na tentativa de espantar o sono que a noite m*l dormida deixou. Estava dando um gole quando senti alguém se aproximar.
Jonas: Luana.
Reconheci a voz na hora. Virei lentamente e lá estava ele, Jonas, com aquela cara de p@u. Meu sangue ferveu.
Jonas: Luana, o que aconteceu? - Ele perguntou, a testa franzida, o olhar confuso.
Jonas: Você não me respondeu, não atendeu minhas ligações.
Cruzei os braços, tentando conter a raiva que fervia dentro de mim.
Luana: Você quer mesmo saber o que aconteceu, Jonas? - Minha voz saiu firme, mas carregada de ressentimento.
Ele deu um passo à frente, me analisando.
Jonas: Claro que quero. Você sumiu do nada, do que se trata isso?
Ri, mas foi uma risada amarga, Como ele podia ser tão cínico?
Luana: Quem era a mulher que estava com você ontem na praia?
Jonas piscou algumas vezes, visivelmente surpreso, eu vi quando ele ficou tenso, os músculos do seu rosto se enrijecendo.
Jonas: Do que você está falando?
Luana: Não se faça de idiot@, Jonas. Eu vi você lá. Eu e a Alana. Então não adianta mentir.
Ele abriu a boca, provavelmente para negar, mas percebeu que não tinha saída. Eu vi. Eu sabia. E ele, enfim, percebeu que estava encurralado.
Soltando um suspiro pesado, ele passou a mão pelo cabelo e abaixou a cabeça.
Jonas: Luana, vamos conversar em outro lugar, não tem como falar sobre isso aqui, eu preciso te contar uma coisa.
Luana: Conta, então, mas que seja a verdade, só fique sabendo que eu não vou a lugar nenhum com você, se quiser falar fale aqui.
Jonas ergueu os olhos para mim, e me puxou para um cantinho, pela primeira vez naquela conversa, vi um brilho diferente no olhar dele parecia medo.
Jonas: Aquela mulher - Ele fez uma pausa, como se precisasse reunir coragem.
Jonas: Ela é minha esposa.
As palavras dele caíram sobre mim como um soco no estômago, meus joelhos fraquejaram, e por um instante, achei que fosse desmoronar ali mesmo.
Luana: O quê? - Minha voz saiu quase num sussurro, mas carregada de dor e tristeza.
Jonas: Eu sou casado, Luana. E… eu tenho dois filhos.
O mundo pareceu girar ao meu redor. Meus olhos ardiam, meu coração batia tão forte que parecia que ia explodir, Tudo o que eu acreditava, tudo o que eu sentia por ele, uma mentira.
Luana: Você… você me enganou esse tempo todo - sussurrei, ainda tentando processar o que tinha acabado de ouvir.
Jonas: Eu nunca quis te machucar.
Luana: NUNCA QUIS ME MACHUCAR?
Minha voz saiu alta, carregada de dor e revolt, algumas pessoas que estavam na lanchonete da faculdade pararam para olhar, mas eu não me importei.
Luana: Você mentiu para mim, Jonas! Fez eu acreditar que me amava, que ia se casar comigo.
Jonas: Luana, por favor, me escuta.
Luana: Te escutar? Para quê? Para ouvir mais mentiras?
A raiva tomou conta de mim. Instintivamente, tirei a aliança do dedo e, sem pensar duas vezes, joguei na cara dele.
Luana: Some da minha vida! Nunca mais me procura!
O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor, todos os olhares estavam sobre nós, Jonas passou a mão no rosto, parecendo atordoado, enquanto eu sentia as lágrimas começarem a rolar pelo meu rosto.
Não podia mais ficar ali, eu precisava sair dali antes que desmoronasse de vez.
Virei as costas e comecei a correr para fora da lanchonete, Jonas tentou vir atrás de mim.
Jonas: Luana, espera!
Mas antes que ele conseguisse se aproximar, alguns dos meus amigos entraram na frente.
Rodrigo: Acho melhor você ficar onde está, cara.
Helena se aproximou e segurou meu braço com firmeza.
Helena: Vamos, Lu. A gente te leva pra casa.
Eu m@l conseguia responder, Só balancei a cabeça, sentindo meu peito pesado, como se tivesse uma tonelada pressionando meu coração.
Rodrigo e Helena me ajudaram a sair dali, me guiando para fora do campus.
A dor era insuportável, tudo o que eu queria era sumir, apagar aquele momento da minha memória.
Enquanto olhava pela janela do carro, vendo a cidade passar borrada pelos meus olhos cheios de lágrimas, uma única certeza martelava em minha mente.
Eu nunca mais confiaria em Jonas.
E, acima de tudo, nunca mais deixaria alguém partir meu coração desse jeito de novo.
Aviso.
Oi gente, quero pedir desculpas e também paciência, kkkk
Eu trabalho durante o dia, e tenho um bebê, só consigo escrever melhor à noite, por isso meninas os capítulos serão à noite.
Vou me esforçar, para atualizar mais capítulos, prometo.