LUÍZA Fernando me aninhava na cama, aquecendo meu corpo com o dele, mas a barriga começou a roncar de fome. Fazia tempo que eu não comia nada direito, e o bebê parecia estar cobrando a conta. Fernando notou na hora e sentou na cama, olhando pra mim com aquela expressão de quem já tinha um plano. — Põe a roupa, gatinha. Vamos comer uns pães com mortadela no capricho, o que acha? — ele falou, com um sorriso maroto. Eu concordei, ainda meio sonolenta, e me arrumei rapidamente. Na sala, a Carol e o Joãozinho já estavam terminando de tomar o café da manhã. O cheiro do pão quentinho e do café fresco encheu o ar, e eu me sentei ao lado do menino, que era a coisa mais fofa que eu já tinha visto. — Oi, tia. Bom dia — ele disse, com aquela voz de criança que derrete qualquer um. — Bom d

