Obs: Enfim nossas meninas estão livres. Vamos ver oq vai rolar né.
------------- // --------------
Regina e Emma haviam chego em Palawan há três dias. Era o lugar ideal para elas se esconderem, uma ilha pequena tropical, conhecida por suas grandes rochas e águas cristalinas, localizada nas Filipinas. Se elas dessem sorte, ninguém as reconheceria. A história da morte de Emma foi convincente, mas fotos dela foram espalhadas nas mídias sociais e jornais para a nota de falecimento. Conseguir passar pelos aeroportos despercebidas, não foi uma tarefa fácil. Emma precisou usar uma peruca de fios castanhos escuro que chegava aos ombros, e nos olhos precisou usar lentes de contato castanhas, aqueles olhos verdes com certeza seriam reconhecidos de longe. Mais Regina estava um pouco incomodada com aquilo. Não que Emma de cabelos e olhos escuros não fossem atraentes e bonitos, mas Emma de cabelos loiros e olhos esverdeados, ah, essa era a sua Emma, pela qual ela se apaixonou há séculos atrás com aquele rosto que parecia ter sido esculpido por anjos.
Após chegarem na casa que Regina havia comprado na pequena ilha no meio do mar, no meio das famosas rochas gigantes, Swan pode tirar a peruca e as lentes, e seu coração se encheu por finalmente ter a sua mulher ao seu lado. Nesses três dias elas passaram pela fase da adaptação, tanto com a casa, tanto com o calor, tanto com a nova vida que elas teriam dali para frente juntas. Mills sempre muito prestativa e preocupada com o bem estar da sua amada, estava a todo momento em volta da loira para fazer o que lhe pedisse. Mas a loira não tinha nenhum desejo até aquele momento, ela se sentia realizada. Às vezes se perguntava que tipo de ser humano ela era por deixar seus pais daquela forma, forjar sua morte para pode viver a sua vida. Mas a culpa se negava se apossar do seu peito, seu lado emocional e até o racional diziam que ela estava certa, que finalmente a felicidade estava bem a sua porta e era para ela aproveitá-la. Sendo assim, ela se permitiu sentir.
Ela e Regina estavam se dando bem, se acostumando com a presença física e emocional uma da outra, se reconectando e se conhecendo mais uma vez. Claro que dessa vez elas estavam diferentes, o gênio era outro, o modo de agir e sentir, os pensamentos, mas o que continuava o mesmo era o amor e a atração que sentiam uma pela outra. Mills dessa vez era mais carinhosa, Emma podia se lembrar que quando viviam no século XIX, a morena não era de demonstrar tanto carinho, ela era mais possessiva e controladora. Quando chegaram na casa, quando iam dormir elas se abraçavam, Regina fazia carinhos em sua cabeça num cafuné gostoso, enquanto Emma passava suas mãos de cima a baixo nas costas da morena ou em seu rosto, acariciando sua bochecha até pegarem no sono. Emma sempre acordava depois de Regina e quando abria seus olhos, encontrava a morena fitando-a com direito a um sorriso de orelha a orelha, logo após isso ela se aproximava lentamente da loira e tocava seus lábios nos dela, num pequeno selinho de "bom dia".
A atração que sentiam uma pela outra crescia dia após dia. Querendo ou não, Mills sabia o que estava escondido por debaixo das roupas da loira, o mesmo era com Swan. Elas se lembravam dos momentos de prazer que viveram juntas, se lembravam de como era sentir seus corpos suados entrelaçados enquanto estavam no alto do prazer. Às vezes se pegavam encarando uma a outra, mergulhadas no pequeno mundo de luxúria delas. Regina apesar de saber que já estava destinada a viver com seu amor do passado, não se negava a ter bons orgasmos com as pessoas que ela saía, não via motivos para viver no celibato, pelo contrário, ela sabia que não perdia nada, quanto mais experiente ela fosse, mais ela poderia satisfazer sua amada.
Ela sabia que Emma ainda era virgem, e isso a deixou mais orgulhosa ainda por ter colhido experiência ao longo dos anos. Se fosse ao contrário, poderia não saber fazer direito e acabaria machucando a loira e isso estava muito longe de seus planos, jamais causaria qualquer tipo de dores nela, apenas as que lhe dariam t***o.
Era noite e Regina terminava de por a mesa do jantar, elas jantariam à beira da praia, a noite estava quente e seria só elas, como tinha sido desde que chegaram lá. Ela estava ansiosa, estava disposta a dar um passo na relação delas. Ela sentia que já tinham perdido tempo demais, e dessa vez ela queria fazer o certo. Estava disposta a pedir Emma em namoro depois do jantar, sua mão afagou a pequena caixinha que estava escondida em seu bolso na calça larga que ela usava. Tudo pensado para que a loira não percebesse nada. Ela não via a hora de ter sua amada em seus braços e fazê-la mulher, mas ela não queria que acontecesse antes de ter algo ou uma aliança que confirmasse que ela era dela.
Tudo estava pronto, a pequena mesa posta com duas velas brancas no centro e flores da mesma cor a enfeitavam, os pratos de porcelana eram tapados pelas tampas arredondadas, feitas para manter o calor do alimento e talheres prateados que provavelmente poderiam pagar o salário do mês de uma pessoa de classe média, brilhavam, confirmando a sua polidez. A morena fitava a mesma minuciosamente, não queria nada errado e fora do lugar, necessitava de tudo estivesse perfeito. Mas, o principal ainda não estava lá. Disposta a entrar dentro da casa para ver se algo havia acontecido, deparou-se com a imagem mais linda que ela tinha visto até o momento.
Emma estava parada na soleira da porta, vestida num vestido branco de tecido leve, longo de tiras e o comprimento a partir da metade das coxas era transparente, dando suavidade ao visual. Seus cabelos presos em um coque folgado e maquiagem leve, lhe davam um ar gracioso, um semblante celestial. O coração de Mills quase subiu pela sua garganta e pulou da sua boca gritando um belo "eu te amo, você está linda!", mas ela respirou fundo e o engoliu de volta, era melhor que ele ficasse por lá.
A morena estava encantada com a imagem a sua frente, ela tinha certeza que seus grandes olhos brilhavam naquele momento. Sem perceber suas pernas se moveram em direção a loira que a observava com um sorriso no rosto. Ela sentia que aquela noite seria especial, mesmo sem saber o motivo.
Regina chegou em frente a ela e lhe observou de cima a baixo antes de pegar uma de suas mãos e dar um singelo beijo. Uma verdadeira dama, pensou Emma. Ela não pode conter que seu sorriso se rasgasse ainda mais em seu rosto, ela sentia que nunca poderia agradecer o suficiente a mulher a sua frente por ter ido buscá-la, por ter acreditado na sua mente e coração.
- Você está linda, meu amor. - Regina foi a primeira a falar depois de um tempo em silêncio apenas se olhando.
- O mesmo eu digo pra você. - Emma também pegou uma das mãos da morena e soltou um beijo em sua pele.
O ato fez Mills sorrir ainda mais.
Após andarem pela areia da praia, se sentaram à mesa. A morena estava nervosa, ela sempre ficaria nervosa na presença da outra.
- Hum, isso está divino, Regina! - Emma falou após engolir mais uma garfada da macarronada ao molho branco que a morena tinha preparado. Sorrindo, Mills levou seu polegar no canto da boca da loira, limpando os resquícios de molho que tinham ficado por ali. Levou-os para a sua boca lambendo-o. O ato fez a loira corar.
- Hum, realmente, está divino! - As luzes amareladas das velas iluminavam o rosto branco da loira, permitindo que Regina percebesse seu rubor.
No mesmo instante ela imaginou que as bochechas de sua amada poderiam ficar mais vermelhas enquanto socava seus dedos ou até mesmo seu consolo fundo dentro dela, enquanto ela gemia descontrolada de prazer ao chegar no seu orgasmo ou até mesmo se tivesse uma ejaculação. As imagens projetadas na sua mente fizeram ela se remexer na cadeira, estaria mentindo se negasse que sua calcinha não estava molhada.
Depois de várias conversas que fluíam naturalmente entre as duas e terminarem o jantar e de algumas taças de champanhe, Regina respirou fundo tomando coragem para o que viria a seguir.
- Bom, você bem sabe que nossa história não é recente. Que nossos sentimentos não surgiram agora. Nós duas sabemos que temos desejos e que uma hora ou outra mataremos a saudade que temos do corpo uma da outra e isso é o que eu mais quero, mas, dessa vez eu quero ter a chance de fazer certo. Há séculos atrás nós não podíamos ter nenhuma relação, não podíamos nomear o que tínhamos e mesmo assim, no final tudo resultou em dor. - Elas engoliram em seco, aquilo de alguma forma ainda doíam nelas. - Mas agora, nesse novo século onde podemos gritar aos quatro ventos nosso amor, eu quero poder chamá-la de minha, minha companheira, minha amada, minha amiga, - ela coçou a garganta antes de continuar - minha namorada.
Emma que estava em silêncio escutando o que a mulher falava, sentiu seu coração acelerar ao ouvir as últimas duas palavras. Namorada? Ela queria que elas fossem namoradas?
- Sim. - a palavra pulou da sua boca antes dela permitir que saíssem. Mills ainda não havia feito o pedido, mas mesmo assim a necessidade falou mais alto.
- Sim? Sim você aceita ser minha namorada? - Lá no fundo Regina esperava um não que estava na cara que não viria. Seus olhos arregalados e expressão de puro choque entregavam isso.
- Sim. - Emma soltou um risinho. - Eu aceito ser sua namorada. - Sua cabeça tombou para o lado num sorriso fechado e olhos brilhantes.
- Bom... - Mills balançou a cabeça. - Ok. - Ela soltou uma meia risada coçando a nuca. - Se é assim, deixe-me pelo menos fazer o pedido direito.
Levantando-se da sua cadeira, ajoelhou-se em frente a loira abrindo a pequena caixinha de veludo preta, onde consistia um pequeno e delicado anel com uma pedrinha de diamante rosa solitário na ponta, dando beleza ao objeto.
- Eu procurei por tantos e nenhum me agradou, até colocar meus olhos nesse. Ele é delicado igual a você, então pensei "bom, ele com toda certeza ficará lindo no dedo anelar dela." O que me diz? - Swan olhava encantada para a jóia, Regina certamente acertou, combinaria em seu dedo anelar.
- Ela é linda, Gina. - a morena amava quando a loira a chamava assim, não era a primeira vez, mas ela só começou a chamá-la daquela forma na ilha, e era diferente.
- Bom - ela lambeu os lábios - tudo o que eu mais quero é vê-la e fazê-la feliz. Quero te chamar de minha e quero ser chamada assim também. Claro que não precisamos de um anel para isso, mas, isso me dá mais segurança. Não que eu ache que você irá me trair, mas, - ela respirou fundo- acho que você me entendeu - ela soltou uma risada e logo fez uma expressão séria. - Emma Swan, você aceita namorar comigo? Aceita me deixar amá-la assim até um futuro casamento? Porque claro, até lá com toda certeza eu estarei lhe amando muito mais. - as duas soltaram uma risada gostosa, era óbvio que Regina estava nervosa e aos olhos de Emma, isso era adorável. Seu coração gritava sim e a sua boca somente o obedecia. - Então, aceita?
- Eu aceito. Eu aceito tudo com você. - A loira esticou os braços rodeando-os no pescoço da morena, num abraço apertado. - Eu aceito tudo com você porque eu te amo, sempre amei e sempre vou amar. - ela sussurrou essas palavras, com os olhos apertados para evitar de chorar. Ela se sentia sentimental naquela noite.
- Eu também te amo, te amo muito. - Regina disse após finalizarem o abraço, olhando no fundo dos olhos da loira.
- E então? Será que esse anel não vai ficar apertado no meu dedo? - Swan disse com uma das sobrancelhas arqueadas, olhando o anel que ainda estava na caixinha.
- Ó, claro, claro. Vamos ver isso agora mesmo. - a morena tirou o anel de dentro da caixinha, seus dedos ainda tremiam. Ela pegou a mão direita da loira e deslizou o anel em seu anelar, depositando um beijo em cima do mesmo. - Ficou perfeito, assim como você!
Emma só sabia sorrir. Tamanha a felicidade que ela estava sentindo naquele momento.
- Obrigada. Você também é perfeita. - Ela acariciou as bochechas morenas a sua frente.
Regina se levantou e puxou a loira junto, fazendo-a a ficar em pé em frente a ela. Uma de suas mãos faziam carinho em seu rosto e seus olhos revezavam o olhar entre seus lábios e suas íris verdes.
- Eu quero lhe beijar, você me concede a honra e privilégio desse ato? - Mills disse baixo, olhando com intensidade as duas orbes cristalinas a sua frente.
- Sempre que quiser. - Emma respondeu, respirando profundamente.
Bastou essas palavras para Regina aproximar ainda mais seus rostos e colar seus lábios. De início foi apenas um selinho, mas não demorou para suas bocas se abrirem e suas línguas se encontrarem, entrelaçando-se. O beijo durou até o ar fazer falta e quando se separaram, encostaram suas testas uma na outra, de olhos fechados.
- Eu te amo, Emma Swan, e sempre vou te amar.
- Eu te amo, Regina Mills, e sempre vou te amar.
O coração das duas batiam descompassados dentro do peito, gritando vários "eu te amo" um para o outro. As estrelas no céu escuro brilhavam fortes, eufóricas com o momento e os espíritos que por ali vagavam, pararam para presenciar a cena, maravilhados com o amor que aquelas duas almas sentiam uma pela outra.