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Meritíssimo Dalamon Costta: Série Lei & Vingança- Livro 1

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intro-logo
Blurb

Implacável definia bem o juiz Dalamon Costta, um homem sério com seus próprios traumas internos, porém muito bonito, o que arrancava suspiros de inúmeras mulheres por onde ele passava.

Sua vida muda do avesso quando, diante de si, aparece Violet Thompson, uma mulher que está ali para ser julgada por seus crimes. Crimes esses que a jovem diz que nunca os cometeu.

O que acontecerá com Violet? Será que ela é realmente inocente ou culpada?

Se inocente, será que Dalamon estará disposto a condená-la no lugar de outra pessoa? Será que ambos poderiam se envolver emocionalmente e sexualmente mesmo que Dalamon seja o algoz de Violet?

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Violet Thompson
Eu poderia ter gritado, implorado que sou inocente. Porém, quando os oficiais me arrastaram para fora da minha própria casa nesta manhã, fiquei sem reação, sem voz. Dois homens de farda vasculharam a minha casa inteira em busca de provas, o outro segurava-me pelo braço, aventurei-me em olhar nos seus olhos e ele mantinha um sorriso de causar medo. A sua pele morena, cabelos negros cortados de forma social, uma tatuagem de algo lhe cobria o lado direito do pescoço. — Aaa, olha o que temos aqui. — o ruivo mais alto, diz a sacudir um pequeno saco com pó branco, eu sabia que aquilo não era meu, eu havia o visto retirar o pacote do próprio bolso e colocar dentro da gaveta da escrivaninha, mas não tive coragem de protestar, eles estavam armados e eram três, eu apenas a garota que estava a ser acusada injustamente. — O que acha Lucas? Quinze anos por 600 gramas de cocaína? — ele manteve uma postura coerente enquanto as suas palavras de deboche me preenchiam e cada vez sentia-me tão estúpida por ir aquele baile. — Incluindo o homicídio... Uns 35 anos talvez. — o homem baixo de pele branca, disse sorrindo e me olhava analisando minhas curvas, no mesmo instante senti náuseas, meu estômago começou a embrulhar. — Já temos o suficiente, podem leva- lá. — o ruivo diz com um olhar de nojo sobre mim, os outros dois obedecendo pegou-me pelos pulsos, um deles coloca as algemas e após isso sou jogada no porta-malas da viatura da polícia civil de Manhattan. Sacolejos faziam meu corpo bater sobre algumas partes de ferro do porta-malas, deixando meus ombros doloridos e minhas pernas dobradas já pediam para serem esticadas. Paramos em frente à delegacia, muitas pessoas estavam nos olhando o que me incomodava, com certeza estão já ligando para parentes para atualizarem as fofocas. Havia fotógrafos e repórteres que me golpeavam com perguntas e a todo instante tiravam fotos. Instantes depois sou levada para dentro por algum segurança ao qual não havia identificado, me sento numa cadeira para esperar o escrivão registrar o acontecido da noite do baile. Deixaram-me por vinte minutos, sentada num banco de madeira e algemada a ele. Eu só sabia me manter de cabeça baixa, chorando sozinha. Todos os que passavam por mim torciam a cara, uns diziam que eu estava com os dias contados, outros diziam que deveria aplicar prisão perpétua ou pena de morte. Todos estavam errados e eu apenas de olhos fechados para a situação, talvez fosse uma maneira de manter- me afastada dos problemas ou por ser um simples mecanismo de autodefesa ao meu redor. Apenas de olhos fechados e de cabeça baixa. O que eu mais sentia era frio, o mesmo frio que senti quando pai vinha me agredir quando pequena. As suas palavras de desafetos estão gravadas no meu peito, eu era mais uma vítima como agora também sou. Quem iria acreditar em mim? Eles disseram ter uma gravação na hora da morte do Sr. Alexandre Costta, e que eu era a única que entrou nos seus aposentos para realizar tal crime, mas por que eu faria tal coisa? Realidade da vida a qual realmente não sei como consegui parar aqui nesse buraco n***o. Andamos entre os funcionários até chegar num corredor quase vazio, se não fosse por duas pessoas paradas e conversando no final dele. Sou levada para uma sala pequena e bem iluminada com números gravados na parede do fundo, apenas isso. — Pode segurar isto para mim? — ele dá-me uma folha com o número 315. — Agora princesa, coloque- se do lado dos números, mantenha-se ereta. Precisamos da sua altura para a sua ficha. — faço o que ele mandou e fico ali esperando o “flash” da câmera posicionada na minha frente, o moreno, que agora vi no seu crachá escrito Victor dá o sinal para que eu vire de perfil e assim eu faço. — Pronto, agora posso-te levar até a sua cela improvisada. — ele sorri de lado e acreditei que por um segundo me sentisse mais... Ah, deixa para lá. — Aqui, bem-vinda ao seu castelo, querida! — ele diz após levar-me para outro corredor onde tinha guardas e alguns presos. Paramos de frente a uma cela que tinha mais duas mulheres, ele abre e depois tira as minhas algemas, esfrego os pulsos por conta das algemas estarem apertadas demais. — Obrigada. — é a primeira palavra em vinte horas. Victor olhou-me como se eu fosse uma extraterrestre, mas logo ignorou e empurrou-me para dentro fechando a cela atrás de mim. Sentei ali mesmo no chão e deixei que as lágrimas me consumissem. A sensação de estar sendo sufocada, o frio na barriga, o calor expandindo-se por toda a extensão da coluna e as lágrimas quentes. Logo se tornaram secas, deixando a pele na região ressecada. Passei as mãos sobre o rosto limpando os resíduos de gotas salgadas. Não poderia estar mesmo acontecendo isto. *** DALAMON COSTTA Analiso o traje que decidi usar hoje diante do espelho de corpo inteiro no meu closet. Uma camisa social branca, gravata borboleta. Seria uma data importante para o meu pai, Alexandro Costta. Teria muitos convidados e muitas moças diferentes. Sorri com os meus pensamentos em saber que ficarei a procura de alguém para conquistar. Fazer o quê? Tenho certos atrativos, porém, nada se compara um homem de uma esplendorosa mulher. Fortes e capazes de tudo quando pressionados a tais fatos ou acontecimentos, no entanto, homens como eu apenas usufruem da indiferença em situações complicadas, sem algum traço de emoções, você se torna um homem de sucesso. Homens tem mais do que uma simples atração física pelo lado feminino, este lado às vezes é capaz de te impressionar de certa forma que nos deixam em grande confusão. Termino de ajeitar a gravata em frente ao espelho de corpo inteiro e deixo o meu quarto, pronto para ser o homem galante que deixa suspiros por onde passa. Saí do quarto já conseguindo ouvir algum tipo de música antiga, as mesmas que meu pai costumava ouvir antes da partida de minha mãe. Ao lado das escadarias recebendo os convidados. Lá estava a cópia perfeita do homem que serei futuramente. — Feliz aniversário, meu pai! — digo indo direto ter com ele no salão da nossa casa. O meu pai tinha uma postura imponente de um grande líder, ele sempre foi um homem sério de negócios, além de ter sido um ótimo juiz, daí a fama no nosso sobrenome. Ele quem conquistou tudo. — Bom, meu filho não queria envelhecer, mas... — ele mantinha um rosto sério, porém percebi um leve sorriso torto que assim que veio, sumiu num estalar de dedos. Ele estava descontraído. — Ah, deixa disso meu pai. Até parece que irá parar o seu próprio funeral. — disse na brincadeira, mas ele abaixou a cabeça e não comentou nada, nem uma bronca ou seu olhar acusador. Mais cedo, havia notado o aumento dos seguranças, incomum para um dia tão especial. O meu sorriso se desmanchou, quando ele fica sério assim chega a assustar-me. Por hora estamos apenas comemorando e talvez seja apenas fruto da imaginação, o que poderia dar errado? — Dalamon. — o seu rosto levantou para olhar nos meus olhos e nos dele havia sentimentos de tristeza, arrependimentos. — Sim pai, pode me dizer. — segurei firme no seu ombro, como para conseguir o encorajar. Os seus olhos brilham de uma forma nunca vista, ele está quase chorando? — Fiz muitos inimigos, meu filho. — ele segura nos meus ombros e sorri. O mesmo sorriso amargo que dava quando magoava a mim ou a minha mãe, isso acabou a apertar meu peito. — Espero que um dia possa entender, por agora temos uma festa para aproveitar. E uma nora para me arranjar, estou precisando de netos nesta casa. — ri, concordei, afinal, pretendo ter minha família o quanto antes melhor. No mesmo instante começam a chegar mais convidados, dentre eles homens de grandes empresas espalhados pela Inglaterra, entre outros o que me chamou atenção foi às belas moças, algumas eram filhas dos empresários, outras amigas delas e por aí vai uma lista sem fim. Vi uma ruiva passar pela minha frente e nos cumprimentar com um sorriso extremamente enorme, o seu vestido cobria bem pouco o corpo num tom de vermelho que machucaria os olhos de qualquer homem por aqui que a visse. Devolvi o cumprimento de forma seria que a fez se retirar com vergonha. — Moça bonita, filho. Por que não vai falar com ela? — o meu pai quase me empurrou para falar com outra garota. Ele estava realmente empolgado no assunto de netos. A garota era bonita cabelos cacheados nas pontas e loiros, usava um vestido de marca que lhe desenhavam as curvas perfeitamente. Nunca na vida troquei mais que meia palavra com o meu pai e hoje talvez tivesse sido o melhor momento para aproveitar. — Não pai, vou esperar mais um pouco. — ele sorriu o que é estranho ocorrer com mais frequência e saiu para conversar com o seu velho amigo. Peguei uma bebida no balcão do lado esquerdo do salão para começar a noite, fiquei escorado ali pensando em tudo o que a minha família já passou para estarmos bem hoje. Houve um tempo em que o meu pai teve que contratar uma grande equipe de segurança para a nossa proteção, por aonde íamos havendo homens altamente preparados para enfrentar um exército. Pelo menos era o que pensava, nunca cogitei a ideia de ocorrer qualquer tipo de invasão, além do mais a segurança deveria ser rigorosa. Na época eu não entendia o sentido de tanta proteção até que certa noite fomos ameaçados de morte por uma carta e o meu pai teve que tomar as devidas precauções necessárias. Hoje entendo o que ele me dizia sobre muitos inimigos, ser Juiz Criminal de extrema importância para o país custava a paz da nossa família, até então quando era unida. Dois anos depois, descobrimos que a minha mãe sofria com um Angiossarcoma maligno que evoluía rapidamente nas suas células. Quase um ano de luta e sofrimento, estávamos a enterrar a pessoa mais importante das nossas vidas e isso desestabilizou toda à família. A festa seguia naturalmente, foi quando a vi e o meu mundo desmoronou. Usando um belo vestido na cor azul-marinho de costas nuas, tímida perto do balcão de bebidas. Sem pensar duas vezes fui até ela, ofereci-lhe um sorriso e ela devolveu-o de forma envergonhada. Os seus olhos cintilavam de forma curiosa pelo salão e em seguida cruzam com os meus me deixando estático. Um azul tão intenso que chegou a desmoronar qualquer barreira “antipaixão” que eu havia criado. Os mesmos olhos, desde minha infância aos dez anos sonho com esses olhos. Azuis tão claros quanto poderia imaginar existir. Sem que percebesse, seus pés se enroscaram na barra do vestido e com um movimento, consegui capturar seu corpo. — Boa noite! — sua voz sai suave, ela desvia seus olhos para as pessoas, talvez estivesse procurando por alguém ou apenas envergonhada. Soltei-a assim que ela se estabilizou. — Boa noite! — soou um pouco seco e notei seu desconforto. — Quer beber algo? — tentei ser gentil, mas parecia que não estava funcionando por causa da minha expressão séria demais. — Não. — ela mordeu os lábios e esfregou as mãos na cintura. — Quero dizer, eu não bebo. — notei um leve entortar em seus lábios, seus olhos se estreitam piscando duas vezes. Ela morde a pele rosada e carnuda da boca causando reações em meu corpo. — Eu sei quando pessoas mentem. — aproximei fazendo ela colar as nádegas no balcão. — Por exemplo, você fica nervosa. Pisca os olhos por duas vezes e morde os lábios em seguida. — Não estou mentindo. — piscou duas vezes de novo. — Suponhamos que não esteja mentindo. — estou sendo um babaca. — Aceitaria dançar comigo? Seu sorriso foi como uma carta de autorização, puxei seu corpo para o meu e começamos a nos mover conforme a música. — O que foi? — perguntei quando percebi que ela estava tensa. — Estou dançando com um estranho que sabe ler as pessoas. — tensionei o maxilar e ela calou-se. Fiz ela girar e depois colei seu corpo ao meu. — Está com medo de mim? — minha voz saiu grave em seu ouvido e seu corpo tremeu em resposta. — E deveria estar com medo? — notei desafio em seu tom de voz, continuamos a dançar. Girei seu corpo notando que o vestido abria de forma rodada ao seu redor, ela riu surpresa com o movimento. — Talvez. — sorri vendo ela dilatar as pupilas de forma graciosa. — Pois eu não tenho. — reagi a sua provocação, segurando com mais firmeza sua cintura e capturando os doces lábios. Brinquei de devorador, faminto, mordisquei, seu corpo logo amoleceu sem forças em meus braços. — Deveria ter. *** VIOLET THOMPSON Ele estava diante de mim, sério, mas de certa forma os seus olhos verdes me prendiam aos dele, foi quando decidi segurar a sua mão e seguimos até os fundos do salão, diretamente para uma porta de mármore da cor escura. Ele empurrou a porta e segurando a minha mão esquerda, entramos no maior e mais belo jardim que já tive a oportunidade de estar. Sorri como uma boba. Rosas de cores magníficas! Uma delas chamou-me atenção, suas pétalas aveludadas tinham cores azuis chamativas, lembrava-me as pessoas mais importantes da minha vida, meus pais, que recentemente partiram-me abandonando a sorte. O meu pai costumava pegar uma do quintal da vizinha rica do nosso bairro e a entregava para mim no dia do meu aniversário. Deixei um sorriso escapar dos meus lábios com uma lágrima solitária. Amava-os, eu amava-os! Porém, o que fiz para merecer o abandono? Simplesmente um final de semana, acordei sozinha na minha casa, havia um bilhete dos meus pais com a mesma rosa azul em cima dele, que estava sobre a mesa. “Não nos espere para o jantar.” Foi à última frase da carta que quebrou o meu coração em pedaços, eles não vieram no dia seguinte e nem no outro e assim foi até eu completar os meus 19 anos. Depois não pensei em mais nada, tive que me virar até conseguir sobreviver sem comida, trabalhei cedo e hoje moro sozinha no centro de Manhattan. — Eram as minhas favoritas. — comentei após apresentar-me para Dalamon. Ele franziu a testa, parecia estar pensando em algo, mas não liguei muito. Minha preocupação estava acabando com a diversão da noite, teria que arrumar outro emprego, porque o último teve cortes de gastos e precisava concluir o curso de Marketing em seis meses. Mordi os lábios, enrolei o tecido do vestido e passei a pontinha embaixo das unhas, Dalamon a todo o momento observador, talvez seja do seu feitio ou personalidade. Aproximei-me da rosa, seu caule era de poucos espinhos amarronzados. Segurei a rosa na minha mão e com cuidado a levei até o meu nariz para sentir o seu suave aroma, as mãos dele ainda estavam na minha cintura causando leves arrepios no meu corpo. — Diga-me, doutor Dalamon costuma trazer as suas conquistas aqui? — talvez fosse um bom momento para descontrair, os seus olhos verdes me encaravam com certo divertimento. Entretanto, o sorriso que esperei pacientemente ver num homem divertido, vi se desmanchar no seu rosto, fazendo mais uma vez me tremer toda. Fechado e sutil. — Cada uma delas. — Dalamon disse convicto de si mesmo. Um leve desconforto aflorou-se apenas por saber que essa não seria a primeira festa em que lotavam de mulheres bonitas. Senti-me desapontada ou talvez uma tola por pensar ingenuamente ter sido a primeira. Convencido e egocêntrico. — Mas nenhuma delas se quer chegou tão perto das rosas. Apenas você. — ele disse de certa forma para me tranquilizar. Confesso ter me sentido febril. Misterioso, reservado e galanteador. — Como assim? — soltei a rosa enquanto minhas anotações mentais sobre ele estavam ficando uma bagunça. — Eu levo-as para outro lugar, aqui é apenas você que está vendo tudo isto. As lembranças da minha mãe cultivando e cuidando de cada planta, cada flor e rosas daqui. É uma parte que restou da minha mãe, só julguei que seria conveniente mostrar-lhe... — ele deu de ombros e soltou um riso nasal. Indiferente? Frio? Os seus olhos se encontram com os meus e senti algo novo sobre aquele vasto verde incrível. Como sempre o meu peito se aperta, de certa forma nunca havia estado assim com ninguém, de um jeito íntimo. Ou talvez o meu coração quebrado esteja me alertando de uma possível desilusão. Dalamon é um exemplo de homem em que você se arriscaria por tudo, olhos verdes que são capaz de lhe tirar segredos incontáveis da sua alma, um jeito intimidador e, ao mesmo tempo sexy. Ele definitivamente não era para mim. — Preciso de algo para beber... — disse ao sentir leves arranhões pela garganta. Realmente não estaria aqui por mim mesma, se não fosse obrigada a vir com Jane. Uma colega de trabalho que por um acaso tem uma prima de sobrenome importante que a deu o convite com o direito de mais um acompanhante. Resumindo, estou numa festa incrível com sintomas do começo de uma gripe forte. Além da garganta o meu corpo está dolorido, mas de forma um tanto incomoda. — Está bem. — ele segurou novamente na minha mão nos levando de volta para o enorme salão. Fiquei perto das escadarias enquanto observava Dalamon ir de encontro para o bar. Jane dançava graciosa equilibrando duas taças nas mãos, ela descia e subia de forma sensual no ritmo da música eletrônica que começou a tocar faz poucos minutos. O meu sorriso era contagiante em relação aos gritos da minha amiga que parecia estar um pouco “alegre” demais. Resolvi ir ao banheiro para retocar o batom antes de Dalamon vir com as bebidas. Então subi as escadas em procura do mesmo. Vi dois corredores, um levava a um grande corredor à esquerda e outro à direita. Pensei em escolher um aleatoriamente e talvez com sorte pudesse encontrar um novo quarto de hóspedes. A luz por este lado do corredor estava um pouco fraca e dava um certo ar de terror ao ambiente rústico. Passei por algumas portas parando numa específica ao qual estava entre aberta, a luz fluía do cômodo. Pensei em pedir ajuda para encontrar o banheiro, mas o que presenciei foi algo realmente assustador! No ambiente tinha uma bela cama ornamentada e trabalhada de forma delicada, ao lado um criado mudo de cor marrom caramelado e ao lado da cama se estendia um corpo masculino. Á medida que se aproximava, o corpo revelava algumas manchas de sangue e ao ver de quem se tratava, o meu corpo ficou rígido e levei as mãos a minha boca impedindo um grito. Não sabia se gritava ou se me calava. Gritaria pedindo ajuda? Não, já deve ser tarde. Ele nem se quer mexe! Ao olhar pela grande janela uma pessoa fazia-me sinal de silêncio com o indicador sobre os lábios logo em seguida pulando do segundo andar. Fiquei sozinha e sem reação, obriguei-me a sair dali o mais rápido possível descendo as escadas de forma rápida quase que caindo, passando pelas pessoas até conseguir estar do lado de fora. As luzes das ruas estavam mais assustadoras, o tempo um pouco úmido, contribuiu para que meu corpo quente tivesse a sensação térmica e desconfortável. Gradualmente desci as escadas, temerosa por conseguir uma queda e também trêmula por ter presenciado um assassinato. Seria mais do que normal seu corpo estar na fase da adrenalina, a boca seca, a falta de ar em seus pulmões, andar pelas ruas em constante vigilância e evitar os olhares das pessoas, como se elas soubessem de tudo. Pedi um táxi. Fugir pode ter sido errado, eu poderia ter gritado pelo menos, mas meu corpo estava quase desabando ao ver o dono da mansão Costta caído aos pés da sua própria cama. Um táxi para, entro sem pensar em mais nada além de estar em casa. Precisava mesmo descansar e talvez pela manhã eu possa ligar pela polícia. Só não sabia que o meu erro poderia custar praticamente a minha vida. Meu nariz está coçando... Deve ser algum tipo de alergia. Tomei um bom banho quente, lavando os cabelos e depois de toda a higiene junto de um bom alívio, coloquei uma roupa fresca e deitei me cobrindo até a cintura. O sono demorou a chegar o que acabou contribuindo com uma noite longa e cheia de pesadelos. * * * — Violet! — olhos verdes com as bordas azuladas, frios. Uma expressão de ódio que arrepiava todos os pelos do meu corpo. — Matou o meu pai. — segurei os lençóis com força, ele se aproximou colocando uma arma em minha testa. — Irei vingar-me. — Matou o meu pai! — repetia diversas vezes, enquanto neguei com todas as minhas forças. — Chegou a sua hora. — um sorriso largo e frio, um estrondo e um corpo no chão. — Você matou ele! — me vi com a arma nas mãos, Dalamon estava caído aos meus pés com o peito ensanguentado, agonizando. — MATOU ELE! Pulo da cama aos gritos, não sabia distinguir o sonho da realidade, suada e com falta de ar caminhei até a cozinha, tomei água e passei à noite em claro com medo de não conseguir mais acordar. CONTINUAÇÃO NA sss k****e UNLIMETED :)

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