—Boa tarde! sente-se, por favor.
Senhor Dawson fala sentando em sua cadeira. Faço o que sugeriu e assim sento a sua frente cruzando minhas pernas e colocando minha bolsa na cadeira ao lado.
—Li seu currículo e vi que trabalhou por anos no mesmo emprego e que por sinal era o seu primeiro. Posso saber o motivo da demissão? — pergunta, sem fazer mi mi mi, do jeito que eu gosto.
—Sou muito sincera e isso pode atrapalhar as coisas em certas áreas. —respondo sendo vaga, pois nao quero comprometer a reputação da corna da Laís.
—Verdade, mas se eu ligar e procurar saber sobre seu trabalho, algo de r**m vai sair? — indaga.
—De forma alguma! Errei porque eu quis ser verdadeira e honrar meus princípios, não pelo meu trabalho em si. —respondo firme, como meu pai me ensinou desde pequena, defendendo minhas opiniões.
A entrevista continua cheia de perguntas e apesar de estar um pouco nervosa, consigo responder sem problemas.
—Gostei de você, mas me fala uma coisa, seu sobrenome tem algo a ver com Robert Carter? — pergunta matando a charada.
—Sim, ele é meu pai. —afirmo e ele sorrir discretamente.
—E por que estaria buscando emprego na concorrente dele? — questiona, apoiando seu queixo sobre suas mãos, de forma intrigada.
—Eu queria andar com minhas proprias pernas e quando fiz o estagio na Carter's, encontrei muita gente... digamos... mais interessadas no meu sobrenome do que no meu talento. Isso ne incomodou.
—Seus princípios são obviamente, motivos de orgulho para seu pai, quem dera meu filho pensasse da mesma forma e não ficasse se escondendo na barra da minha calça. — diz e respirando fundo, mostra sua insatisfação com o filho.
—Mas vou te mostra um outro ponto de vista. Estou a 25 anos tentando ser o melhor, no ranking de melhor construtora, mas sempre quem ganha é o seu pai. Ele é motivo de orgulho e você deveria se orgulhar de carregar o seu sobrenome, independente do que precise passar. Não ligue para os puxa sacos e defenda seus princípios ao lado do seu pai.
Aconselha enquanto me olha atento e uma enorme vontade de chorar me toma, mas mantenho a postura profissional.
—Essa é minha opinião, mas seria ótimo ter você na minha empresa. Aceita?
Passo na entrevista e um nó está formado na minha garganta. Me fazendo abrir os olhos para um novo angulo e inevitavelmente me sinto culpada por não me colocar no lugar do meu pai.
—Obrigada pelas palavras, com certeza elas entraram em meu coração e obrigada pelo convite, mas vou ter que recusar. -agradeço sorrindo.
—Perfeita decisão! Nos vemos nos eventos das grandes construtoras. —ele fala estendendo a mão em cumprimento e me levanto o cumprimentando.
Saio dessa entrevista leve como um pluma, sabendo onde devo ir agora. É claro que meu maior orgulho são meus pais, mas essa babação de ovo que os funcionarios tem comigo, é tão grande, que eu não sabia lidar e preferir sair. Entro no carro e dirijo por 5 minutos até a empresa do meu pai.
—Neném! Tudo bem, filha? -minha mãe pergunta assim que entro na ante-sala do meu pai, que é a sala dela e a abraço segurando o choro entalado.
—Eu te amo, mãe!
—Ai ti meu neném ta muto calinhosa hoze. —ela fala com voz de neném e a secretaria dela rir.
—Menos mãe. —falo sorrindo. —Papai está em reunião? Preciso falar com ele.
—Não, vamos entrar. —responde já levando a mão na maçaneta dourada, abrindo a porta em seguida.
—Tenho uma encomenda pra você, Rob. —minha mãe fala e eu apareço atrás dela.
—Meu neném veio me ver, foi?
Pergunta atrás de sua mesa, ee levantando para me atender.
—Eu queria conversar, mas se estiver ocupado, conversamos em casa.
—Pra você eu sempre tenho tempo, minha filha. Senta aqui. —diz sendo o fofo de sempre e senta em sua cadeira de presidente, ja sentindo meus olhos ser inundados.
—Eu queria pedir perdão ao senhor e minha mãe. Eu tenho e sempre tive orgulho de vocês, mas não soube administrar muito bem toda a bajulação que recebo por ser sua filha. —confesso envergonhada pela demora em perceber o erro que estava cometendo.
—Eu sei filha, seu caráter vai além das mordomias e facilidade que tem. Tenho muito orgulho de você! —declara sorrindo grandemente.
—Então vocês me perdoam? -me viro pra olhar para minha mãe e percebo que ela está se debulhando em lagrimas.
—Ah mãe, eu não queria te fazer chorar. Desculpa! Eu estava tão determinada a mostrar meu talento, que não olhei a situação com outros olhos.
Falo a abraçando, sentindo seu peito tremendo pelo balanço do choro, ja que se emociona com tudo.
—Meu amor, eu entendi você desde o começo e sabia que mais cedo ou mais tarde, você iria voltar para a nossa empresa. Isso tudo aqui é nosso e temos que cuidar em conjunto. —meu pai fala com toda a sua sabedoria.
—Vocês deixam eu trabalhar aqui? Prometo que vou ser profissional.
Indago e o vejo sorrir ainda mais, se levantando com os braços abertos em minha direção. Sorrindo, caminho até ele e o abraço apertado, com minhas raras lagrimas dando o ar da graça.
—Obrigada pai. Eu te amo! -falo limpando as lágrimas e sinto um solavanco por trás e após o susto, percebo que é minha mãe nos abraçando delicadinha igual um coice de cavalo.
—Você é tão delicada, Toninha. —meu pai fala nos fazendo rir.
Precisamos comemorar. Vamos numa boate e extravasar. Vou dançar igual John Travolta! -meu pai sugere e eu rio, mas sei que ele está falando sério.
—Eei filhinho, existe boate pra terceira idade? —minha mãe pergunta, irônica, se acabando de rir e meu pai fecha a cara.
—A idade não importa. —ele fala fingindo estar bravo e ela gargalha.
—E se a nossa coluna travar no meio do salão? —ela questiona zoando ele, entra a gargalhada, se segurando pra não fazer xixi.
—É pista mãe, não se fala mais salão. — rindo a atualizo.
—Ta bom! Vamos comemorar num barzinho, então. Melhorou? —ele pergunta contrariado, querendo balançar o corpo nas musicas.
—Melhorou!! — nós duas respondemos juntas e rimos depois.
—Por que não chama o Victório? Gostei dele! —meu pai pergunta e tenho certeza que tentando nos unir.
—Nos conhecemos a três dias pai.
—Com dois dias eu já sabia que queria a doida da sua mãe para mim e já a pedi em namoro. Lembra? —relembra se aproximando dela e depositando um beijo carinho em seu lábios
—Ai, que lindo, vou te dar um trato quando chegarmos casa. —ela fala ainda abraçada a ele, amando o romantismo.
—Xiii... essa é a deixa pra eu ir. —falo e dou um beijinho em cada um.
—Eu acompanho você até a saída. —minha mãe fala e seguimos abraçadas.
—Que carro você veio?
—Com o Porsche branco. —respondo rindo.
—Você é uma s****a! Sabe que esse é o xodó do seu pai. Esse é o carro que ele se sente um garotão arranca suspiros. —ela diz rindo e me da um t**a na b***a.
—Estou cuidando direitinho e amanha eu pego o meu. —me explico ainda rindo.
Beijo seu rosto mais uma vez, ela volta para a empresa e eu entro no carro. Fico pensando se devo ir no hospital ou não.
Quer saber? Sou solteira. Não devo satisfação a ninguém. Bora m***r esse leão! Colocando o óculos escuro no rosto e ligando o carro, sigo rumo ao hospital. Chego no estacionamento do grande lugar e após estacionar o carro sigo, para o setor de informações.
—Por favor, como faço para chegar até Victório Thompson? —pergunto a uma loira, que está com aquele microfone de ouvido enquanto lixa as unhas e ela me olha de cima a baixo.
—Tem hora marcada, fofa? —questiona com sua voz anasalada.
—Não, mas...
—Sinto muito, fofa, mas não pode ver o dono do hospital sem hora marcada. — me interrompe com toda a sua arrogância e me seguro para não dar um bom esculacho.
—Me informa pelo menos a direção que eu devo tomar e la eu falo com a secretaria dele. -peço e ela está visivelmente incomodada com a minha presença.
—Qual a direção? A da rua! —diz e toda a minha paciência se esvai.
—Fofinha, você é paga para dar informações e nem isso está conseguindo fazer direito. Você tem algum problema? —pergunto ao me debruçar no balcão, a fazendo dar um passo para trás.
—Agora é que não te dou mais nenhuma informação. —avisa visivelmente com raiva..
Tiro meu celular da bolsa e vou na ultima chamada para retornar a ligação que ele me fez. Eu queria fazer uma surpresa, mas ja vi que não será possível.
—Decidiu vir, linda? — indaga docemente, assim que atende a ligação e sorrio da forma que ele falou.
—Eu vim. Estou aqui no setor de informações do hospital, mas encontrei uma barreira chamada...— falo com ele e procuro, olhando no crachá da i****a que me barrou, o nome da arrogante —... Jane. Ela não quer me dizer como faço pra chegar até você.
A menina que masca um chiclete ja branco, que expõe um sorriso vitorioso em seu rosto, pega sua lixa e volta a tarefa de cuidar das unhas, coincidentemente escolhendo o dedo do meio para começar.
—Me espera que já estou indo aí. — diz e sem esperar pela resposta, desliga a ligação.
—Acha que acredito em você, fofa? — indaga relaxada em sua macia cadeira vermelha, enquanto continua lixando a unha do dedo do meio, que com certeza está me mandando um recado.
Essa pessoa não bate bem da cabeça ou está com ciúmes. Sento numa poltrona para esperá-lo, em frente ao balcão da mulher, mas a mocreia me olha e faz algumas caras e bocas, tentando me intimidar. Tadinha!
—Oi! — o sexy motivo de eu ter vindo aqui no hospital me cumprimenta, parando a minha frente.
Lindo e de terno preto, com seus cabelos alinhados, muito diferente da madrugada passada. Me levanto e dou um beijo em seu rosto em cumprimento.
—O que acha de darmos uma volta na praia? — pergunta e eu concordo com a cabeça.
Coloco minha bolsa no ombro e começo a andar em direção a saída, mas sutilmente, ele me puxa, nos guiando até o balcão de informações.
—Senhorita jane, essa daqui é a senhorita Hanna Carter e da próxima vez que a tratar m*l, esteja pronta para procurar outro emprego. Estamos entendido?
Falando baixo, para que ninguém alem da moça o ouça, ele dá o aviso e se ela não sentiu medo com a voz dele, eu senti por ela.
Estamos saindo do hospital quando sinto sua mão não minha, entrelaçando nossos dedos, olho para nossas mãos unidas, como verdadeiros namorados, surpresa por estarmos em público.
—Algum problema? —indaga sério.
—Não sei! Precisamos conversar. —respondo e ele concorda, mas não solta minha mão.
Meu coração bate acelerado, estou me sentindo nervosa com esse contato alem do s**o. No momento estou com mil questões zanzando em minha mente e eu preciso me acalmar.
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Ja foram tratadas m*l? Qual foi a reação de vocês?
Beijoks!!