Estacionamos em frente a praia, cada um com seu carro e devido a hora, muitas pessoas fazem exercícios na orla e não na areia. Tiro as sandálias e saio do carro fazendo um coque nos cabelos. Vejo que ele tirou os sapatos e enrolou a barra da calça um palmo acima do normal.
—Vem! — chama me oferecendo a mão e eu a aceito.
Apesar de sabermos que estamos muito arrumados para o local, caminhamos em direção ao mar sem nos importar e sentando na areia seca, porém bem próximos a água. Seus dedos se entrelaçam aos meus, me passando a calma que eu preciso e assim eu o olho nos olhos.
—Se tem uma coisa que não tenho paciência, é com mimimi e pelo que percebi, você também não. Então vou direto ao ponto. —Começa a falar e agradeço por ele ser assim, tão direto.
—Gostei de você, gostei do seu jeito e do que fizemos na cama. Não paro de pensar em você! Quero te conhecer melhor. O que acha? —confessa me deixando surpresa, pois pensava que só eu estava me sentindo diferente.
—Quero saber o que você quer exatamente comigo? Você disse, que por não ter compromisso, não recusa a uma boa transa. Será que eu não sou somente uma transa?
Indago olhando em seus olhos, tentando captar qualquer expressão de desminta suas próximas palavras.
—Realmente, como sou solteiro não recuso a uma boa transa, sendo assim, não devo fidelidade a ninguém. Mas sou homem e não moleque! Sei bem o que quero e desde o dia que te conheci, me encantei com você. Quero você pra mim. —ele fala e mais direto que isso impossível.
Suas palavras mexem comigo. Sinto meu corpo se emanar desejo de beija-lo. Desvio meus olhos dos dele e foco em nossas mãos unidas. Carinhosamente meus dedos circulam os seus, num silencio onde meus pensamentos se trombam tentando se reorganizarem, mas em vão.
—Percebi que você é cautelosa e te proponho a nos conhecermos melhor. — sugere.
Olho para o mar, em busca de calma, pois com apenas uma frase ele me deixou extasiada de felicidade. Mas esse sentimento também me deixa assustada, ja que quando o Marcelo descobrir possa pirar.
—O que está propondo é um caso, amizade colorida ou o que...? —pergunto receosa, tentando esclarecer as coisas.
—Nada de caso ou amizade colorida. Eu quero namorar você! -responde sem pestanejar.
—Mas m*l nos conhecemos e suas opções devem ser infinitas, como a recepcionista. —rebato mostrando que não sou sonsa.
—Sei o bastante de você para me deixar encantado! Entendo o que está falando, mas com ela ou outra, foi só uma transa e não passou disso. Com você eu quero mais que apenas isso. —retruca sério.
—Você é linda! Por dentro e por fora. —elogia me arrancando um sorriso.
—Obrigada! —falo sentindo minhas bochechas queimarem de vergonha.
—Nunca me interessei por nenhuma mulher, como me interesso por você. Você me encanta! —ele fala levando a mão em meu queixo e se aproxima para um beijo.
O beijo é preciso, com seus lábios chupando o meu, alternando entre um e outro, logo pedindo passagem com a língua para me invadir. Sem enrolar, abro um pouco mais minha boca, sentindo sua língua começando um tango com a minha. Sinto meu um frio em ventre, fazendo molhar meu centro de prazer e minhas mãos envolvem seus cabelos, mas como estamos na praia, finalizo o beijo com alguns selinhos carinhosos.
—Aceita namorar comigo? — pergunta após o beijo, com os lábios vermelhos, com a respiração sutilmente alterada, me convencendo totalmente.
—Sim, eu aceito! —respondo sorrindo e ele me beija, brindando o nosso namoro.
— Estou disposto a fazer essa união funcionar e se depender de mim, vai ser tudo na base da verdade. Concorda?! — declara após o beijo e eu concordo.
—Vamos tirar nossa primeira selfie juntos. — sugere já tirando seu celular do bolso da calça.
Dou um beijo em seu rosto, ao mesmo tempo que olho para a câmera do celular e ele tira a selfie, que por sinal ficou linda.
—Hoje me ofereci para trabalhar na empresa da minha familia. —digo e ele me olha surpreso.
Conto para ele toda a história do que aconteceu na entrevista e ele me apóia.
Ele quer sair para comemorar hoje e se eu te contar pra onde ele queria ir, você vai chorar de rir.
—Onde? —ele pergunta segurando um sorriso.
—Pra um boate. Disse que ia dançar igual o John Travolta. —falo e ele gargalha tanto que deita de costa na areia.
Ai meu coração...
Deito meu corpo, ao seu lado e assim ficamos deitados olhando o céu.
—Seu pai é diferente! — afirma e eu sorrio concordando.
—Se quer namorar comigo, precisa entender que vai pagar uns micos de vez em quando. Essa minha sinceridade vem deles e pra completar, eles não batem muito bem da cabeça. —alerto sorrindo e ele rir aceitando o termo.
Continuamos abraçados e esse calor do seu corpo é muito bom.
—Preciso descansar se eu quiser ir no barzinho com vocês. — avisa ainda deitado e de olhos fechados.
—Se quiser eu adio para amanha e você descansa melhor. -falo alisando seus cabelos e ele me olha, virando a cabeça de lado em minha direção.
—Só preciso de umas horinhas. Amanha é sábado, não trabalho, aí vou poder dormir até mais tarde. .
—Tudo bem! Te ligo as 19:30 e te falo onde vamos. Pode ser? -
Pergunto já me levantando, o eferecendo a mão para ajuda-lo a fazer o mesmo. Ele me vira de costas para ele e atencioso como é, com as mãos começa a limpar minhas costas e b***a sujas de areia. Passando seu braço por cima dos meus ombros, caminhamos calmamente para os carros, enquanto conversamos conversando.
— Até mais tarde! Evita os postes. Ok?! — brinca sorrindo, com a boca na minha em pleno calçadão e eu concordo.
Nos beijamos com aquele gostoso beijo de despedida e entramos nos carros. Coloco uma música pra tocar e para a minha alegria, maroon5 que eu amo está tocando.
Voltei para a casa dos meus pais, muito feliz e quem diria que ser demitida me traria coisas boas. Um namorado e um emprego com minha família.
Chego em casa e sigo para a cozinha, após deixar o carro guardadinho na garagem. Escuto um barulho de xícara quebrando e deve ser a Lucia, uma senhorinha que trabalha aqui em casa há muitos anos. Eu a amo!
Olá, gatona, cheguei! — a cumorimento assim que entro na cozinha e a topo de quatro no chão, catando os cacos da xícara.
Não resisto e dou uma sarrada das boas nela rindo da situação.
Se fizer isso mais uma vez, eu gamo. — declara brincalhona e eu rio.
Pra trabalhar aqui tem que ser doida igual meus pais.
—Sem vergonha!
—Hoje nós vamos jantar fora, gatona, não precisa fazer a janta contando com a gente. — aviso beijando o rosto dela e indo rumo as escadas.
Entro em meu quarto e vou para o banho. Enquanto lavo os cabelos, penso na conversa que acabei de ter na praia. Se isso é considerado loucura, está sendo um loucura muito gostosa.
É inevitável não fazer comparações. Com o Marcelo o achei bonito assim que nos conhecemos numa festa de amiga e logo ele veio até mim para conversar. Começamos a ficar uma semana depois e assim fomos ficando, transformando automaticamente em namoro . Nunca teve um pedido de namoro, muito menos esse olhar intenso que recebo do Victorio.
Saio do banheiro secando meus cabelos e visto uma linda lingerie vermelha. Visto o roupão por cima, deito na cama e volto a analisar todos os acontecimentos.
— No fim, sempre tem coisas boas, para cada coisa r**m. Maravilhoso! — declaro sozinha no quarto.
—Concordo! —minha mãe fala se jogando ao meu lado da cama.
—Que susto, mãe! —falo colocando a mão no peito, tentando acalmar meu coração que quase entrou em parafuso.
—O que aconteceu de tão bom, fora você ir trabalhar na empresa? Qual a novidade?
—Promete não gritar? — sorrindo.
—Não posso! Se for muito bom eu não só grito como dou pulinhos. —confesso ansiosa para que eu fale logo.
—O Victorio me pediu em namoro. —conto a novidade olhando pra ela, observando sua reação.
—Eeee...? — pergunta me induzindo a continuar.
—E eu aceitei! —respondo não conseguindo evitar meu sorriso no rosto.
—AHHHHHHHHH.... -ela grita se levantando e dando pulinhos. Fazer o que? Apenas rio.
—O que aconteceu?
Assustado, meu pai entra desesperado em meu quarto e em sua mão está um bastãozinho de socar alho como arma.
Olho pra minha mãe e nós duas gargalhamos da barriga doer.
—Você veio me proteger, pai? Com esse treco? —pergunto ainda perdida em minha gargalhada.
—Eu estava fazendo uma caipirinha, ouvi o grito e vim expulsar o bandido. —ele fala todo seguro de sí e nós rimos mais.
—E o ladrão iria embora quando visse esse treco na sua mão? —minha mãe pergunta já rolando na cama de tanto rir. — preciso comprar um porrete de verdade pra você.
—Ele ia ver minha cara de m*l e ia se borrar de medo. —Ele fala se rendendo a nós nas risadas.
— Victorio pediu a neném em namoro e ela aceitou. —minha mãe diz de supetão. "Pra variar!"
—Isso faz muito sentido, chamar pra ir no barzinho não pode, porque faz pouco tempo que se conhecem, mas namorar pode. —ironiza rindo.
—Ele foi tão direto e fofo que não pude, nem quis recusar. —falo sorrindo.
—Parabéns filha, ele parece um bom homem. Espero que agora o Marcelo entenda. Vamos nos arrumar e encontrar o gostosão. —minha mãe fala toda animada e eu concordo torcendo pra que não dê nada errado.
—Eles vão pro seu quarto e eu me levanto pra me arrumar. Visto um vestido preto bem sexy, mas nada vulgar e uma sandália bafonica vermelha, faço baby liss nos cabelos, make para a noite e estou pronta.
Ouço um barulho de mensagem e quando vejo de quem é meu sorriso vai de canto a canto.
—Quer passar o fim de semana comigo? —leio ainda com o sorriso nos lábios.
—Adoraria!
—Trás biquini. —fala e eu concordo.
—Aproveito e já mando mais uma mensagem com os dados do barzinho que eu e meus pais costumamos ir.
Separo a mochila, com algumas coisas que julgo ser útil, como acessórios, coisas pra higiene, chinelo, tênis e algunas minhas roupas. Ah, alem dos dois biquinis, claro!
Bato na porta dos meus pais, perguntando se eles já estão prontos e eles abrem a porta.
—Putz! Você está muito gostosa, mãe! —falo e ela da uma voltinha para eu avaliar melhor seu look.
Ela está usando calça jeans colada ao corpo, blusa de alcinha preta e um scarpin também preto.
—Só ela está gostosa? E eu? -meu pai pergunta fazendo charminho, nos fazendo rir.
—Você está gostoso e charmoso, pai. —falo e ele fica todo "se achando".
Ele está usando bermuda bege e camisa polo branca, tênis baixinho, o deixando moderno. Gatão!
—Bora! -meu pai chama e saímos de casa para uma noite agradável.
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Vcs aceitariam esse pedido de namoro tão rápido assim ou esperariam mais?
Beijos!