03. Alex, O Pesadelo Freudiano

3306 Words
Naquela noite, Dulce não descansou. Sua mente não parou por um minuto sequer, ia e voltava para a mesma coisa. Para a mesma pessoa, Alex. Por que ele despertava nela tanta raiva? O que havia nele para despertar em si uma fúria inimaginável? Aquele olhar... não saia de sua cabeça. Ele a atormentava. Sua presença, ou a falta dela, roubaram-lhe o sono. Aquilo que ela havia visto na casa do professor. Não havia dúvidas de que tipo de pessoa ele era. Como poderia um homem ter duas faces tão distantes? Ela sabia. Ela havia tentado esquecer. Antônio... porque aquele nome veio em sua mente naquela noite? Havia um motivo para ambos se odiarem. Um dia já haviam se amado, ou pelo menos Dulce julgava um dia tê-lo amado. Mas tudo terminou quando Antônio partiu para cima dela, feito uma fera. A sua vida mudou naquele dia. Ela tinha na mente que os homens, de alguma forma, sempre a machucavam. Já Alex... Bem, para ela, Alex a irritava. Dentre devaneios, Dulce julgou que também poderia ama-lo. O amor é um cão dos diabos. O d***o de sua vida tinha cabelos pretos e olhos repuxados. Por que ele a irritava tanto? Ela não queria descobrir a resposta. ... — Ele fez o quê? — July disse arregalando os olhos. — Bem, apenas me disse para esquecer o que vi no quarto. — Bem, você queria uma prova para tirá-lo da docência, aí está ela. — Acredito que preciso de um pouco mais. — Um pouco mais? Amiga, eu realmente não te entendo. Dulce pensou se deveria contar a July que o professor havia estado ali. Ela poderia ter contado sobre o olhar de ambos, sobre terem estado tão perto um do outro. Poderia ter contado que Alex era o motivo de ter perdido o sono. Maldito! ... Mesmo sem querer concordar em voltar as sessões de terapia, Dulce o fez mesmo assim. Porém, não antes de pedir ao pai que trocasse de profissional. Julgava que seus problemas de infância e os da vida adulta deviam ser ouvidos por pessoas diferentes. Era quinta-feira, primeira sessão, ela se sentia exausta, como se seu corpo estivesse cansado durante todo o tempo, afinal, agora perdia a noite, o seu rosto agora tinha olheiras gigantescas, e ela começava a perder peso. Para sua sorte, o prédio onde ficava o consultório não era muito longe da Cabana, ela poderia ir para as sessões como se estivesse pegando carona com seu pai, economizaria algumas passagens de ônibus. — Acho que já está na hora de eu ter um carro. — Questionou enquanto ele estacionava. — Não, só se todos os postes da cidade fossem de borracha. — Que isso pai! Não pode ser tão r**m assim. July tem um carro caríssimo, ganhou aos 18 anos. — July nasceu em berço de ouro. Seu querido paizinho começou a ter dinheiro agora. Posso pensar em te dar um carro, mas teria que ser manual, um carro com peças baratas de se achar, que não gaste muita gasolina... pode ser um bom presente de formatura. Ela saiu do carro, despediu-se de seu pai e seguiu para o consultório. O lugar parecia amistoso. As paredes eram em tom azul, com pequenos detalhes dourados no rodapé. Ela sentou e esperou seu nome ser chamado. A primeira coisa que seus olhos fitaram foram os pés descalços do terapeuta. Ele estava sentado numa poltrona verde, com um abajur desligado atrás de si, ao lado do homem havia uma mesa de canto com um telefone e um caderno de anotações. — Oi Dulce, boa tarde. É um prazer finalmente conhece-la. — Meu pai deve ter falado muito de mim para o senhor. — Você, aqui não existem senhores, pode me chamar apenas de Augusto. — Vai demorar muito? A sessão? — Bem, quem guia a sessão é você, não eu. E você ainda nem se sentou. Apontou para a divã que ficava a frente. Entre os dois havia uma mesa de centro, com uma caixa de lenço, duas xicaras de chá vazias e um bule de louça. Dulce sentou-se, ainda levemente acanhada. — Aceita um chá de limão? — Não obrigada. Ele serviu um pouco para si, e ficou bebericando encarando-a. Um silêncio totalmente constrangedor entre ambos imperou. Ficaram se olhando por mais ou menos cinco minutos. Dulce observou augusto, seus gigantescos óculos redondos, os cabelos cacheados muito bem penteados. A pele marrom de sua pele, a fez lembrar de um certo par de olhos. Dulce limpou a garganta. — Geralmente é assim? — Começou ela. — Assim como? — Bem... silencioso. — O silêncio faz parte da sessão. — Estou cansada dele! A minha vida toda eu passei em silêncio, meus pais me deixavam sozinha o tempo todo. Esse silencio todo! Eu sofri em silêncio, sabe? Seis meses morando com um cara que me fazia sofrer! Não sei o que tinha cabeça quando pensei que seria uma coisa boa morar com um cara que havia acabado de conhecer. — Quem era? — Meu ex. dava-me o mínimo de atenção, desprezava-me o resto do tempo e eu achava que ele me amava. — Amava em silêncio? — Amava em silencio. Solitária como Eleanor Rigby. Depois ele me traiu com minha prima, no ano novo. Na minha cama! Me arrependi de ter dado aquela festa! As vezes a vejo no centro da cidade com aquela barriga gigantesca. O que mais me dói é saber que o pai dele pagou para que ele não fosse preso. Ele anda livremente, estuda no mesmo curso que eu. Enquanto a mim, bem, eu carrego uma cicatriz nas costas e outra enorme no coração. — São muitas coisas para deixar em silêncio. — Sim! Eu vi um professor morrer em silencio em minha frente. Me sinto tão culpada! Ele levantou as sobrancelhas e começou a anotar algo em seu caderno. — Culpada por permitir que os comentários sobre nós, o fizessem adoecer, ao ponto de morrer! — Não pode se culpar pelos problemas dos outros, Dulce, não sabe se o que realmente matou seu antigo professor foram os comentários que faziam sobre vocês. Precisa pensar de onde vem tanta culpa. Tanta raiva. E o que vai fazer com isso. — Bem, da última vez eu explodi e briguei com um garoto na festa que teve lá no bairro. — Brigou com um garoto? — Eu o soquei! E o cara é filho de meu professor substituto. Mas eu estava bêbada e ele fez um comentário extremamente racista. Sem falar que ele insultou o meu pai. — Que comentário ele fez? — Me chamou de ''Nata Mexicana'', e insinuou que sou p**a por ter uma mãe mexicana. Estou tão cansada de tudo! De tudo mesmo, Augusto! O psicólogo sorriu, cruzou as pernas e voltou a bebericar o chá. — Talvez seja a hora de começar a descansar. ... Era impossível acreditar no seu azar, quando saiu do consultório, recebeu uma ligação do seu pai, avisando que tinha tido problemas com as mercadorias do restaurante e teve que ir resolver pessoalmente. Ela teria que voltar para casa sozinha. Odiava pegar ônibus, mas não queria gastar todo o dinheiro que tinha na carteira pegando um táxi. E para piorar, ia começar a chover. Estava ela, as duas da tarde, num bairro comercial, sozinha num ponto de ônibus, e não passava ônibus algum. — Mas que merda! Ajeitou-se em um dos banquinhos do ponto, escolhendo se sentar naquele que caia menos gotas de chuva. Torcendo para que não caísse uma chuva de açoite. Pensou em ligar para Daniel. Mas pelo horário ele poderia estar no estágio. Mesmo assim ligou. Estava tremendo de frio, num nível que derrubou o celular, que saiu rolando até a pista. — Ai! Dulce, você é lerda demais! — Reclamou consigo mesma. Quando ia se inclinar para pegar o celular um carro passou em alta velocidade, molhando todo o ponto e atropelando o celular. — Merda! — berrou indo tirar o resto do aparelho da pista. — Seu filho da p**a! — Xingou o motorista. Voltou a se sentar, dessa vez enxarcada e incomunicável. Seu coração pareceu parar quando viu o carro que se aproximava. Pensou que parar piorar seu dia faltava ser assaltada debaixo da chuva. Era um bandeirante preto, parou bem em frente ao ponto e abaixou o vidro fumê. Ela sabia dizer se era sorte ou azar, mas de dentro do carro buzinou o seu professor. — Dulce? — Isso só pode ser uma piada de m*l gosto! — Disse olhando para cima. — O que aconteceu? Quer carona? — Pelo que me consta, andar com o d***o não é uma de minhas metas de hoje. — E qual seria sua meta? Ficar molhada na chuva longe de casa. — No caso, seria chegar em casa. — Sendo assim, eu te levo. Não havia como recusar a oferta. Ela entrou no carro, tentando conter a vergonha que sentia por dentro. Pensou que Deus estava se divertindo vendo sua tarde azarada de camarote. — Então. O que aconteceu? — Ele perguntou procurando algo no banco de trás do carro, voltou a mão para frente trazendo um casaco cinco vezes maior que Dulce. — Deus aprontou uma das boas comigo! —Carregava uma ironia amarga na boca. Ele sorriu. Olhando para frente. — O que houve? Não te vi nas aulas a semana toda. Como ela explicaria que não tinha cara para olhar o professor depois do estranho encontro em sua casa? Ela se manteve seria, tentando manter o corpo quente, notou que o professor fechou os vidros do carro ao máximo, tentando de alguma forma aquece-la. — Porquê você me odeia tanto? — A pergunta veio para ela inesperada. — Não te odeio. Te acho ríspido. Sem falar no que todos dizem sobre você, g**o-de-briga. Ele deu um sorriso torto. Droga, era tão belo! Seus cabelos estavam presos na nuca, era a primeira vez desde que se conheceram que ela vira Alex sem nenhuma marca de briga no rosto. Seus olhos pretos, fundos como o mar a noite a encararam por pouco tempo, depois voltou a visão para a pista. — Você se daria muito bem nas brigas, meu filho quem o diga! — Agradeceria se não me lembrasse disso! — Ora, vamos! É de se elogiar! Você tem quanto de altura? 1,65? Henrique tem vinte centímetros a mais e mesmo assim o derrubou. — Imagino o que as pessoas devem ter dito depois que eu sai. Meu Deus que vergonha! — As pessoas falam demais. Ela pensou que Alex deveria imaginar o que falavam dele. — O que falam de mim? Imagino que saiba. Ele ficou seio, limpou a garganta e abriu levemente a janela para que tirasse um pouco do calor de dentro. — Que você é sempre foi uma garota mimada, e não aceita " Nãos" como resposta... — Ele hesitou. — E o que mais? — Acho melhor eu não falar isso. — As pessoas dizem que matou a sua própria esposa. — Ela disse o provocando, ou talvez nem pensasse que aquilo o provocaria. — Isso é ridículo! — Então onde a sua esposa está? Aquilo que escreveu é verdade? Por culpa sua ela sofreu um aborto? — Falei para você esquecer o que tinha visto no meu quarto naquela noite! — A voz firme e mandona voltou à tona. Ríspido, rude, perfeitamente escondido atrás de sua gentileza. — Desculpe, mas isso é quase impossível! Aquelas pessoas na sala nem imaginavam que você... que você é um criminoso! — Chega! Eu quero respeito! Você nem me conhece pessoalmente para me julgar desse jeito! — Você literalmente tem uma arma dentro de casa! — Eu preciso proteger minha família! — De quem? Ele bateu as mãos no volante e virou para ela com os olhos fervendo de raiva. — Mas que p***a! Disse para parar de tocar nesse assunto! p***a, Dulce! p***a! Ele notou que seu pequeno ataque de fúria a fez enrijecer os ombros. estava ao seu lado feito uma criança repreendida. — Desculpe, mas você me tira do sério! — Não precisava ser tão grosso! — Mas você foi indiscreta! — Velho chato! — Pensou alto. Alto demais, num nível em que o professor havia ouvido. Ela o fez tirar os olhos da pista e encara-la aborrecido. — Qual é o seu problema comigo? Porque caralhos sempre me trata desse jeito? Você não pensa, Dulce? Não pensa a quão ofensiva consegue ser quando quer? — Alex! — Dulce grita, um sendeiro cortou a frente do professor, fora tão repentino. Ele tentou feriar rapidamente, antes de bater no porta-malas do carro. A freada brusca projetou o corpo da jovem para frente, fazendo-a bater a testa no porta-luvas do carro. — Ai, merda! — Ela xingou. Dulce levou as mãos a testa, o sangue descia grosso por entre os dedos. Ela tentava conter a cascata, deixando algumas gotas caírem em sua roupa. Alex a faz recostar, leva o carro para o canto da pista e tira do porta-luvas uma flanela entregando-a para colocar na testa dela. — Segura e aperta bem forte. Acho que vai ter que levar alguns pontos. — Merda Alex! — A cabeça dela começava a latejar. — Está muito feio? — Não, que isso, só um pouquinho aberto. — Ele mente. — Como diabos vou explicar isso a seu pai? Alex dirige até o hospital mais próximo. Estava nervoso, sempre ficava nervoso em hospitais, o lugar lhe trazia memorias ruins. Ele a deixa sentada em uma poltrona e vai falar com a recepcionista. — Oi, boa tarde. Eu vim trazer minha vizinha para... — Desculpe senhor primeiro pegue a ficha. — A mulher estava lixando as unhas, parou e olhou para o professor por cima dos óculos e aponta para um aparelho do lado do balcão. Ele pega a ficha de número 42 — Toma aqui a sua ficha. — Alex entrega a atendente. — Agora o senhor vai esperar seu número ser chamado. — Moça, pelo amor de Deus! A menina está com a testa aberta! — Ainda vai ter que passar pela triagem. Alex sentiu vontade de explodir. Mas em vez de insultar a desconhecida, voltou para o lado de Dulce e se sentou. — Número 34... — Ela começou a chamar. — 34! Que merda de emergência é essa? — Estava inquieto, balançava as pernas, olhava para Dulce preocupado com o corte em sua cabeça. — Está chamando a atenção das pessoas, Alex! — Dulce sussurrou no ouvido dele. — Número 35... — 35? A testa dela está sangrando! É um absurdo isso aqui! Um burburinho começou a surgir, as pessoas gritavam coisas para a atendente. Falavam uma por cima dá outra. Coisas como ‘’Ele tem razão!’’ ou ‘’isso aqui é um absurdo mesmo!’’ Dulce não sabia onde enfiar a cara, estava vermelha, constrangida com todo aquele alvoroço. — É pra isso que o imposto da gente serve? — Número 35! — Ela chamou duas vezes o mesmo número! Se levantou, pegou a bolsa ano colo dela e bradou. — Vamos embora! — Puxou-a pelo braço. — Professor! Ela tentava entender que tipo de reação era aquela. Voltaram para dentro do carro. Alex saiu do estacionamento depressa demais, Dulce m*l conseguia pôr o próprio cinto. — Eu vou precisar de pontos, seu i****a! — É isso que estamos indo fazer! Só confie em mim! Não pergunte nada! Ele pisava no acelerador, e ela notava que cada vez mais estavam se afastando do centro. Pareciam estar no subúrbio, Dulce tentava não pensar, sua cabeça estalava de dor. Estavam chegando perto do píer da cidade, onde haviam os galpões de pescaria. Passaram por um dos portões, um homem m*l-encarado fez um sinal com a cabeça para o professor. — Meio cedo, não? — Disse o desconhecido. — Preciso ver a Alice... — Apontou para Dulce do seu lado. A garota não teve reação senão acenar para o desconhecido. — Entendi. — Tirou um radio do bolso e os deixou passar. Dirigiu o carro ate o galpão nove. Desceu do carro e abriu a porta para que a garota saísse. Ele a segurou pelo pulso, guiando-a para o lado de dentro. Dulce achou estranho ter uma placa na porta escrito "Doutora Alice Kimura, cirurgiã" Ele entra sem bater. La dentro parecia uma clínica clandestina. — Mas que merda! No meio do dia! — Ela partiu a testa. Alice a fez sentar, tirou a flanela da testa, já não sangrava. - Ah! sente-se ... — A medica olha firme nos olhos dele. Se comunicaram pelo olhar durante alguns segundos. — Deixe me ver essa testa... — a doutora examina a testa de Dulce. — Como isso aconteceu? — Eu bati a cabeça no painel do carro dele. Alice olhou para o professor levantando uma de suas sobrancelhas. — Bom você vai levar uns 6 pontos mais ou menos. Preciso ir nos fundos pegar os matérias. Puxou Alex pelo braço até um canto. — Quem é? — Pare de ser enxerida Alice! — So estou perguntando... — Ela sorriu. — Muito novinha para você hein! Ele fuzilou-a com o olhar. O professor se senta ao lado dela e encara os seus olhos, aqueles olhos, cor de avelã, que brilhavam contra a luz. — Me desculpe por isso, Dulce. Ela deu de ombros. — Não vou dizer que esta tudo bem por enquanto... Ele chega mais perto dela, olha o corte mais de perto, Dulce sente um calor emanar de si. Seu rosto fica quente, ela sente o cheiro dele tão próximo. Ambos se encaram, um silencio habita o local, mas não era um silencio constrangedor. Ela sentia como se aqueles lábios estivessem a chamando. Sentia a respiração dele, o toque de seus dedos passavam por suas bochechas ate seu queixo. Se encararam, aqueles belos e repuxados olhos pretos. Mais de perto ela conseguia ver a barba que estava começando a crescer, pensou que ele ficaria lindo de qualquer jeito. Foi quando Alex deixou seu corpo falar mais alto, puxou o rosto dela para si. Levando a outra mão para a cintura da garota. Apertou sua pele, as roupas dela ainda estavam umidas, desejou arrancar os tecidos dela. Seus lábios se tocaram e dançaram numa sintonia que nenhum dos dois sabia que podiam guiar. Estava tão bom... ela pensou que tudo aquilo era bom. Já ele, quando se deu conta do que fazia, se afastou. — Me desculpe! — Estavam tão próximos. Ele não queria se afastar, queria fazê-la deitar em seus braços e permanecer ali para sempre. — Não... por que? Estava tão... — Bom! — Disse ele por final, como se tivesse acabado de executar alguém. — Não posso deixar isso acontecer novamente! — Novamente? Alex? Que diabos esta falando? — Me desculpe, Dulce... eu não posso... não novamente! Uma garota como você não pode se apaixonar por um homem feito eu! — Eu ...eu..eu não estou... — Ela mordeu o lábio inferior. — Dulce olhe para mim. — Eles se encaram novamente. — Prometa que você nunca vai dizer isso para ninguém! — Mas alex... eu... — Prometa, Dulce! — Eu prometo! — E prometa que este sera o ultimo! Dulce assente com o olhar, ele e sorri, ela não entendia o motivo daquele sorriso. Foi quando, por um pequeno momento ele a beijou novamente e afastou-se repentinamente. — Porquê fez isso? — Para ter certeza de que não era um sonho… — Dizia aquilo com um pezar na voz. Foi quando, ouviram alguém limpando a garganta, ambos olharam para a escada do mezanino, e ali estava a medica, com uma maleta em mãos. Alex se sentiu envergonhado — Vou pegar algo para você comer. — Disse por fim, e deixou o galpão soltando um carrilhão de palavrões. Estava cometendo os mesmos erros de sempre.
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