Nayra Miller
Acordo assustada com alguém batendo forte na porta do meu quarto. A minha mais nova amiga fadinha tinha um sono pesado e nem acordou, me levanto e vou descansa mesmo até a porta.
Abro e me deparo com henry em uma expressão cansada. Sua camisa estava meio aberta, tinha umas manchas na mesma... sangue.
- meu Deus, henry!- falo e o puxo para dentro.
O mesmo se deita na minha cama, sua cara transmitia toda a dor que ele estava sentindo. Pego uma camisa velha minha, passo o álcool que ficava ali e vou até ele. Henry entende na mesma hora, se ajeita e tira a camisa social que usava. Seu corpo estava cheio de cortes, algumas pareciam marcas antigas, outras recentes.
Reparo também como henry tinha um corpo de dar inveja, seus músculos eram nítidos, é também a primeira vez que vejo seus braços, músculosos com as veias saltando para fora.
Balanço minha cabeça, arrumo o pano e minha mão, e olho para o mesmo.
- vai arder um pouco!- falo com medo de machuca-lo.
Henry acena com a cabeça.
- estou acostumado!- fala sério.
Começo a limpar os machucados com o álcool, henry não esboça reação, como se não estivesse sentindo nada.
- desculpa por ser o motivo da briga!- falo.
- ele implica comigo por qualquer coisa! Eu tenho que ser o homem exemplar, o príncipe exemplar que todos olham e adoram! E se eu não quiser ser adorado?- perguntou ele parecendo revoltado.
- é a função de um príncipe!- falo.
Ele se levanta da cama, se sentando, me fazendo parar de limpar seus machucados. Henry estava um pouco mais alto que eu, já que eu estava ajoelhada no chão limpando.
- você só conhece esse meu lado bom, galante e gentil, nayra! O verdadeiro eu é ousado, aventureiro, até mesmo perigoso! E a cada dia que passa, eu sinto vontade de ser mais eu!- fala henry sério.
Viro meu rosto um pouco para o lado.
- não te imagino desse jeito!- falo.
- é porquê não me conhece direito!- fala ele se levantando.
Vai até a minha janela, se apoia nela e fica olhando para fora. Henry estava perturbado, nunca conseguiria imaginar ele sendo m*l ou algo do tipo.
Me aproximo, toco seu ombro, automaticamente, o mesmo me faz escostar na parede ao lado, uma mão segurando meu pescoço e a outra apoiada na parede. Seu olhar era sério, intenso, quase intimidante.
- henry!- falo nervosa coma situação.
O mesmo encosta sua bochecha na minha, vai até meu pescoço e se deita ali. A sua mão em minha garganta, tava um leve carinho com o polegar.
- quer conhecer meu eu de verdade?- perguntou ele.
- está ficando doido, henry! O garoto que eu conheci era você!- falo.
Henry tira a mão da parede e coloca na minha bochecha. Ele estava muito próximo, mesmo tentando negar, tê-lo tão perto causa borboletas em meu estômago. Ergo minha mão devagar e toco em seu braço, sentindo a firmeza deles.
O homem a minha frente, se aproxima de mim e assim, sinto seus lábios tocarem os meus. No começo, ele apenas da leves selinhos, mais logo passa uma de suas mãos em minha cintura e identifica nosso beijo.
Passo meus braços por seu pescoço, entrelaçando meus dedos em sua nuca. Henry se divertia com meus lábios, dando leves puxões. Assim, nos separamos, ofegantes.
- boa noite, minha doce nayra!- fala.
Assim, henry pega sua camisa e sai do meu quarto. Fico parada no lugar, digerindo o que avia acabado de acontecer. Minha cabeça estava sonsa, meu corpo parecia estar em chamar, minhas bochechas pegando fogo e tinha certeza que estavam avermelhadas, meus lábios estavam inchados e minhas mãos ainda tinham a sensação da sua pele nelas.
Henry, príncipe de um reino enorme, sua acabado de me revelar que era um ser mais intenso do que se mostrava ser. Henry, o futuro rei de um reino enorme, avia acabado de me agarrar em seus braços, como se tivesse se segurando a muito tempo. Henry, o homem que todas as garotas sonham em ter, avia acabado de me beijar... de me beijar como se não houvesse o amanhã.
Ando até minha cama, ainda em choque, me sento na mesma e toco a ponta dos meus dedos, nos meus lábios. Um arrepio faz meu corpo inteiro estremecer. Como irei olhar para a cara dele agora? Se o rei souber que seu filho acabou de ter uma troca de contato íntimo comigo! Quero nem ver a guerra que iria ser.
Deito em minha cama, fico olhando para o teto como se fosse a coisa mais fascinante que na vi em toda a minha existência.
Ele me beijou!
Ele me beijou!
Ele me beijou!
Caramba, ele me beijou!
Me viro e vejo a fadinha que ainda estava adormecia. Volto a olhar para o teto, mais já não é o mesmo teto, estava em um tom avermelhado. Me sento na cama e vejo tudo avermelhado, bem a frente, a mesma porta, mais desta vez, permaneço parada no lugar.
- me liberte, nayra! Podemos ter tanto poder, podemos ter tudo que quisermos! Temos uma carta muito grande na manga, o príncipe nos deseja!- fala o mesmo sussurro de hoje mais cedo.
- como posso confiar em você?- pergunto.
- desperte sua magia e depois me liberte! A sensação de poder vai tocar conta do seu corpo!- fala ela.
- não é para o bem!- reclamo.
- a sensação de pegar fogo, você sabe essa sensação, ele te prorpocciconou isso a uns minutos atrás! Lhe proporcionar uma sensação de poderosa e você vai implorar por mais poder!- fala o sussurro.
- eu não quero!- falo.
- espere e verá! Você é fraca sem mim, chegará uma hora que precisará do meu poder em contato ao seu, e assim, será impativel!- fala ela.
- não precisarei de você!- falo.
- guarde as minhas palavras, nayra! Chegará o momento que precisará de mim, e quando me usar, não irá mais querer parar! Irá se sucumbir a mim, e nos duas, seremos uma só! Teremos o poder de todos os seres desta terra!- sussurra.
Sinto uma sensação de sono, assim caio na cama apagada.