Finalmente os exames tinham terminado. Eu estou muito feliz por isso, porque Ronald disse que eu tinha que passar nos exames para voltar a sair comigo. E eu quero muito voltar a sair com Ronald. Gary parou de me mandar mensagens pedindo para voltar, e eu estou muito aliviada por isso. Já não tenho que partir seu coração todos os dias. Estou livre.
Encontro Carly e Troy na pizaria que costumamos ir, e vejo eles trocando beijos e carícias. Eu sento na frente deles e finjo uma cara enojada.
- Que nojo. - Eu disse depois rio.
- Então quais os seus planos senhorita Jones! Você vai sair essa noite? Com alguém? Um certo irmão de alguém? - Carly começa com seus comentários idiotas.
- Você devia se apaixonar por caras mais novos que os que você conhece. - Troy acrescenta.
- Como por exemplo? - Eu pergunto.
- Bradley West. - Carly aponta atrás de mim e eu me viro para ver Bradley se aproximando da gente. Ele é lindo, eu confesso, e tem olhos azuis bonitos também, e cabelos castanhos avelã, e deve ter um metro e noventa e dois.
- Jones! - Ele diz como se eu fosse a única na mesa.
- E Troy e Carly! - Troy responde para ele.
- Claro! Eu queria saber se você gostaria de sair hoje a noite.
- Lamento. Hoje não. Eu vou sair hoje a noite. Um compromisso que não pode ser adiado.
- Ok. Então amanhã? - d***a! Ele é insistente.
- Brad! - Eu reviro os olhos e cruzo os braços.
- Tudo bem. Eu ligo para você então. Um dia desses. - Ele pega no telefone. - Você ainda vai ser minha namorada. - Ele sorri.
- Duvido. - Digo.
Vejo também no meu telefone uma mensagem de Ronald. É impossível não ficar feliz nesse momento. Abro a mensagem.
Ronald: "Você está ocupada agora?"
White: "Não! Porquê?"
Ronald: "Pensei que podíamos comemorar por você ter passado nos exames, no meu apartamento. O que me diz?"
White: "Claro que sim. Nos vemos daqui a pouco então."
Levanto o rosto do celular e todos na mesa olham para mim. - Eu preciso ir. É importante. - Digo me levantando. - Antes preciso falar com você Carly. Só um segundo. - Puxo seu braço e levo ela para um canto para que ninguém oiça a conversa.
- Eu vou encontrar com Ronald. O que eu faço? - Pergunto. Ela sabe que estou apaixonada por Ronald e com certeza vai me ajudar. Já não aguento mais fingir que somos apenas amigos.
- Improvisa. - Ela fala simplesmente.
- Uau! Você é uma ótima amiga sabia?
- O que quer que eu diga? Vai para cima dele e mostra quem é White de verdade?
- Era o mínimo sua i****a. Depois nos falamos. - Eu me afasto dela e saio da pizaria para encontrar o meu carro.
O carro pára no apartamento de Ronald e eu faço uma meditação antes de entrar. Já fazem três semanas que a gente é amigos e eu estou apaixonada por ele. Se alguém algum dia me dissesse que eu me apaixonaria por Ronald eu não acreditaria, mas no entanto aqui estamos nós.
Toco a campainha uma vez. Ele não atende, então toco duas vezes fazendo Ronald aparecer com um sorriso deslumbrante. Está com uma camiseta azul e calças de moletom cinza e o cabelo daquele jeito que eu gosto.
- Oi White! - Ele me deixa entrar em seu apartamento.
Um apartamento bastante bonito com paredes brancas, móveis modernos, chão de madeira, e bastante organizado. É a cara dele.
- Você está sozinho? - Pergunto. Pergunta i****a!
- Bem, agora não. - Ele levanta uma sobrancelha.
Eu caio no sofá confortavelmente e Ronald olha para mim. Eu sorrio para ele.
- Você está muito feliz? - Ele senta ao meu lado.
- Porquê não estaria? As coisas estão dando certo não é mesmo?
- Bom, se você diz! - Ele coloca as mãos atrás da cabeça.
- Você não vai me servir nada? É que eu quero beber alguma coisa. - Eu digo.
Ele levanta e vai para a cozinha. Eu sigo seus passos e vou com ele na cozinha. Ele tira uma Coca-Cola do frigorífico e coloca por cima da sua ilha de mármore.
- Seu favorito. - Ele diz com um sorriso. É bom saber que ele sabe os meus gostos.
- Você não tem vinho?
- Você quer algo mais forte? - Ele vai buscar uma garrafa de vinho e eu tiro um copo no armário.
Ronald regressa com uma garrafa de vinho, coloca por cima da mesa e abre. Eu sirvo meio copo de Coca-Cola, e depois despejo um pouco de vinho, até o copo ficar cheio de bebida.
- Uau! Você é louca sabia? - Ele ri.
Eu bebo o líquido escuro no meu copo. - Você devia provar é delicioso. Melhor combinação.
- Eu vou tentar. - Ele faz o mesmo procedimento que eu depois bebe um pouco. - Uau! - Ele diz.
- E eu é que sou inexperiente no mundo? - Rio.
Ele senta ao meu lado e dá um gole na bebida, sem tirar os olhos de mim. - Você é inexperiente.
- Você acha? Eu sei muita coisa nessa vida.
- Eu quis dizer, no sentido de que você ainda é uma santinha. - Ele diz.
- Santinha? Eu?
- Exagerei na palavra?
- Muito.
- Tudo bem. Você ainda é virgem. - Ele olha para mim profundamente e desvio o olhar.
- E qual é o problema? Quer dizer, ainda tenho muito tempo para resolver esse problema. Você não acha?
- Talvez. - Ele dá mais um gole. - Você precisa de um homem que não se aproveite disso. - Ele disse.
- Sério? Eu não vou deixar ninguém se aproveitar de mim, fique calmo. - Eu também bebo.
- Você pode não saber. Eu só quero o melhor para você White! Quero te alertar de como as coisas são.
- Se eu não te conhecesse, diria que você está me pedindo para t*****r com você. - Finjo uma risada bastante realista, mas ele não ri.
- Você é minha melhor amiga, White. Eu não posso fazer isso. Eu só quero que tenha cuidado. - Uau! Ele me vê simplesmente como sua amiga, ou está tentando passar despercebido? Falando a verdade, eu seria capaz de entregar minha virgindade para Ronald. Ele vai ser o primeiro e único.
- Eu terei cuidado. Eu sou White Jones. - Digo tentando esconder o fato de ter doido o que ele disse sobre sermos apenas amigos. Eu quero mais que isso!
- Vamos ver um filme? - Ele pergunta sorrindo.
Levantamos com as nossas bebidas e garrafa de vinho e vamos para a sala. Eu sento perto dele e faço um esforço para não demonstrar o que eu sinto sem perceber.
- Tem um filme incrível que você tem de ver. - Ele coloca o filme e volta a sentar perto de mim.
Terminamos de ver o filme e Ronald levanta e leva a garrafa de vinho vazia e os copos na cozinha e eu continuo sentada no sofá olhando para a TV.
Eu já não sei o que fazer para ficar mais um pouco no seu apartamento. Já passaram duas horas e eu preciso ficar e dizer para ele o que eu sinto antes que eu não tenha coragem e fiquemos na zona da amizade para sempre.
Tiro o meu telefone da mesa de centro e começo a escrever uma mensagem para Carly dizendo o que aconteceu, para que ela possa me ajudar. Eu preciso de um plano.
Carly: "Obviamente, você tem de ficar para jantar. Você precisa saber se ele está interessado. Não o assuste."
É a resposta dela. Eu mando outra mensagem para ela.
White: "será que vai acontecer? E se ele t*****r comigo?"
Carly: "Você tem de deixar ele entrar no clima. Mas seja subtil."
White: "Vou tentar. Mas estou tão nervosa!"
Carly: "Você fez depilação?"
White: "Claro que sim. Sua i****a. Me deseja sorte."
Carly: "Boa sorte!"
Volto a colocar o telefone na mesa de centro e Ronald vem sentar ao meu lado. Ele sorri depois se aproxima.
- Que tal a gente comer uma piza? - Digo sorrindo.
- Está bem. Vou fazer isso. - Ele pega o telefone.
- Eu preciso ir no banheiro. - Digo e levanto.
Entro no quarto dele e fecho a porta. Porquê estou aqui? Obviamente não é para fazer xixi. Abro a gaveta da mesa de cabeceira e procuro por camisinhas. Não encontro. Vou noutra mesa de cabeceira e vejo uma caixa cheia delas. Não creio que seja muito relevante. Eu tomo pílulas anticoncecionais de qualquer jeito.
Fecho a gaveta e vou para o banheiro. Porquê ele tem tantas camisinhas assim se está solteiro? Será que tem se encontrado com Anna? Ou será que tem levado outras para a cama? Preciso descobrir.
Ao terminar de lavar as minhas mãos, saio do banheiro depois de dois minutos e vou para a sala onde Ronald está confortável e imperturbável com os pés por cima da mesa de centro olhando para a TV. Mesmo assim parece sexy.
Sento ao seu lado pronta para fazer as perguntas que me inquietam, mas não sei como começar. Respiro fundo. Olho para Ronald e automaticamente ele olha para mim.
- Você tem se divertido? - Pergunto.
- Tenho trabalhado muito. Você não imagina.
- E as mulheres?
- Eu não tenho saído com outras mulheres além de você White. - Isso me faz sorrir. Isso significa que ele sente o mesmo por mim. Por isso ele não sai com outras. Porque existe uma química entre a gente.
- Eu também não tenho saído com outros homens. Só você sabe me animar. Você é incrível. - Me aproximo de forma subtil.
- Você também é. Acredita que não é fácil me animar.
- Sério? Eu vejo você sorrindo o tempo todo Ronnie. Você está tentando me fazer derreter? - Na verdade, eu já estou bem derretida!
Ele ri. - Você é engraçada White. Eu aprendo muito com você.
- Você precisa me ensinar algumas coisas também não acha senhor Johnson? - Digo de um jeito provocativo.
Ele arqueia uma sobrancelha. - Tipo o quê? Seja mais específica.
Me aproximo ainda mais. Estamos agora muito perto de nos beijar. - Tipo me ajudar com minha virgindade. Você é o mais indicado para isso. Você disse que outros se aproveitariam de mim por isso, mas eu confio em você a 100%.
Ele fica muito sério e olha para mim como se eu fosse louca. Talvez eu o tenha assustado exatamente como Carly disse para não o fazer. Acho que estraguei tudo. E agora?
- Você está bem White? É que eu acho que eu entendi que você quer t*****r comigo. Seu melhor amigo!
- Foi isso que você entendeu?
- Sim!
- Então é isso que quer dizer.
- O quê? - Ele não pestaneja nem um segundo.
- Quero que você me leve para sua cama e transe comigo. Isso! - Como eu fui capaz de dizer uma coisa dessas? Coro brutalmente.
- White! O que está me pedindo...
- Você fala demais! - Eu beijo ele e deitamos no sofá. Eu fico por cima dele e o beijo como se estivesse séculos afastada dele. Mas para minha total surpresa, Ronald se afasta de mim e se levanta.
Ele fecha os olhos, e quando abre, eu não consigo decifrar o seu olhar. Obviamente eu me enganei. Ele não sente nada por mim. Meu coração começa a doer antes dele começar a dizer as palavras que sei que vão me machucar.
- Desculpa! - Digo.
- Você tem ideia do que se passa aqui White? - Seu tom está um pouco alto.
- Acontece que eu estou apaixonada por você Ronald. Eu não quero ser apenas sua amiga. Quero mais.
- Você quer mais do que amizade? É isso? - Ele pergunta.
- Sim!
Ele passa a mão pelo cabelo. - Não White! Isso não pode ser.
Levanto também para ficar perto dele. - Porquê não?
- Porque... porque eu ainda não esqueci a Felicity.
- Ela está casada com o William e tem dois filhos dele. Esqueça dela. Ela nunca vai te amar!
- Mas esse não é o único problema White. Ainda que eu não sentisse nada por Felicity, eu também não estaria com você. Não entende? Eu tenho quase vinte nove anos e você tem apenas vinte. Você ainda é verde, muito nova para mim. Não vai resultar entende?
- Ronnie!
- É impossível! Eu não posso me apaixonar por você. Primeiro você é minha melhor amiga e depois é muito nova. Não vai funcionar. Eu prefiro mulheres mais maduras entende? Não é que você não seja. Nada disso, apenas, é muito nova para mim.
Seguro as minhas lágrimas, mas é quase impossível. Olho para baixo e mais lágrimas caem. Me condenam e eu só quero sair daqui, mas não consigo. Quero escapar dessa humilhação.
- Eu entendo. - Digo com a voz chorosa. - Peço imensas desculpas! Eu pensei... esqueça! - Pego na minha bolsa no sofá e saio do seu apartamento envergonhada e com o coração partido.
Ainda não acredito que isso está acontecendo comigo. Eu me enganei tanto assim? Ele é como Gary. Ele quer alguém equivalente a sua idade e não eu. Como pude pensar tão alto?
Limpo minhas lágrimas já dentro do meu carro, e começo a dirigir, e tento esquecer o que se passou. A única maneira é esquecer Ronald. Tudo isso é uma maldita d***a!