Assim que Luca saiu do elevador no andar da presidência, Henrique já esperava no corredor, o corpo um pouco tenso, o celular novo na mão. Ele deu dois passos à frente e estendeu o aparelho com o chip que tinha comprado mais cedo, o visor ainda apagado. "Está aqui", disse. "Número internacional, como você pediu." Luca pegou o telefone sem diminuir o passo, o olhar passando rápido pelo aparelho antes de enfiá-lo no bolso do paletó. "Vou pra casa", avisou, seco. Henrique arregalou um pouco os olhos, surpreso. A mão que antes segurava o celular agora fechava o nada, e ele precisou de um segundo para rearrumar a expressão. "Agora?", perguntou, sem esconder totalmente o espanto. Luca já se virava em direção ao elevador de serviço de novo. "Sim." Henrique ficou ali, parado, observando as

