Respirou fundo, apagou as duas primeiras tentativas de resposta, o polegar indo e voltando na tela com impaciência. Começou a digitar algo mais neutro, mas parou na primeira palavra, o cursor piscando como se a provocasse. "Por quê agora?", ela repetiu em voz baixa, experimentando a pergunta. Era i****a porque… era justa. Essa era uma pergunta que ela ainda não tinha se feito de verdade. Não do jeito certo. Não até o fundo. Um xingamento escapou de novo, mais alto desta vez. "Porra." A senhora ao lado arregalou os olhos, fez o sinal da cruz discretamente e balançou a cabeça em desaprovação, como se assistisse à degradação moral da juventude em tempo real. Normalmente, senhoras assim adoravam Mila, riam das piadas, puxavam assunto, mas aquele definitivamente não era um dia normal. Mila

