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DAMA DA NOITE

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Blurb

Laura é uma jovem de 19 anos tímida, recatada e doce que sempre viveu com sua mãe no bairro do Morumbi.Ao contrário de si mesma, sua mãe leva uma vida polêmica, ela é c******a e dona de uma boate de luxo no mesmo bairro, a EGO.Sempre viveram bem e Christine sempre a deixou fora desse lado de sua vida, mas a vida prega peças e após um infarto fulminante, Laura perde quem mais amava na vida.

Ao se ver sendo herdeira de tudo, inclusive da boate, ela se vê dividida entre continuar levando sua vida comum ou seguir o legado de sua mãe, fazendo o que ela tanto amava.Após entender que não haveria como ela destruir tudo aquilo que Christine levou tantos anos para conquistar, Laura decide gerenciar o lugar, assumindo assim, o desafio de fazer algo que nunca tinha imaginado na vida.

Laura se torna Mariah, seu nome de trabalho, e se descobre uma mulher sexy, determinada e decidida que nunca imaginou ser.

Uma história cheia de sedução, sexo, mentiras e intrigas que vai te deixar louco.

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SPIN OFF- DESTINOS ENTRELAÇADOS (A partir do capítulo 70)

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Prólogo/ O início
Sempre soube da minha realidade e aprendi a conviver com ela, sempre olhando de longe.As garotas impecáveis, os saltos, as roupas brilhantes e exuberantes que usavam pra atrair a atenção e os olhares. Minha mãe era Christine Sampaio, ou melhor, Suzan Hill, a c******a mais rica e poderosa do Morumbi.Dá pra acreditar? Minha relação com minha mãe sempre foi de muita cumplicidade, afinal sempre fomos apenas nós duas no mundo, eu nunca conheci meu pai e nunca tive essa vontade.Ela sempre fez de tudo pra me ver bem e feliz, era minha melhor amiga. _Laura, estou indo para a EGO, não fique até tarde nesse computador!E Soraya, querida, pode dormir aqui em casa essa noite.-Disse minha mãe descendo as escadas com seus saltos dourados, eram seus preferidos. _Ok, mãe, tome cuidado. Amo você._disse o mesmo que dizia todos os dias, há 19 anos, apesar de todo o luxo e seguranças eu me preocupava muito com ela. _Sua mãe é o poder em pessoa, não me canso de admirar._Disse Soraya com a expressão de boba que ela faz toda vez que a vê. _Eu acho que é como uma capa que ela usa sabe, pra ser respeitada nesse meio.Nunca se sabe com que tipo de pessoa você vai lidar..._enquanto eu dizia isso meu telefone começou a tocar, era o Vitor. Estávamos juntos há 3 anos, ele já sabia tudo sobre minha vida...sobre TUDO.E tudo bem, ele adorava minha mãe e ela o tinha como um filho.O Vitor era um amor comigo, tínhamos uma conexão incrível, ele era o meu primeiro namorado e eu não pensava em ficar com mais ninguém, eu estava feliz. A família dele era muito rica e eles tinham um certo preconceito pela forma que minha mãe conseguiu chegar no mesmo patamar que eles, mas eu não me importava com isso. _O que vai fazer hoje a noite, amor?_ele perguntou. _Ver séries e olhar para a cara da Soraya._eu respondi enquanto Soraya me jogava uma almofada no rosto. _Ah, então tudo bem, mais tarde apareço aí. _Certo, vou estar aqui. As horas se passaram e aquele foi um dia normal como qualquer outro, até o momento em que meu telefone tocou. _Alô. _Laura!Pelo amor de Deus!Laura, sua mãe!Ela está no hospital! Não tive a chance de me despedir e nem de desejar que ela fosse em paz, pois quando cheguei no hospital ela já não tinha resistido, não conseguiram salvá-la de um infarto fulminante. A morte. Como lidar com ela? Como encarar e fingir aceitar mesmo sabendo que um dia sua vez vai chegar? Minha mãe se foi, simplesmente se foi, como se fosse uma piada de mau gosto, ainda espero vê-la entrar pela porta da sala com seus saltos dourados e sua maquiagem exagerada.Nao posso dizer que estou bem, um mês já se passou e ainda não sei o que fazer, o rumo que irei tomar.Não vejo o Vitor desde o enterro e sinceramente, talvez seja melhor assim.Soraya tem me dado todo apoio, está comigo todos os dias, mas ainda falta algo.Estou tentando me encontrar de novo. Com a morte repentina da minha mãe sua boate parou, está fechada por tempo indeterminado e não sei o que fazer com ela. Hoje resolvi ir lá, mexer nas coisas dela, olhar...Ela amava tanto aquilo, todo aquele poder e independência.Mas por quê? Será que era realmente tão bom assim? _Srta Laura, vim lhe buscar.Fui comunicado que queria ir até a EGO._disse Marcus que agora seria o meu segurança. _Sim, obrigada Marcus. Já podemos ir._eu disse enquanto me dirigia até o carro, pronta pra decidir o que faria em relação aquele lugar. Chegando na boate, tudo estava como ela havia deixado em sua sala.Suas fotos, roupas , papéis, era como se ela ainda fosse chegar a qualquer hora.Me sentei em sua cadeira e fiquei observando aquilo tudo até que alguém bateu na porta, pensei que fosse o Marcus e logo pedi que entrasse. _Boa tarde Srta, vi a boate aberta e passei pra dar um Oi.Eu trabalhava aqui, conheci sua mãe, tinha um coração de ouro.-disse a jovem que tinha aparentemente a mesma idade que eu. _Ela tinha mesmo, era uma pessoa muito boa. _A Srta vai comandar a boate agora? Todos que trabalhavam aqui ainda estão sem emprego, uma loucura. _Eu? Hã...Na verdade não, não penso nessa possibilidade.Eu nunca me envolvi com essas coisas._eu disse confusa com sua pergunta. _Pois deveria pensar nisso, existe muito preconceito com o que fazemos aqui, mas não deixa de ser um trabalho como qualquer outro.E eu acho que a Suzan não iria querer outra pessoa no lugar dela.Ela amava isso aqui. _Não sei...Não sei se combino com isso. _Não precisa combinar, querida.É um trabalho.O que acontece aqui, fica aqui. E quando saímos continuamos sendo as mesmas. _E qual seu nome? _Meu nome aqui é América, lá fora, eu sou a Juliana.Mãe de duas crianças, casada. _Casada? E seu marido aceita isso?_perguntei incrédula. _Como eu disse, é um trabalho.Nada além disso.Meus filhos precisam de mim e ele não pode trabalhar, está doente.Arrumar um trabalho de carteira assinada está muito difícil.Nem sempre temos opção.Mas eu gosto do que faço, gosto do poder e do luxo que temos aqui._ela disse com tanta verdade que foi impossível não acreditar e refletir. Após a conversa resolvi voltar pra casa. Eu gerenciando a EGO? Será que eu conseguiria fazer isso. Nunca havia me imaginado fazendo nada do tipo.Sempre fui uma pessoa muito fechada e na minha, seria algo muito novo e totalmente diferente. _Você realmente está pensando em gerenciar a boate?-Perguntou Soraya assustada com os meus devaneios. _E qual seria o problema?O lugar é meu, é muito frequentado, dá muito dinheiro e acho que a Juliana estava certa, minha mãe não iria querer outra pessoa ocupando esse posto. _É...isso é verdade.Bom, seja lá qual for sua decisão estarei te apoiando._ela se abaixou na minha frente_Mas e o Vítor? _Nós m*l nos falamos mais Soraya, não tem motivo pra questionar o que ele vai pensar. _Então se joga Laura, vai continuar o que sua mãe já tinha começado!-disse Soraya dançando na cama e pela primeira vez no dia me tirando uma risada.

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