Gabriel Narrando
Quando Monike me chamou para ir para o baile, eu não pensei duas vezes, topei logo. Porque não é segredo pra ninguém que sou afim de Estefany, mas o que ninguém sabe é quem sou eu e qual é o meu maior interesse em Estefany: a família dela.
Sou Gabriel Mendanha, já deu pra saber quem eu sou. Tenho 19 anos, 1.80 de altura, só de pele bronzeada, olhos claros, qualquer mulher cairia matando em cima de mim, mas meu interesse é na dondocada da favela. Ela não sabe que eu sei que ela é a herdeira do morro do Amor, que o pai dela é o famoso Hulk. Sigo os passos dela desde pequeno, fui criado e treinado pra acabar com ela e a família. Fui estudar e cursar meus cursos, tudo pra ficar próximo e descobrir um ponto fraco. Meu pai, eu nem sei quem é, morreu quando minha mãe estava grávida. E como diz minha mãe, os próprios aliados levaram ele pras ideias e ele foi cobrado pelo próprio Hulk. Não sei o que essas mulheres da família têm não, meu pai se apaixonou sem nunca ter colocado a mão na mãe de Estefany, e agora eu lutando pra colocar minha vingança em prática. Só que mexer, me apaixonei pela inimiga. – Saio dos meus pensamentos com minha mãe.
Fernanda – Filho, tem certeza que você vai subir esse morro? Vai se arriscar mesmo, filho? Espero que você tenha sangue frio pra não morrer lá dentro. – Ela fala, porque sabemos que, quando eles descobrirem quem eu sou, a rivalidade será certa.
– Ô coroa, fica sussa aí, porque eu sei o que estou fazendo. Se brincar, eu conheço cada canto daquela favela. – Falo, porque na época da escola fiz um amigo lá e ele me passa todas as informações. Sei tudo sobre eles.
O único que eu não sei muita coisa é o vô de Estefany. Já fucei e nunca achei nada sobre ele, mas vou descobrir todos os pontos fracos deles. – Tomo meu banho, visto uma roupa de playboy mesmo, porque é o que eu sou. Não vou negar a raça. Meu vô é o procurador de justiça mais requisitado do Rio de Janeiro, minha mãe herdou todas as empresas do meu tio, então eu sou assim, podre de rico.
Passo um perfume, porque sei que as minas das favelas gostam de um playboy que faz gostoso. Vou levar a Cris comigo hoje. Saio de casa, passo na dela, buzino, ela vem, faltando se quebrar de tanto que rebola.
Cris – Oi, gostoso! Pensei que ia deixar pra trás e eu iria perder a carinha de otária da minha priminha e da corja dela. – Ela fala, me dando um selinho e passando a mão no meu m****o.
É safadä igual a mãe, essa v********a. Sigo para o morro. Paro na barreira.
Bigode – Abaixa o vidro. – Ele fala, batendo com a ponta do fuzil no vidro. Eu abaixo, Cris dá um tchauzinho pra ele, e eu falo:
– Sou amigo de Estefany e Monike, elas estão me esperando. – Falo, e ele fala no rádio e manda a gente subir.
Cris – Que burocracia pra entrar em uma favela, cada coisa. – Ela fala, virando os olhos.
– É, minha filha, se brincar, os bailes do morro são mais organizados que a balada de playboy, tu vai ver. – Falo, e ela n**a com a cabeça.
Chego, estaciono, já está lotado e meu coração já bate conforme a batida do funk. Hoje eu entro e falo pra Cris:
– Amigos, hein, não esqueci, vou colocar meu plano de conquistar ela em prática. – Falo, e ela bufa e sai pisando alto.
Cris – Sério isso, GABRIEL? Vou ter que ver você beijando outra que não seja eu e ainda fazer cara de paisagem? – Quando entro e dou de cara com Estefany na pista, dançando com aquele vestido que dava pra ver que ela estava sem calcinha de longe.
Puta que pariu, quem vê assim nem acredita que é aquela aluna exemplar do curso de Direito. Tô aqui pra ver isso de perto. Ela se aproxima, meu amigo reage na hora.
Esteh – Ah, você veio? Que bom! E essa quem é? – Ela fala, se referindo a Cris. Monike também se aproxima. Dou um beijo na bochecha delas.
– Uma amiga, não queria vir sozinha e chamei ela. Tem algum problema? – Falo, e ela sorri.
Esteh – Tem não, o baile é pra todos, bora curtir. – Ela fala e começa uma sequência de sobe e desce, e a b***a dela parece que tem vida própria.
Como eu daria tudo pra f***r ela, ver ela gemendo na minha cama. Chego por trás, sarrando nela, e enfio a mão por dentro do seu cabelo, quando eu ia roubar um beijo dela.
Canário – Tira a mão dela agora, se não quiser ficar sem mão. – Ele já fala, pulando em cima de mim e me batendo.
Eu segurei firme e aguentei os rojões, até sentir alguém tirar ele de cima de mim. Estefany discutiu com ele, pelo que eu entendi, é outro o****o apaixonado pela princesinha da favela.
Cris – Vamos embora, Gabriel, pra mim já deu, não fico mais aqui. – Ela fala, olhando com cara de deboche pra Estefany.
Ela sabe que Estefany é prima dela, só que Estefany nem sonha que Cris é filha da Renata. Finjo não escutar e fico ali, encostado no balcão do bar, enquanto os pombinhos discutem as relações.
Hulk – Já deu pra vocês. – Ele fala com os punhos fechados e maxilar travado. Ele me mandou sumir e disse que, se ele descobrisse que tentei algo com a filha dele, eu iria ver.
– Bora, Cris, eu arrependi de ter vindo, perdi meu tempo e estou todo quebrado agora, mas eles não perdem por esperar. Vingarei a morte do meu pai e do meu tio, ou eu não me chamo Gabriel. – Pego meu carro e saio chutado da favela. Já no asfalto, com a cara toda fudida, Cris fala:
Cris – Amor, você está bem? Vamos em um hospital? – Eu n**o com a cabeça, na verdade, eu queria era um chá.
Aperto meu paü por cima da calça, ela vem, abre meu zíper, tira meu paü pra fora e cai de boca. Tô dizendo, é igualzinha à mãe dela....