CAPÍTULO 2

1250 Words
A única coisa que eu queria era sair de dentro da minha casa, mas não sabia como. ouço um barulho de uma porta se abrindo no andar de cima, no corredor, parecia ser a porta do meu quarto ou da minha mãe. No mesmo tempo a porta foi fechada. O medo toma conta de mim. Hanna: Porque está fazendo isso comigo? Desconhecido: Tem certeza que não sabe? Hanna: Você sabe quem eu sou? me fale logo quem é você Aqui no andar de baixo ouço um barulho de algo se quebrando, tinha mais alguém aqui na casa comigo, quando meus pais saíram, mas quem? Será se ele já estava aqui antes dos meus pais saírem? Hanna: Quantos de vocês tem aqui? Não obtive nenhuma resposta, então eu resolvi subir as escadas, quando estou caminhando vejo o porta retrato no chão todo quebrado, afastei os cacos de vidro para pegar a foto, era uma foto minha e da minha mãe, quando estávamos na casa da minha avó. Resolvi voltar para sala, tentando encontrar algum rastro, a luz da sala estava apagada, era meia noite, e fui andando até o interruptor para acender a luz da sala. - Se eu fosse você não acenderia a luz – ouço uma voz dizer, o que me deixou toda arrepiada, eu gelei entrei em pânico, a voz não estava muito longe– me afastei bem devagarinho. Meu coração começou a bater a mil, me afastei bem lentamente do interruptor e fiquei olhando em minha volta para ver se via alguém, queria saber quem era o dono daquela voz, que deixou bem clara que era uma voz de homem. No canto direito da sala de jantar eu vejo uma sombra, ele estava me olhando ali parado, como se estivesse pensando no que iria fazer comigo. Eu estou olhando para um assassino só pode, fico com meu corpo paralisado sem saber o que fazer, um medo tomou conta de mim naquele momento. Tudo se passou pela minha cabeça. Eu vou correr, mas para onde eu iria correr, se eu estava trancada. Resolvi ficar parada onde estava e ele continuava me olhando, isso me dava arrepios, um olhar frio, mais ao mesmo tempo tenebroso. Não quis mais olhar para aqueles olhos, ele estava de mascara. Fiquei observando sua sombra e pude perceber que ele era um pouco alto, eu tinha 1,60, ele deveria ter mais ou menos 1,80 ele estava com um capuz, estava todo de preto com uma das mãos em seu bolso. - Porque está fazendo isso comigo? O que eu fiz? Pergunto para ele – ele deu um passo a frente e eu dei uma recuada lentamente. - Simplesmente você deu muito azar Hanna, pessoas como eu querem pessoas assim como você bem ingênua, e com medo. - Eu não sou tão ingênua assim – eu retruquei o que ele falou – ele dá uma gargalhada – eu fiquei com mais medo ainda daquele som que ele deu rindo, pareceu com uma risada de um filme de terror que eu havia assistido, arrepiou meu corpo todo. - Todas as fugas que você tentou eu premeditei elas – há eu lamento pela sua gatinha Cindy, ela era uma fofa. - Você é um maldito psicopata, você precisa de tratamento, pessoas como você não é normal, só pode ser uma pessoa doentia – resolvi me calar, percebi que ficou um silêncio por alguns segundos, então eu percebi que ele estava com uma faca na mão, a que estava faltando no conjunto. - Nunca mais você vai falar comigo assim, peça perdão pelas suas palavras Hanna, você foi uma menina muito má. Não gosto de meninas má. - Perdão, - peço rapidamente, eu não queria morrer. - Eu não ouvi. - Além de ser um psicopata ainda é surdo? Ele dá dois passos para frente e eu fiquei recuando para trás, eu já estava entrando em desespero. - Eu disse que eu não ouvi o que você falou – naquele momento eu fiquei com muito medo, não tinha nada que ter falado aquilo. - Perdão, minha voz quase não saiu – naquele momento ele guarda a faca na parte de trás da sua calça. - Se você fizer tudo que eu mandar, poderá continuar viva. - O que você quer de mim, por favor deixa eu sair. Ele veio dando passos bem lento em minha direção, tirando o capuz que cobria sua cabeça, revelando sua face para mim. Ele ficou poucos centímetros até mim, fiquei paralisada sem saber o que fazer, meu corpo parece que congelou naquele momento, então fiquei olhando para os olhos verdes que ele tinha. Seu olhar era assustador que chegou a me dar calafrios, ele estava praticamente quase perto de mim, eu saia dando passos para trás, fiquei dando passos até sentir que minhas costas encostaram na parede fria da sala, e eu acendi as luzes. - Ei avisei para você não acender! – ele rosnou tirando a faca e colocando uma máscara preta, de trás de sua calça- eu me abaixei na mesma hora com muito medo. - Me desculpa, foi sem querer – falei desesperada, e me levantei e apaguei a luz. - Você vai fazer tudo o que eu mandar fazer, se.. Antes dele terminar de falar, ouço a campainha tocar, eu pensei em correr para ver quem era e gritar aqui de dentro pedindo socorro, mas sei que seria um erro, eu não iria chegar viva até lá. Eu fiquei parada ali olhando o que ele iria fazer. - Para quem você ligou Hanna? Ele pergunta em um tom baixo de voz. E..eu..na..não liguei.. pra ninguém. A campainha toca mais uma vez, então eu ouço uma voz do outro lado da porta. - Hanna você está aí? - Emilly – dei um sussurro em resposta. - Mande-a embora agora, ele pega sua faca afiada e aponta em minha direção, jogando as chaves da casa no chão. Eu peguei rapidamente indo em direção a porta com as mãos tremulas. Quando eu abri a porta eu queria era gritar, mas sei que não podia, não estaria só colocando minha vida em risco, mas a da minha amiga também. Ele estava ao lado com a faca apontando para mim, eu tive que engolir meu choro. - Oi Emilly – tive que falar forçando um sorriso – Aconteceu alguma coisa? Ela era minha vizinha. - Me diga você, ela respondeu bocejando. Percebi que ela usava pijamas ainda, assim como eu. Eu ouvi uns barulhos estranhos vindo da sua casa, e vim saber se estava tudo bem. - Sim claro está tudo bem. - Eu fiquei preocupada, você ficou sabendo que um psicopata fugiu de um presídio de segurança máxima, de River Rild, a polícia está atrás dele, você viu o noticiário? - Um... assassino? Fugiu? Qual o nome dele? Percebi que ele fazia gestos, mas tive que disfarçar para Emilly não desconfiar de nada, afinal ele poderia me matar e ela também. - É Frank Naior, não era Frank Nior, isso, ele fugiu com outros dois assassinos, mas eles foram pegos. Estão fazendo uma busca para achar esse outro, ele é muito perigoso. Eu ouço ele dá um espirro. - Tem mais alguém aí? Emilly pergunta, apontando para dentro da casa, sua mãe não tinha viajado? - Não, não tem ninguém, deve ter sido a Cindy, eu estou sozinha, senti meu peito apertar quando falo da minha gata que estava morta. – Bom eu vou dormir, está muito tarde.
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