Viagem à Itália

1006 Words
- Luna, você pode me explicar o que está havendo? - Pediu Ricardo ao nos sentarmos nas poltronas. - Não. Quer dizer… Não sei. - Aquele era o cara que estava falando com você no dia da festa, não é? - Sim, é ele. - E o que ele queria com você? - Perguntou. Eu não tinha certeza absoluta, mas algo me dizia que ele estava atrás de mim para me levar de volta para 2023, afinal, ele tinha deixado bem claro que voltaria para me buscar, mas eu não queria, não agora, eu estava amando ter conhecido o meu avô quando jovem, ele era tão legal, e sem falar na Mercedes, conheço ela há pouco tempo mas parece que a conheço há anos, ficamos amigas tão rápido e sei que é uma amizade verdadeira, e o carinho é recíproco, e sem falar no Ricardo, eu nunca tinha conhecido um garoto como ele, tão bonito, querido, protetor, inteligente, divertido e que me faz um bem danado, não queria ter que ir para uma época em que ele não está. - Eu não sei, juro que não sei. - Menti mesmo não gostando de mentiras. Ricardo ficou visivelmente desconfiado, mas acabou mudando de assunto. Ah, eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser no tal Márcio correndo atrás de mim provavelmente querendo me levar para 2023, como queria poder fazer algo para não voltar para o presente. - Eu nunca viajei para outro país. - Falei. - Estou tão ansiosa! - Eu já fui algumas vezes pra Itália por conta do meu pai, e também já viajei para os Estados Unidos há dois anos, mas tenho certeza de que essa viagem será especial. - Ué, e por quê? - Porque você está indo comigo. - Fixou seu olhar no meu. Sorri timidamente enquanto sentia ele me fitando, o que me deixou mais encabulada do que eu já estava. - Ah, estou louca para te apresentar pra Francesca e pro Nico. - Quem? - Questionei. - São os meus melhores amigos da Itália, aposto que você vai adorá-los. - Bom, se são seus amigos, serão meus também. - Sorri, fazendo-o sorrir também. - Estou feliz de estar viajando com você. - Eu também estou. Muito feliz. Sorriu e me deu um beijo no rosto, me pegando de surpresa e fazendo eu ficar totalmente sem graça. (...) Após horas e horas de viagem e de ter ficado com meu bumbum quadrado, finalmente havíamos chegado em solo italiano, e por mais que eu imaginasse, não sabia que a Itália era tão bela, as pessoas eram tão bonitas, assim como as ruas, tudo parecia tão fantástico, eu nem conseguia crer que estava na Europa, parecia um sonho, e se fosse, eu não queria acordar tão cedo. Ao chegarmos à casa do pai do garoto, eu logo vi um homem de cerca de uns 48 anos sentado no sofá lendo um jornal. Ao notá-lo tão sério fiquei com receio que ele não gostasse de mim. - Chegamos! - Falou Ricardo. - Oh, meu filhão. - O homem se levantou rapidamente e deu um abraço de urso no filho. - E ai, pai. - Desfizeram o abraço. - Deixa eu te apresentar… Essa é a Luna, a garota que eu te falei. - Oi, Luna, tudo bem? - Tudo e com o senhor? - Melhor agora. É um prazer te conhecer. - Obrigada, mas o prazer é todo meu. - Falei timidamente. Seu Lorenzo, pai do Ricardo pediu para que colocássemos nossas coisas nos quartos, e após isso ele preparou um delicioso almoço pra gente, ele havia preparado carpaccio, polpettone, risotto e de sobremesa ele preparou um saboroso cannolo, eu nunca imaginei que a culinária italiana pudesse ser tão gostosa. - Está uma delícia. - Falei. - Que bom que você gostou. - Falou seu Lorenzo de forma simpática. Ele havia me contado que nasceu em Veneza, e aos 14 anos se mudou com a família para o Brasil, por isso fala português fluentemente, e foi no território brasileiro que ele casou e teve os filhos, e após a separação do seu casamento ele retornou para a Itália. Seu Lorenzo era um homem muito simpático e educado, me tratou super bem e fez de tudo para eu me sentir em casa, era muito hospitaleiro. - E como estão a sua mãe e a Camilinha? - Perguntou Lorenzo para Ricardo. - Estão bem, a minha irmã te mandou um grande beijo e disse que está morrendo de saudade. - Ah, eu também estou morrendo de saudade da minha princesinha. - E a Francesca e o Nico? Como estão? - Estão bem. Eu falei que você viria pra cá e eles estão loucos para te ver. - Comentou. - Ah, eu também quero muito vê-los. (...) Por volta de 15h Ricardo, seu pai e eu fomos à lanchonete do pai do meu amigo, era uma lanchonete bem grande, com várias mesas e cadeiras, e um balcão para atendimento, o espaço era bem amplo e a decoração era muito bonita. -Ricardo! - Falou uma voz feminina. Nos viramos, e então eu avistei uma jovem loura de cabelos cacheados e olhos verdes e um rapaz alto, de cabelo castanho claro e olhos verdes também. Deduzi que aqueles seriam os amigos do garoto, de quem ele tanto falava. Ele correu na direção dos dois e abraçou a garota, que eu imaginei ser a tal Francesca, que estava com um largo sorriso no rosto. E depois ele cumprimentou o amigo. - Quero apresentar alguém para vocês. - Disse Ricardo. - Essa aqui é a Luna, uma grande amiga. Luna, esses são meus melhores amigos, o Nico e a Francesca. - Oi. - Falei timidamente. - Oi. - Disse Francesca com um terno sorriso. - Oi Luna. - Falou Nico. Os dois pareciam ser muito simpáticos, havia gostado deles, e algo me dizia que eu me daria bem com o Nico e com a Francesca, afinal, se eles eram amigos do Ricardo deviam ser legais assim como ele.
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