A Invejosa

1117 Words
- Que vestido bonito, Luna! - Falou Caro ao me analisar da cabeça aos pés. - Obrigada! - Sorri de forma f*****a. - A Isa me emprestou. - Ué, e o que aconteceu com o seu? - Alguém rasgou. - A encarei. - Ai, que absurdo! Quem será que faria uma coisa dessas? - Alguém muito má. - Disse Laura. Incrível como as três conseguiam ser mais falsas do que nota de 3 reais, pois eu poderia estar errada (e esperava estar), mas algo me dizia que elas tinham algo a ver com esse ‘’pequeno incidente’’, mas será que elas seriam capazes disso? Puxa, eu nunca tinha feito nada de r**m para nenhuma delas, porque será que essas garotas (Caro principalmente) me odiavam tanto? Por eu ser amiga de Isa? Ou por eu ter uma boa r*****o com Ricardo? Mas eu não tenho culpa de nada disso, não é justo ela me pegar para Cristo. Jonathan nos chamou (aos berros) para nos posicionarmos para dar início ao programa. Fui para minha posição, enquanto as três foram para as delas. Notei por algumas vezes, Caro me olhar de canto de olho, mas a ignorei. Assim que o diretor gritou ‘’ação’’, a música se iniciou e nós fizemos a coreografia, eu já sabia todos os passos, não errava mais, e Isa vivia me elogiando, ela dizia o quanto eu havia evoluído, e eu também achava que estava bem melhor do que no início. Assim que a apresentação acabou, eu me direcionei em direção ao meu camarim, porém nisso, Carolina esbarrou em mim, e estava segurando um copo de chocolate quente, que virou todo em mim. - O que você fez? - Perguntei indignada com o ocorrido. - Ops, perdão, foi sem querer, eu não te vi. - Qual é o teu problema comigo? - Todos. Já não basta você querer roubar o meu Ricardo, agora você também quer roubar o meu brilho no programa. - Falou. - Eu não quero roubar nada, não quero tomar o teu lugar, apenas quero encontrar o meu. - Pois aqui não há lugar para nós duas. - Me encarou e logo se retirou. (...) Eu estava em meu camarim, já havia trocado de roupa e estava tentando tirar a mancha do vestido que a nojenta da Caro fez. - Posso entrar? - Isa perguntou docemente. - Claro. - Falei meio envergonhada. Isa entrou em meu camarim e observou o que eu fazia. - Acho que hoje não é meu dia, primeiro arruinaram meu figurino e agora isso. Desculpa, eu não queria que nada disso tivesse acontecido. - Luna, por que está se desculpando? A culpa não foi sua, eu vi o que aconteceu. - Isa… Foi ela que rasgou o vestido, quer dizer… Ela não disse com todas as letras, mas deu a entender isso. - Ai, ai, essa Carolina, eu não acredito nisso. Sabe, estou pensando em conversar com o Jon. - Sobre o quê? - Para demiti-la. Não é certo o que ela está fazendo. - Não, por favor não faça isso, eu não quero prejudicar ninguém, e sem falar que se ela for demitida por minha culpa, ela vai ficar com mais raiva de mim. - Verdade… Mas pelo menos, alguma punição ela precisa tomar, isso n******e e nem vai ficar assim. - Falou a loira. Dei um leve sorriso e agradeci por ela ser tão legal comigo, e logo segui tentando tirar a mancha do vestido, mas estava tão difícil de sair, já não sabia mais o que fazer. - Hey, me dá isso. - Pegou o vestido. - Deixa que eu dou um jeito nisso aqui, agora anda, pode ir pra casa. - Obrigada, Isa, você é sensacional, valeu por tudo. Abracei a mulher, que sorriu discretamente e então fui embora. (...) Vovô, Sebas, Mercedes e eu estávamos jantando, a minha amiga dormiria em minha casa nessa noite para ela terminar de me passar os conteúdos das matérias. - Andrés, onde tem uma locadora aqui perto? - Perguntou o lesado do meu irmão. - Estou com v*****e de ver algum filme. - Locadora? - Perguntaram vovô e Mercedes ao mesmo tempo. - O que é isso? - Perguntou a garota. Sebas me olhou como se tivesse notado que fez besteira, o fuzilei com o olhar enquanto pensava em como sair dessa situação, pois os dois estavam esperando a gente dizer algo. - Hã… Bobagem do meu irmão. - Falei com um sorriso f*****o. - É que o sonho dele é ser cientista igual ao nosso avô, dai as vezes ele fica pensando no que ele inventaria, sabem? Coisa de Sebastián. - E o que seria essa locadora? - Perguntou vovô. - Ah… - Meu irmão fez uma leve pausa. - Seria um lugar que a gente poderia pegar alguns filmes emprestados para ver em casa e depois devolveríamos. - Ai, que legal! - Disse minha amiga. - Seria muito legal se existisse um lugar assim. E como seriam esses filmes? Onde a gente veria? - Bom… - Amiga, terminou? - Perguntei interrompendo meu irmão. - Acho que eu ainda tenho bastante coisa para copiar, não é? - Ah, sim. Já acabei, podemos ir. Nós duas levamos nossas louças até a pia e fomos para meu quarto. Conversamos um pouco e eu consegui terminar de copiar todas as matérias naquela noite. Mercedes me avisou que a professora havia passado um trabalho de Latim para fazermos que seria em duplas, e a minha amiga me disse que já havia dito que faria comigo. Ah, ela sempre pensando em mim… Não n**a que é uma excelente amiga. (...) Eu estava no colégio procurando por Ricardo, mas não foi bem ele que eu encontrei. Por sorte o garoto não havia me visto. - Meninos, me escondam rápido, por favor. - Pedi para Jorge, Gael e Luis. - Claro Luna. - Disse Gael, o menor do trio. Me escondi atrás dos três, e logo escutei a voz de Márcio. - Olá rapazes, eu sou novo aqui na escola, e estou procurando pela Luna, vocês a viram? - Foi por ali. - Disse Luis, o maior dos três. - Obrigado. Márcio saiu na direção que o garoto havia dito, por sorte ele nem notou que eu estava ali o tempo todo, apenas me escondendo. - Obrigada meninos. - Falei ao sair de trás deles. Dei um beijo no rosto de cada um e voltei a procurar por Ricardo, mas com medo do tal guardião do tempo me achar, pois eu tinha certeza de que ele havia descoberto que eu voltei para 1957 e queria me levar de volta para 2023, mas eu não queria e nem ia permitir que isso acontecesse.
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