— Se você morreu, Eva… — Marco murmurou, o hálito quente roçando a pele dela — então eu vou me enterrar em você até tudo o que sentir for vida de novo. O corpo de Eva se retesou. Ela queria odiar aquela frase. Queria dizer que não significava nada. Que ele não tinha mais esse poder. Mas ele tinha. Marco inclinou o rosto e tocou os lábios dela. Não foi um beijo suave — foi direto, tenso, possessivo. E por um segundo, ela cedeu. O corpo inteiro reagindo como se sete anos não tivessem passado. Ele aprofundou o beijo, a mão pressionando sua cintura, o corpo colado. Mas então — como uma faca rasgando o ar — veio a voz. Aguda. Furiosa. Infantil. — TIRA AS MÃOS DA MINHA MÃE! O mundo parou. Marco se afastou no mesmo instante, virando o rosto na direção do corredor. Eva congelou. A resp

