Marco não tentou dormir ao lado dela naquela noite. Sabia que tinha ultrapassado um limite — mesmo para seus próprios padrões. Forçá-la a aceitar um casamento, colocar uma aliança no dedo dela com base em medo, desespero e chantagem emocional… era c***l. Mas era o que tinha sobrado. E, por isso, ele não cruzou a porta do quarto principal depois que Eva se trancou lá dentro. Dormiu no sofá de couro do escritório, o corpo todo dolorido e a mente em torvelinho. Ao menos uma coisa precisava fazer por ela: dar espaço. Eva, no entanto, não sabia se aquilo a aliviava ou a feriu mais. O quarto estava silencioso. A cama arrumada. O travesseiro ao lado, intocado. Nenhum sinal de Marco. Nenhum som além do barulho leve do ar-condicionado. Ela se sentou na beirada do colchão, olhando fixamente para

