Veneno

853 Words

Domingo, para Marco Santini, era apenas mais um dia útil. Enquanto o resto da cidade dormia, se divertia ou fugia da rotina, ele permanecia no escritório. Costumava dizer que era ali, cercado de silêncio, que tomava as decisões mais importantes. E era verdade. O prédio vazio, os corredores frios, a ausência de vozes — tudo contribuía para um tipo de foco quase brutal. Nenhum ruído externo. Apenas ele, o trabalho… e seus fantasmas. Por isso, não se surpreendeu quando ouviu os saltos de Mel ecoando pelo mármore do corredor. Reconhecia o som. Preciso. Calculado. Ela sabia que o encontraria ali. Marco não levantou os olhos da tela quando ela entrou. Continuou folheando o relatório diante de si como se a presença dela fosse apenas mais uma notificação a ser ignorada. — Eu vim em paz — disse

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