Na manhã seguinte Mel abriu os olhos lentamente, os dedos ainda marcando o lençol ao seu lado — vazio, gelado. Dois dias. Dois longos dias de silêncio desde que Marco dissera aquelas palavras frias, como se arrancasse dela o chão e o fôlego. “Vamos terminar.” Sem explicação. Sem hesitação. Ela esperou. Orgulho ferido, sim — mas acima de tudo, estratégia. Marco era um homem impulsivo. E ela era paciente quando precisava ser. Enquanto isso, seus detetives haviam trabalhado. E o resultado foi tão frustrante quanto revelador: Marco não estava se encontrando com nenhuma mulher fora do trabalho. Nenhum jantar romântico, nenhuma estadia fora da rotina, nenhuma sombra de amante. Se algo estava diferente… então o motivo estava dentro do escritório. E Mel, como uma verdadeira De Santis,

