Capítulo 57

1213 Words

Nariz narrando Tava ali largado na maca, corpo anestesiado de remédio e dor, mão da Carolina quente na minha como se segurasse meu pulso no mundo, quando a porta do box arrebentou num empurrão e os moleque entraram varados, olho esbugalhado, rádio chiando na mão, respiração quebrada de quem correu a ladeira inteira sem parar. — VISÃO, NARIZ! — Nandinho veio primeiro, quase tropeçando no pé do suporte de soro. — Mataram o Tiriça, cria! O posto gelou. A Carol travou do meu lado, só o olho dela mexeu. Eu levantei a cabeça com meio corpo, coração no talo. — Que p***a tu tá falando, mano? — É isso mesmo, viado… — Guto, branco, suando frio. — Achamos ele no buraco dele, lá na toca. Não foi bala não… o BOP veio na maldade. Facada, mano. O dono tá todo furado. Pescoço, peito, barriga… até o

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