34 — Tainá Narrando Dias tinham passado desde aquela noite, mas a sensação de sufocamento não tinha diminuído, pelo contrário, parecia ter se espalhado pra tudo ao meu redor, invadindo cada espaço da minha vida de uma forma silenciosa, constante, como se nada mais fosse realmente meu, como se tudo tivesse sido contaminado por aquilo que estavam construindo sobre mim, e foi exatamente com essa sensação que eu atravessei o portão da escola naquela manhã, tentando me apegar a alguma coisa normal, a alguma rotina que ainda me lembrasse quem eu era antes de tudo isso começar a desmoronar, mas bastaram poucos passos dentro do corredor pra eu perceber que aquilo já não existia mais, porque os olhares vieram primeiro, discretos no início, mas presentes o suficiente pra serem sentidos, seguidos po

