35 — Tainá Narrando O quarto do hotel parecia grande demais pra mim naquela noite, não porque realmente fosse, mas porque o silêncio ali dentro tinha um peso diferente, um vazio que não era confortável, não era descanso, era ausência, era a falta de tudo que, até poucos dias atrás, fazia parte da minha rotina sem que eu precisasse pensar, e enquanto eu empurrava a porta pra dentro e deixava a bolsa cair sobre a cadeira sem cuidado nenhum, eu senti o corpo inteiro ceder de uma vez, como se até aquele momento eu ainda estivesse me segurando de alguma forma, mantendo alguma estrutura mínima, e ali… não tinha mais pra quem sustentar nada. Caminhei até a cama devagar, sem tirar o sapato, sem me preocupar com nada além de sentar, apoiando os cotovelos nos joelhos enquanto levava as mãos ao ros

