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Crime no Café (Um Mistério de Lacey Doyle — Livro 3)

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CRIME NO CAFÉ (UM MISTÉRIO DE LACEY DOYLE — LIVRO 3) é o terceiro livro de uma nova e charmosa série de Fiona Grace.

Lacey, 39 anos e recém-divorciada, fez uma mudança drástica: ela abandonou a vida agitada de Nova York e se estabeleceu na pitoresca cidadezinha litorânea de Wilfordshire.

O verão está chegando e Lacey se apaixonou ainda mais pela cidade e por seu namorado chef de cozinha. Ela até fez mais uma grande amizade: a nova dona de uma pousada local. E quando sua amiga precisa de seus serviços para decorar seu estabelecimento, comprando quase tudo na loja de antiguidades de Lacey, seu negócio até ganha um impulso extra.

Tudo estava indo perfeitamente bem — até que alguém morre misteriosamente na nova pousada de sua amiga.

Com a cidade de ponta-cabeça e o meio de vida de sua nova amiga em risco, depende de Lacey e de seu cão chegar ao fundo desse mistério.

O livro 4 também está disponível!

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CAPÍTULO UM-1
CAPÍTULO UM – Ei, Lacey! – a voz de Gina veio da sala dos fundos da loja de antiguidades. – Venha aqui um minuto. Delicadamente, Lacey depositou no balcão o antigo candelabro de bronze que estava polindo. O baque suave que ele emitiu fez Chester, seu pastor inglês, erguer a cabeça. Ele dormia em seu lugar habitual, esticado nas tábuas do assoalho ao lado do balcão, banhado por um raio de luz do sol de junho. Ele levantou os olhos castanhos para Lacey e os tufos de suas sobrancelhas contorceram-se com evidente curiosidade. – Gina precisa de mim – Lacey disse a ele. A expressão perceptiva dele sempre a fazia sentir como se ele entendesse cada palavra que dizia. – Fique de olho na loja e, se algum cliente entrar, é só latir. Entendeu? Chester relinchou em confirmação e afundou a cabeça sobre as patas de novo. Lacey atravessou o arco em abóbada que separava o piso principal da loja e a grande, recém-convertida sala de leilões. Tinha o formato de um vagão de trem – longo e estreito –, mas o teto alto se estendia como o de uma igreja. Lacey adorava esta sala. Mas a verdade era que amava tudo em sua loja, desde a seção de móveis retrô, onde utilizara na curadoria seu conhecimento prévio como assistente de designer de interiores em Nova Iorque, até a horta nos fundos. A loja era seu orgulho, mesmo que algumas vezes parecia não valer a pena pelos problemas que trazia. Atravessando o arco, uma brisa morna entrou pela porta aberta nos fundos, trazendo consigo fragrâncias do jardim de flores que Gina cultivava. Mas a mulher em questão não se encontrava. Lacey examinou a sala de leilões, depois deduziu que Gina devia estar lhe chamando do jardim e foi em direção às portas francesas abertas. Porém, ao caminhar, ouviu um barulho de papéis vindo do corredor à esquerda. O corredor abrigava as partes nem tão vistosas da loja – o escritório apertado cheio de armários de arquivos e cofres de ferro; a área da cozinha, onde habitavam sua fiel chaleira e uma variedade de bebidas cafeinadas; o banheiro (ou “casa de banho”, como todos em Wilfordshire se referiam a ele) e a sala do depósito em formato de caixa. – Gina? – Lacey chamou na escuridão. – Cadê você? – Oi! – a voz de sua amiga veio abafada, como se ela estivesse com a cabeça dentro de algum lugar. Conhecendo Gina, era provável que estivesse. – Estou no depósito! Lacey franziu a testa. Não havia motivo para Gina estar no depósito. Uma das condições para Lacey contratá-la era que ela não se esforçasse demais levantando peso. Mas, quando é que Gina dava ouvidos a qualquer coisa que Lacey dizia? Com um suspiro, Lacey cruzou o corredor e entrou no depósito. Encontrou Gina agachada diante de uma estante de prateleiras, seus fracos cabelos grisalhos amarrados no topo da cabeça em um coque com uma xuxinha de veludo roxa. – O que está fazendo aqui no fundo? – Lacey perguntou à amiga. Gina girou a cabeça para olhar para ela. Recentemente, ela tinha investido em um par de óculos com armação vermelha, alegando que eram “a última moda em Shoreditch” (mas por que motivo uma aposentada com mais de sessenta anos pegaria dicas de moda da badalada juventude londrina estava além da compreensão de Lacey), e os óculos tinham deslizado para a ponta de seu nariz. Ela usou o dedo indicador para empurrá-los de volta ao lugar, depois apontou para uma caixa de papelão retangular na prateleira à sua frente. – Aqui tem uma caixa lacrada – Gina anunciou. Então, com um tom intencionalmente conspiratório, acrescentou – E o selo diz que veio da Espanha. Imediatamente, Lacey sentiu suas bochechas esquentando. A encomenda era de Xavier Santino, o belo colecionador de antiguidades que havia participado do leilão com temática náutica no mês anterior, na tentativa de reunir a coleção de relíquias perdidas de sua família. Junto com Lacey, ele tinha acabado virando um suspeito no assassinato do turista americano. Haviam se tornado amigos durante o martírio, o vínculo entre eles ainda mais cimentado graças à coincidente conexão entre Xavier e seu pai desaparecido. – É só uma coisa que Xavier me mandou – Lacey disse, tentando disfarçar. – Você sabe que ele está me ajudando a juntar informações sobre o desaparecimento do meu pai. Gina levantou, forçando os joelhos, e olhou para Lacey com desconfiança. – Sei muito bem o que ele devia estar fazendo – ela disse, as mãos nos quadris. – O que não entendo é por que ele está te mandando presentes. É o terceiro este mês. – Presentes? – Lacey retrucou na defensiva, percebendo a insinuação de Gina. – Um envelope cheio de recibos da loja do meu pai da viagem de Xavier para Nova Iorque dificilmente constitui um presente, na minha visão. A expressão de Gina permaneceu confusa. Ela bateu o pé. – E a pintura? Em sua mente, Lacey imaginou a pintura a óleo do barco no mar que Xavier lhe enviara na semana anterior. Estava pendurada acima da lareira na sala de estar no Chalé do Penhasco. – É o tipo de barco que o tataravô dele capitaneava – contou à Gina defensivamente. – Xavier o encontrou em um mercado de pulgas e achou que eu poderia gostar. – Ela deu de ombros casualmente, tentando minimizar o fato. – Hum – Gina grunhiu, seus lábios pressionados em uma linha fina. – “Vi isto e pensei em você”. Você sabe como fica parecendo para alguém de fora... Lacey bufou. Sua paciência tinha se esgotado. – O que quer que esteja insinuando, por que não diz logo, na cara? – Tudo bem – sua amiga respondeu com audácia. – Acho que tem algo a mais nos presentes de Xavier do que você está disposta a aceitar. Eu acho que ele gosta de você. Embora Lacey imaginasse que aquilo fosse o que sua amiga estava insinuando, ainda se sentiu afrontada ao ouvi-lo ser dito de modo tão franco. – Estou perfeitamente feliz com Tom – argumentou, conjurando em sua mente a imagem do lindo confeiteiro de sorriso largo que ela tinha a sorte de chamar de amante. – Xavier só está tentando ajudar. Ele prometeu que ajudaria quando lhe dei o sextante do seu bisavô. Você só está inventando drama onde não existe. – Se não existe drama, – Gina respondeu calmamente – então por que está escondendo a encomenda de Xavier na prateleira mais baixa do armário do estoque? Lacey hesitou momentaneamente. As acusações de Gina a pegaram desprevenida e a deixaram confusa. Por um instante, esqueceu o motivo de ter guardado o pacote após recebê-lo, ao invés de abri-lo imediatamente. Então se lembrou; a papelada estava atrasada. Xavier dissera que era necessário assinar um certificado que viria acompanhando o pacote, então ela havia decidido guardá-lo por enquanto, caso estivesse violando alguma lei britânica cheia de frescura que ainda não conhecia. Com a quantidade de tempo que a polícia passava farejando sua loja, todo cuidado era pouco! – Não estou escondendo – Lacey disse. – Estou esperando o certificado chegar. – Você não sabe o que tem dentro? – Gina perguntou. – Xavier não te contou o que é? Lacey sacudiu a cabeça. – E você não perguntou? – sua amiga solicitou. Outra vez, Lacey balançou a cabeça. Então, notou que a expressão de acusação nos olhos de Gina começou a se dissipar. Ao invés disso, estava sendo tomada por curiosidade. – Você acha que pode ser alguma coisa... – Gina baixou a voz. – Ilegal? Apesar de confiar que Xavier não tinha lhe enviado algum item banido, Lacey ficou mais do que feliz em desviar o assunto para longe do presente, então resolveu dar corda. – Pode ser – ela disse. Os olhos de Gina se arregalaram ainda mais. – Que tipo de coisa? – ela perguntou, soando como uma criança maravilhada. – Marfim, por exemplo – Lacey disse a ela, relembrando informações de seus estudos sobre itens com venda proibida no Reino Unido, sendo antiguidades ou não. – Qualquer coisa feita com pelos de espécies ameaçadas. Estofados feitos de tecidos que não retardam fogo. Armas, obviamente... Todo traço de desconfiança havia abandonado a expressão de Gina; o “drama” com Xavier foi esquecido em um piscar de olhos com a probabilidade muito mais emocionante de haver uma a**a dentro da caixa. – Uma a**a? – Gina repetiu, um pequeno guincho em sua voz. – Podemos abrir para ver? Ela parecia tão empolgada quanto uma criança ao lado da árvore em noite de Natal. Lacey hesitou. Estivera ansiosa para abrir o pacote desde que havia chegado via transportadora expressa. Deve ter custado os olhos da cara para Xavier enviá-lo da Espanha, e, além do mais, a embalagem também era elaborada; o papelão grosso era resistente como madeira, todo fixado com grampos de tamanho industrial e amarrado com braçadeiras. O que quer que estivesse no interior, era obviamente muito precioso. – Está bem – Lacey disse, com um sentimento de rebeldia. – Que m*l faz uma espiadinha? Ajeitou uma mecha indomável da franja de seus cabelos castanhos atrás da orelha e buscou o estilete. Com ele, cortou as braçadeiras e arrancou os grampos. Em seguida, abriu a caixa e remexeu na embalagem de isopor. – É uma maleta – disse, puxando a alça de couro e levantando com esforço uma pesada maleta de madeira. Pedaços de isopor se espalharam por toda parte. – Parece uma maleta de espião – Gina disse. – Ah, você não acha que seu pai era um espião, acha? Talvez um espião russo! Lacey revirou os olhos enquanto colocava a maleta pesada no chão. – Posso ter cogitado muitas teorias mirabolantes sobre o que aconteceu com o meu pai ao longo dos anos – ela disse, abrindo as travas da maleta uma por uma. – Mas espião russo nunca foi uma delas. Abriu a tampa e olhou dentro da maleta. Arquejou ao ver o que ela continha. Uma linda espingarda de caça antiga com mecanismo de pederneira. Gina começou a tossir e engasgar. – Você n******e guardar uma coisa dessas aqui! Pelo amor de Deus, provavelmente n******e ter uma coisa dessas na Inglaterra, ponto final! O que raios Xavier estava pensando em te mandar isso? Mas Lacey não estava escutando a explosão de sua amiga. Sua atenção estava fixada na espingarda. Estava em excelentes condições, apesar do fato de ter mais de cem anos, no mínimo. Cuidadosamente, Lacey a removeu da maleta, sentindo seu peso nas mãos. Havia algo familiar no gesto. Porém, ela nunca havia segurado uma espingarda, muito menos disparado uma, e, apesar da estranha sensação de déjà vu que ondulava dentro dela, não possuía memórias concretas ao que a atribuir. Gina começou a abanar as mãos. – Lacey, ponha isso de volta! Ponha de volta! Desculpe por ter feito você abrir. Eu não achei que realmente seria uma a**a. – Gina, se acalme – Lacey disse. Mas sua amiga estava no embalo. – Você precisa de uma licença! Pode estar cometendo um crime só por ter isso no país! As coisas por aqui são muito diferentes de como são nos EUA! Os guinchos de Gina atingiram o ápice, mas Lacey a deixou prosseguir. Tinha aprendido que era impossível convencer Gina a parar durante seus desabafos cheios de pânico. Eventualmente eles chegavam ao fim por si só. Ou isso, ou Gina acabaria se exaurindo. Além disso, Lacey estava absorta demais na linda espingarda para prestar atenção nela. Ficou hipnotizada pela estranha sensação de familiaridade despertada dentro dela. Espiou dentro do cano da espingarda. Sentiu seu peso. Sua forma em suas mãos. Até mesmo seu cheiro. Havia algo magnífico naquela espingarda, como se fosse destinada a pertencer a ela. Naquele instante, Lacey deu-se conta do silêncio. Finalmente Gina havia parado de esbravejar. Lacey ergueu o olhar para ela. – Já acabou? – perguntou calmamente. Gina ainda encarava a espingarda como se um tigre de circo tivesse escapado da jaula, mas assentiu devagar com a cabeça. – Que bom – Lacey disse. – O que eu estava tentando te dizer é que eu não só fiz minha lição de casa a respeito das leis de uso e porte de armas de fogo no Reino Unido, mas também que, de fato, já tenho um certificado para comercializar legalmente armas antigas.

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