Foi um momento solene. O chefe derramou algumas lágrimas, fitando o corpo gélido. Era uma importante parte de sua vida que se esvaía. “Você já deveria saber que acabaria assim. A gente cansou de falar! A gente cansou de bater boca por pouca merdä e ‘cê ficava perdido nessa merdä… O delírio de poder que a mãe sempre falou!”, o dito de Naval ecoava, impedindo a mente de acalmar. Dalila era uma boa herança de um bom passado. Talvez a única herança que ele conseguia se lembrar. Refletia momentos bons, com pessoas de confiança, que realmente deram o sangue para consolidá-lo no poder. — No fim do dia, uma vida de falsos sorrisos sempre se vai como uma outra qualquer? — O chefe perguntou, retórico, olhando o caixão. — Eu ‘tô cansado — lamentou. Dara ficou quieta, não tinha vontade de oferec

