O carro mais velho possível foi a escolha que tomaram para roubar e dar fuga. Yuri assumiu o volante, enquanto Dara apenas manteve-se guarnecendo ambos. — Aonde ‘cê vai? — perguntou, mantendo os olhos na rua. — ‘Pra onde!? — riu, retórico. — ‘Pro morro, claro! Não tenho outro lugar ‘pra ir. Mesmo que subam, lá eu ‘tô em casa, conheço os becos e vielas como a palma da minha mão. — E se algum amiguinho seu me viu? Vão te fodër! — Relaxa, tenho uma ideia — disse, rindo. — Que ideia, Yuri!? A notícia passou na TV! — Até onde sei, preservaram a identidade… Naval sabe que é uma mina… mas, só ele… e quem ‘tá envolvido com essas milícias. Yuri dirigiu no limite da velocidade. Apesar de um pouco chamativo, não era nada fora do cotidiano do Rio de Janeiro. Era apenas uma terça-feira à tarde.

