CAPÍTULO 4

573 Words
Matteo Acordo com um barulho irritante de alguém cantando. Abro os olhos e vejo uma bela loira, de corpo escultural, cantarolando uma música qualquer pelo quarto. — Ainda bem que você serve pro gasto pra f*der, porque pra cantar, nem naqueles botecos de rodovia você serviria. Ela me olha incrédula. — Como você é grosso, seu babaca! Dou de ombros, me levanto e vou ao banheiro fazer minha higiene pessoal. Saio do banheiro e a loira ainda está deitada na cama, com o telefone em mãos, apenas de lingerie amarela. Termino de me vestir e olho meu celular: tem mais de 90 mensagens e 22 chamadas perdidas. — Mas que merda o dia m*l começou e já tenho mais de mil e um problemas pra resolver. — Qual é mesmo o seu nome? — É Malu. Ela responde sem tirar os olhos do telefone. — Acho que você está meio perdido no tempo, lindinho. Já passa das 11h30. Olho para a tela do celular sem acreditar no que acabo de ouvir. Como o tempo passou assim e eu não percebi? Guardo o celular no bolso, pego a chave do carro e confiro pra ver se não está faltando nada. Me viro e vejo Malu ainda deitada com o telefone em mãos. Me viro novamente e rumo à porta. — Você já vai? Que dia vamos nos ver de novo? — Nunca mais. — Mas por quê? — ela pergunta, meio confusa. — Não gosto de comer a mesma coisa duas vezes — digo, piscando pra ela e começando a sair do quarto. — Vai para o inferno, seu i*****l! Não preciso de você mesmo, tem muitos me querendo! Inclusive, daqui a pouco Raul deve estar chegando aqui. Mesmo você sendo grosso comigo, se quiser pode ficar e participar com a gente da nossa festinha particular. — Eu tenho pena de você. Só prova que é uma vagabunda barata, igual a todas as outras. — Você é um desgraçado! Saio do quarto e deixo ela me xingando sozinha. Não sou obrigado a ficar ouvindo essas baixarias. Já estou com problemas demais e paciência de menos pra ouvir chiliques dela. Vou até meu carro, destranco a porta, entro e vou direto para a empresa já estou mais do que atrasado. Mas, antes, resolvo passar em casa e tomar um banho rápido. Troco de roupa, pego o que preciso e agora sim, vou pra empresa. Chego à empresa, estaciono o carro no estacionamento e vou para o elevador. Subo até o meu andar, passo pela minha secretária e vou direto para a minha sala. Me sento na cadeira e começo a organizar uns papéis para ler. Ouço duas batidas na porta. — Entre! — Bom dia, Sr. Matteo. O senhor perdeu duas reuniões hoje de manhã. Esses papéis aqui precisam de sua assinatura. O Sr. Teodoro Miller pediu que, assim que o senhor chegasse, ele fosse avisado. Mas ele já foi embora — disse Iza, minha secretária. — Ligue para o meu pai e avise que já estou aqui. Volte a remarcar as reuniões. — Mas, Sr. Matteo, essa é a terceira vez que eu remarco essas reuniões. O Sr. Miller representou o senhor nelas. — Tudo bem, pode ir. — Com licença. Meu pai veio para as reuniões? Como ele soube? Eu não disse nada a ele sobre isso tem alguma coisa errada. Afasto esses pensamentos e começo a ler os papéis em minha mesa.
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